Enquete feita pelo SINTESE revela avaliação negativa do governo João

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Os professores da rede pública estadual de ensino encerraram o ano de 2004 com um enterro simbólico das ações do governo João Alves. Na última quarta-feira, 29, durante o ato de protesto ao prazo de 24 meses para o pagamento de direitos já conquistados pelos educadores, o SINTESE realizou uma enquete para saber a opinião da população sobre a administração estadual. Dos 908 participantes da pesquisa, 677 avaliaram o governo João como péssimo nos itens educação, saúde e segurança pública. Ainda no conceito desses três itens, 170 pessoas votaram em ruim, 93 em regular, 23 acham bom e apenas 15 consideram ótimas a educação, saúde e segurança pública no governo estadual. A outra pergunta da enquete mostra o que as pessoas gostariam de enterrar em 2004 com o governo João. A opção ‘Violência’ liderou a opinião pública com 726 votos, em segundo ficaram ‘Políticos enganadores do povo’, com 717 votos, ‘Miséria e a pobreza’ tiveram 691, ‘Desvio de verba pública’ teve 541 e, em seguida, o ‘Desemprego’, com 536 votos. Contraproposta do SINTESE O SINTESE expôs à população as falsas promessas do governador, como salários dignos para os professores, escolas estruturadas e com boas condições de funcionamento, merenda escolar de boa qualidade e servida todos os dias aos alunos, pagamento imediato de direitos garantidos em lei, gestão democrática nas escolas e a elaboração do plano estadual de educação. No saco de maldades do governo estadual, os professores depositaram as ações danosas, a exemplo da extinção de órgãos públicos – Cohidro, Emdagro, Cehop, Prodase, Segrase, e da negação dos direitos dos educadores, garantidos pelo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério e acordados para serem pagos nos meses de junho e julho do ano passado, como condição para o fim da greve ocorrida em abril e maio do mesmo ano. No mês passado, a Secretaria de Estado da Educação – SEED – apresentou ao SINTESE uma proposta de pagamento em 24 meses, sem data específica, da gratificação por titulação, progressão vertical, férias dos pedagogos, vantagens de triênio e adicional de 1/3, mas o sindicato não aceitou o pagamento desses direitos em prazo tão extenso. O SINTESE envia hoje, 04, à SEED a contraproposta com um cronograma detalhado de pagamento de janeiro a março deste ano e aguarda reposta da secretaria.