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Trabalhadoras e trabalhadores da Saúde protestam em inauguração de centro administrativo

Escrito por Ascom - CUT/SE Ligado . Publicado em Rede Estadual

 

Com faixas e “Saúde de qualidade, valorização e dignidade” e “Cessão não é solução” os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde da rede estadual representados pelo SINDINUTRISSE (Nutricionistas), SINDASSE (Assistentes Sociais), SINPSI (Psicólogos), SINDICONAM (Condutores de Ambulância), SINDMED (Médicos) e SEESE (Enfermeiros) deram o recado ao Governo Jackson Barreto na manhã desta segunda, 12, na inauguração do Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha. Eles exigiram uma solução para os quase 7 mil trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde

 “Enquanto o governo gasta milhões para reformar e também em aluguel os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde vivem uma angústia por não saber se terão os seus empregos”, aponta o presidente da CUT/SE, professor Rubens Marques.

O cenário para os trabalhadores da Saúde da rede estadual é extremamente difícil. “Os servidores e servidoras da Saúde vivem dias difíceis, além das péssimas condições de trabalho, da falta de reajuste ainda temos a tensão de não saber se no próximo ano teremos os nossos empregos”, disse Mychelyne Guerreiro, do Sindicato dos Nutricionistas de Sergipe – Sindinutrisse.

A instabilidade começou quando o Ministério Público Federal de Sergipe entrou com ação civil pública questionando o contrato do Governo do Estado com a Fundação Hospitalar de Saúde.

Desde então os sindicatos e centrais que representam os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde têm buscado uma solução junto ao Governo do Estado e até o momento a única proposta apresentada é que todos que estão vinculados a Fundação Hospitalar de Saúde serão cedidos a Secretaria de Estado da Saúde - SES.

Tal “solução” não agrada aos trabalhadores. A proposta é que todos se tornem estatutários da SES e que novo concurso seja realizado, pois com o fim do contrato milhares de vagas (que hoje são ocupadas por contratos temporários) serão abertas.

“Não dá para ficarmos nessa indecisão, em reunião no começo do mês passado o secretário Almeida Lima disse que solucionaria nossa situação e até agora o que foi apresentado não resolve o problema”, aponta Rosely Anacleto, do SINDASSE.

O último acordo judicial entre o Ministério Público prorrogou a validade do contrato até 31 de março de 2019.