Imprimir

Sobre a carta de renúncia do Secretário de Educação Jorge Carvalho

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Rede Estadual

O secretário de Estado da Educação Jorge Carvalho manchete renuncia jorgecarvalhomanchete renuncia jorgecarvalhopublicou em perfil de rede social o teor de uma carta de despedida ao governador Jackson Barreto, mas em todo texto percebe-se que Jorge Carvalho “esqueceu” de alguns detalhes importantes do que foi sua temerária gestão À frente da Educação estadual. Entre eles:

1. Desde que Jorge Carvalho assumiu a pasta da Educação, o Conselho de Alimentação Escolar - CAE “funcionou” com irregularidades internas na sua composição e por isso mesmo praticamente, sem atuação. Mas, apesar desse cenário, os representantes do magistério no conselho apresentaram diversas denúncias de falta de alimentos nas escolas, que resultaram em uma inspeção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE (responsável pelo Programa de Alimentação Escolar) nos últimos dias na SEED. É só fazer uma pesquisa com os estudantes das escolas estaduais que confirmaremos o cenário de ausência de alimentação escolar nos últimos anos;

2. Para tentar solucionar a falta de professores, a SEED agiu de forma irresponsável convocando um número superior de educadores ao da real necessidade da rede o que hoje resulta em professor sem lotação, pois as vagas não existiam, eles apenas substituíram professores em licenças provisórias;

3. A matrícula online reduziu as filas na porta das escolas, mas camuflou uma política perversa de fechamento sistemático de turmas do Ensino Fundamental reduzindo o número de estudantes na rede, com a visível negação do direito à Educação por parte de quem tinha a obrigação constitucional de assegurá-la;

4.  Quanto aos casos de violência nas escolas, os episódios mais graves de agressão foram tratados como casos isolados quando na verdade são frutos da ausência de política educacional que insiste em não fazer nada no sentido de articulação com outras secretarias como Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte e Lazer, Juventude entre outras. A lógica da SEED em minimizar o problema desconsiderou que a violência registrada em diversos momentos nas unidades escolares é fruto, em sua grande parte, das questões relativas a falta de políticas públicas;

5. A parceira com as empresas, fundações e instituições privadas deixa claro o caráter privatista e conteudista buscado nessa gestão do secretário Jorge Carvalho. Sua política reduziu a visão da Educação a mera tentativa de alcançar índices para atender a uma lógica empresarial/mercadológica, de uma educação pública voltada para oferecer mão de obra obediente, eficiente e irracional ao mercado de trabalho. O gerenciamento/gerencialismo implantado de forma "maquiada" por programas educacionais foi alvo de inúmeras denúncias e negações pelas unidades escolares que coletivamente desconstruíram e registraram seus posicionamentos contrários a implantação;

6. Diante da política de destruição da carreira do magistério público estadual, no ano de 2015 tivemos uma das greves mais longas da história. Inclusive com um período de ocupação do Palácio de Despachos. Nos anos de 2016 e 2017 o magistério estadual continuou na luta contra a perversa política de Jorge/Jackson com várias paralisações, Via Crucis, atos e acompanhamento da agenda do governador na capital e interior do Estado denunciando a política de um governo que já está registrado como pior da história;

7. A adesão do governo Jackson a política de Temer, de imposição nas escolas estaduais do Ensino Médio de Tempo integral, é a versão do "mundo de Alice". De forma irresponsável sem diagnóstico, sem planejamento viável e análise da realidade, escolas foram feitas Centros Experimentais de Ensino Médio sem qualquer compromisso com uma educação pública de qualidade social. Ainda sobre a orientação do governo Temer, Jorge e Jackson fizeram a opção política de extinguir turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio convencional para tornar o Estado como apenas mantenedor do Ensino Médio em tempo integral. O que contraria o estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que trata da corresponsabilidade entre o Município e o Estado em relação ao Ensino Fundamental. Essa ação está colocando milhares de crianças e jovens fora das escolas em função da imposição dessa política;

8. Com a política de empobrecimento imposta pelo governo Jackson a partir da desvalorização do servidor, nesse caso em especial os integrantes do magistério viram sua formação e qualificação profissional serem jogadas na lata do lixo pelo "Doutor" Jorge Carvalho, professor aposentado pela Universidade Federal de Sergipe, responsável pela (de)formação de muitos professores da rede pública estadual;

9- Quanto à aprovação dos estudantes das escolas estaduais no ENEM, passa a ser desrespeitoso a visão caolha do governo em não enxergar os milhares de estudantes aprovados nas escolas estaduais de ensino médio que não ofertam o tempo integral. Ao governo Jackson só interessa reforçar em Sergipe a política do seu colega de partido Michel Temer, desconsiderando o trabalho pedagógico dos professores que dão o suor e o sangue nas escolas esquecidas pelo governo para que nossos estudantes possam aprender com qualidade e obterem êxito no ingresso às universidades.

Assim, a saída do Governador Jackson Barreto talvez possa ser considerada um alívio para os funcionários públicos de uma maneira geral em nosso Estado. E a do secretário de Educação é talvez o começo do fim do Inferno anunciado por ele logo em sua chegada SEED.

