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Servidores públicos estaduais fazem ato no Palácio de Despachos dia 20

Escrito por Caroline Santos Ligado . Publicado em Rede Estadual

A partir das 8h no próximo dia 20, servidores públicos estaduais realizam ato no Palácio de Despachos. Na pauta: valorização salarial, não ao atraso e parcelamento das aposentadorias, transparência, estabilidade no emprego (trabalhadores da saúde). O governo Jackson Barreto vai entrar para a história de Sergipe como o que pior tratou os servidores públicos estaduais.

Na coletiva realizada no dia 07 de março, na CUT/SE o supervisor técnico do DIEESE, Luis Moura colocou que o Estado não prioriza o pagamento dos servidores, mas sim outras despesas. “Há recurso, mas o governo prioriza outras despesas. O próprio governador mostra que a prioridade não é o pagamento dos servidores quando inaugura uma série de obras em todo o Estado. Obras são importantes, mas os servidores não podem ser sacrificados”, aponta.

Falta transparência

A falta de transparência com relação às receitas e despesas é um dos grandes gargalos do governo do estado com relação aos servidores. “Os relatórios fiscais publicado pelo Estado são questionáveis. No caso da Lei de Responsabilidade Fiscal deixa transparecer que há uma intenção planejado de não implementar política de valorização dos efetivos. O governo prioriza cargos comissionados, obras e não prioriza quem presta o serviço a população e isso é revoltante”, criticou Roberto Silva dos Santos, vice-presidente do SINTESE.

Desvalorização

A última vez que os servidores públicos estaduais tiveram a reposição salarial foi em 2012. Desde estão amargam seus salários cada vez mais baixos. Milhares chegam ao final do mês e recebem menos de um salário mínimo.

No caso do magistério, há quatro anos seguidos o governo não cumpre a lei do piso e não aplica o reajuste na carreira (some-se a isso o não reajuste do ano de 2012), com isso o professor ou professora seja com formação em Nível Médio ou com Mestrado recebem a mesma coisa. A perda salarial já ultrapassa a casa dos 60%.

Estabilidade

Além de tudo isso, os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde ainda enfrenta o receio de perder o emprego. Isso porque o contrato da Secretaria de Estado da Saúde com a Fundação Hospitalar de Saúde termina dia 31 de março de 2019 e o governo do Estado não apresenta uma solução.

“Motivos são muitos, por isso é importante que os servidores e servidores públicos estaduais estejam no ato mostrando a sua indignação ao governo Jackson Barreto”, conclama o presidente da CUT/SE, Rubens Marques.