A luta continua

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A luta dos professores de Umbaúba, de forma organizada foi motivada pelo desejo de acabar o autoritarismo que parece instalado em nossa cidade. No final da última administração, quando os já não se admitia mais tanta perseguição, começamos a nos organizar enquanto sindicato. O objetivo da categoria era fazer cumprir a LDB que nos garante um Plano de Carreira e Remuneração. Foi essa nossa primeira batalha. De sua estruturação até sua aprovação foi um longo caminho, cheio de obstáculos colocados pela atual administração. Enquanto vende-se a imagem de que a lei está sendo cumprida, nós esclarecemos: O PLANO DE CARREIRA DOS PROFESSORES DE UMBAÚBA NÃO ESTÁ SENDO CUMPRIDO. A única parte que estava sendo respeitada era a tabela salarial, que não foi corrigida na data base que é o artigo 29 do Plano, deixando, portanto nossos salários defasados. Junto a este artigo seguem: >Art. 38; Titulação é negada >Arts. 8º e 10º; nomeação de professores e coordenadores sem a devida formação, desrespeitando também a Lei 9394/96. >Art. 18, inciso II; Progressão Vertical; mudança de nível >Art. 20 – Progressão Horizontal; mudança de classe; avanço na carreira que implica ainda no triênio. >1/6 de férias (2003) >E ainda o atraso dos salários dos professores da Educação Infantil. Problema maior é não ter com quem discutir esses problemas, já que o prefeito marca reuniões, mas não comparece. O prefeito de Umbaúba não conversa com os professores, para que se possa buscar a solução dos problemas. Para representá-lo, o prefeito envia seu assessor jurídico, Dr. Acácio, eu simplesmente não discute, não conversa, não ouve, apenas dita aos gritos a mais ensaiada explicação para negação de direito: a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite por já ter excesso de gasto com folha de pessoal. Enquanto diz-se que não pode haver aumento de gasto, a Secretaria de Educação contrata uma empresa para dar cursos a merendeira e também para diretores, tornando a explicação contraditória. Solicitamos ao prefeito de Umbaúba que receba, pessoalmente, os professores, que tenha vontade política de cumprir a lei. Se há gastos que excedem o limite permitido, enxugue a folha. Ao invés de enviar um advogado considera tudo inconstitucional e que não respeita os profissionais da educação, discuta os problemas com a categoria, cumpra a lei e sua obrigação enquanto administrador. A Lei 497/2003 é uma realidade por uma luta dos professore travada dia-a-dia por dois anos e meio. E vamos continuar lutando para que ele seja cumprido. SINTESE Base Municipal Umbaúba, 09 de agosto de 2004