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Projeto Educa Mais: Ofenísia Freire não defendia premiação e punição

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Revista Paulo Freire

A SEED, também, anunciou que entre os projetos de lei será encaminhado o que cria o Sistema de Avaliação da Educação Básica, instituindo o Prêmio Educação de Qualidade Professora Ofenísia Soares Freire. Em entrevistas concedidas na imprensa sergipana, o secretário Jorge Carvalho informava que essa avaliação seria para avaliar e premiar as “melhores escolas” e os “melhores professores”. Se os melhores serão premiados, o que acontecerá com as “piores escolas” e os “piores professores”?
Chama nossa atenção o nome do prêmio, atribuído à professora Ofenísia Freire que, em sua militância, não defendia a política pensada pelo Programa Sergipe Educa Mais, centrado na premiação e punição. Atribuir o nome do prêmio à professora Ofenísia Freire é uma afronta a sua história de vida e luta. 
Ofenísia Freire foi militante do movimento feminista e Partido Comunista Brasileiro envolvida na luta pela democratização do país. Em sua atuação como professora, selecionava textos literários para ler e analisar com seus alunos, desenvolvendo o senso crítico-analítico dos estudantes. Para a educadora, o livro didático deveria ser visto como uma referência e não como instrumento principal. 

Na contramão da história profissional e de luta da professora Ofenísia Freire, a SEED propõe a imposição de uma avaliação, pensada sem discussão com os educadores e a comunidade escolar. 

O SINTESE reafirma que o Programa Sergipe Educa Mais é uma versão do Índice Guia de Avaliação de Desempenho, pacote avaliativo que foi banido do Estado e que o governo está querendo ressuscitar. 

A vice presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz questionou a criação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que se limitará a avaliação anual do desempenho das escolas públicas. “Uma avaliação que se baseia na meritocracia, em que os melhores receberão prêmios e aqueles com desempenho considerado inferior serão escanteados. Ou seja, teremos dois tipos de escola: a escola rotulada como de excelência, modelo, na qual os estudantes têm direito a sonhar com um futuro e a escola rotulada como ruim que será abandonada a própria sorte”, prevê.

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http://www.sintese.org.br/index.php/quem-somos/publicacoes/doc_download/828-sintese-informa-projeto-educa-mais-nov2015