Revista Paulo Freire: A persistência de um tema

Escrito por Ângela Melo, presidenta do SINTESE Ligado . Publicado em Revista Paulo Freire

Pela segunda edição consecutiva, abordamos como tema Revista Paulo Freire 40central da Revista Paulo Freire a problemática da violência nas escolas. Persistimos no assunto pela sua relevância nos debates educacionais, pela sua complexidade e pela necessidade de ampliação das discussões que o envolvem.

Como anunciado na edição anterior, nesta publicamos a segunda parte da entrevista exclusiva com a professora Andrea Depieri, do Departamento de Direito da UFS. Andrea, que nos brinda com uma entrevista-aula, é uma verdadeira especialista sobre on tema, tanto do ponto de vista da sua formação acadêmica quanto da sua atuação militante na sociedade.

Nessa segunda e última parte da entrevista, Depieri aborda, dentre outras      questões, o papel das famílias na prevenção e superação da violência no âmbito escolar. Nas palavras da professora, a família tem um papel “enorme”, uma vez que que “uma boa parte dos meninos que se envolvem em situações de violência ou que praticam atos infracionais, por exemplo, não tem pai”. Mas a professora alerta: “as famílias podem ajudar muito, mas precisam ser recepcionados e integrar essa dinâmica porque, caso contrário, eles viram inimigos da escola, porque estão denunciando, ‘atrapalhando’, ‘aborrecendo’”.

Responsabilidade dos meios de comunicação na cobertura dos casos de violência e plano de contingência para o enfrentamento a essas situações são outros aspectos abordados pela professora, que também fala sobre experiências positivas relacionadas à temática em questão.

Ainda sobre o tema, reproduzimos nesta edição os artigos “Violências nas escolas: culturas silenciadas” e “A polícia e a violência nas escolas”, ambos da professora Miriam Abramovay, sendo o primeiro em co-autoria com a professora Mary Garcia Castro e o segundo com o pesquisador Pablo Gentili. “As pesquisas sobre juventude evidenciam um grave problema nas relações entre a polícia e os jovens, particularmente quando eles são pobres. A abordagem policial em grupos de adolescentes de setores populares (a grande maioria entre os que frequentam as escolas públicas) mostram abuso de poder por parte de agentes policiais”, dizem Miriam e Pablo.

Na oportunidade do mês da Consciência Negra, nos inserimos nas discussões sobre a igualdade racial na educação, ao publicarmos o artigo “Por que ensinar relações étnico-raciais e história da África nas salas de aula?”, afinal, como escreveu o autor do texto, “discutir as relações étnico-raciais que construíram esse país deveria ser uma obrigação de todos os cidadãos, não importando sua origem ou etnia”.

Também compõem esta edição um texto do analista político Wladimir Pomar, retomando a série “Classes e luta de classes no  Brasil” e uma matéria sobre o projeto “Cinema no Portela”, prática pedagógica alinhada ao projeto de educação democrático e popular, que contribuiu com a formação crítica de estudantes para o ENEM.

 

Boa leitura!

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