Que possamos recuperar a lucidez de uma educação pública voltada para oferecer formação emancipadora e não adestradora aos trabalhadores/as e seus filhos/as.

 

O secretário de Estado da Educação Jorge Carvalho publicou em perfil de rede social o teor de uma carta de despedida ao governador Jackson Barreto, mas em todo texto percebe-se que Jorge Carvalho “esqueceu” de alguns detalhes importantes do que foi sua temerária gestão À frente da Educação estadual. Entre eles:

1. Desde que Jorge Carvalho assumiu a pasta da Educação, o Conselho de Alimentação Escolar - CAE “funcionou” com irregularidades internas na sua composição e por isso mesmo praticamente, sem atuação. Mas, apesar desse cenário, os representantes do magistério no conselho apresentaram diversas denúncias de falta de alimentos nas escolas, que resultaram em uma inspeção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE (responsável pelo Programa de Alimentação Escolar) nos últimos dias na SEED. É só fazer uma pesquisa com os estudantes das escolas estaduais que confirmaremos o cenário de ausência de alimentação escolar nos últimos anos;

2. Para tentar solucionar a falta de professores, a SEED agiu de forma irresponsável convocando um número superior de educadores ao da real necessidade da rede o que hoje resulta em professor sem lotação, pois as vagas não existiam, eles apenas substituíram professores em licenças provisórias;

3. A matrícula online reduziu as filas na porta das escolas, mas camuflou uma política perversa de fechamento sistemático de turmas do Ensino Fundamental reduzindo o número de estudantes na rede, com a visível negação do direito à Educação por parte de quem tinha a obrigação constitucional de assegurá-la;

4.  Quanto aos casos de violência nas escolas, os episódios mais graves de agressão foram tratados como casos isolados quando na verdade são frutos da ausência de política educacional que insiste em não fazer nada no sentido de articulação com outras secretarias como Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte e Lazer, Juventude entre outras. A lógica da SEED em minimizar o problema desconsiderou que a violência registrada em diversos momentos nas unidades escolares é fruto, em sua grande parte, das questões relativas a falta de políticas públicas;

5. A parceira com as empresas, fundações e instituições privadas deixa claro o caráter privatista e conteudista buscado nessa gestão do secretário Jorge Carvalho. Sua política reduziu a visão da Educação a mera tentativa de alcançar índices para atender a uma lógica empresarial/mercadológica, de uma educação pública voltada para oferecer mão de obra obediente, eficiente e irracional ao mercado de trabalho. O gerenciamento/gerencialismo implantado de forma "maquiada" por programas educacionais foi alvo de inúmeras denúncias e negações pelas unidades escolares que coletivamente desconstruíram e registraram seus posicionamentos contrários a implantação;

6. Diante da política de destruição da carreira do magistério público estadual, no ano de 2015 tivemos uma das greves mais longas da história. Inclusive com um período de ocupação do Palácio de Despachos. Nos anos de 2016 e 2017 o magistério estadual continuou na luta contra a perversa política de Jorge/Jackson com várias paralisações, Via Crucis, atos e acompanhamento da agenda do governador na capital e interior do Estado denunciando a política de um governo que já está registrado como pior da história;

7. A adesão do governo Jackson a política de Temer, de imposição nas escolas estaduais do Ensino Médio de Tempo integral, é a versão do "mundo de Alice". De forma irresponsável sem diagnóstico, sem planejamento viável e análise da realidade, escolas foram feitas Centros Experimentais de Ensino Médio sem qualquer compromisso com uma educação pública de qualidade social. Ainda sobre a orientação do governo Temer, Jorge e Jackson fizeram a opção política de extinguir turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio convencional para tornar o Estado como apenas mantenedor do Ensino Médio em tempo integral. O que contraria o estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que trata da corresponsabilidade entre o Município e o Estado em relação ao Ensino Fundamental. Essa ação está colocando milhares de crianças e jovens fora das escolas em função da imposição dessa política;

8. Com a política de empobrecimento imposta pelo governo Jackson a partir da desvalorização do servidor, nesse caso em especial os integrantes do magistério viram sua formação e qualificação profissional serem jogadas na lata do lixo pelo "Doutor" Jorge Carvalho, professor aposentado pela Universidade Federal de Sergipe, responsável pela (de)formação de muitos professores da rede pública estadual;

9- Quanto à aprovação dos estudantes das escolas estaduais no ENEM, passa a ser desrespeitoso a visão caolha do governo em não enxergar os milhares de estudantes aprovados nas escolas estaduais de ensino médio que não ofertam o tempo integral. Ao governo Jackson só interessa reforçar em Sergipe a política do seu colega de partido Michel Temer, desconsiderando o trabalho pedagógico dos professores que dão o suor e o sangue nas escolas esquecidas pelo governo para que nossos estudantes possam aprender com qualidade e obterem êxito no ingresso às universidades.

Assim, a saída do Governador Jackson Barreto talvez possa ser considerada um alívio para os funcionários públicos de uma maneira geral em nosso Estado. E a do secretário de Educação é talvez o começo do fim do Inferno anunciado por ele logo em sua chegada SEED.

Que possamos recuperar a lucidez de uma educação pública voltada para oferecer formação emancipadora e não adestradora aos trabalhadores/as e seus filhos/as.