Servidor do Estado paga pelo IPESAÚDE, mas tem que fazer cirurgia pelo SUS

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Rede Estadual

O IPESAÚDE é o plano de saúde dos servidores do Estado de Sergipe, Governo deve garantir que o IPESAÚDE funcione com todas as garantias para os servidores públicostodos os meses há o desconto de 4% nos contracheques para que os servidores públicos tenham direito a consultas, exames, atendimento de urgência, emergência e cirurgias, ou seja, tudo que concerne a um plano médico-odontológico.

Mas atualmente não é isso que vem acontecendo. O servidor público que necessita de qualquer cirurgia é encaminhado para o Hospital de Urgência de Sergipe - HUSE para ter acesso ao procedimento. Grave também a situação da pediatria, os filhos dos servidores públicos que pagam o IPESAÚDE não têm acesso a atendimento de urgência.

Em caso de urgência e emergência os servidores são encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, que carece de estrutura adequada para atender a todos os casos e por sua vez também remete os pacientes ao HUSE. O IPESAÚDE não conta hoje com convênios com outras clínicas ou hospitais para atender a demanda.

Esses problemas foram apresentados em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira, 08, na Promotoria dos Direitos da Saúde do Ministério Público com a promotora Euza Missano. Além de representantes do SINTESE, também estiveram presentes a audiência representações do IPESAÚDE, Hospital da Polícia Militar, Sociedade de Pediatria, Sindicato dos Médicos e dos usuários do IPESAÚDE.

Para o SINTESE a postura do Governo do Estado em não firmar convênios com clínicas e hospitais pra viabilizar o atendimento aos servidores e consequentemente ao empurrá-los para o SUS pode provocar um desligamento em massa o que, futuramente, pode gerar um colapso do plano, forçando os servidores públicos a buscarem planos de saúde particulares.

“O Governo de Sergipe deve garantir que o IPESAÚDE funcione com todas as garantias para os servidores públicos, pois esse é o papel do Estado.”, disse a professora Ubaldina Fonseca Moreira, da diretoria executiva do SINTESE e que esteve na reunião.

Devido a gravidade dos problemas apresentados na audiência, ao Ministério Público irá ajuizar uma Ação Civil Pública para que o IPESAÚDE possa garantir a assistência digna aos usuários.