Dirigentes do Sintese foram detidos arbitrariamente em Porto da Folha

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Os coordenadores da Sub-Sede do Alto Sertão, em Nossa Senhora da Glória, José Valmir de Sousa e Maria Rosivânia de Andrade, foram detidos no dia 7 de setembro (terça-feira) de 2004, quando participavam do Grito dos Excluídos, em Porto da Folha. No ato, os docentes de Porto da Folha reivindicavam do Prefeito Raimundo Rodrigues Melo, o respeito aos direitos dos professores que estão sendo negados pela administração municipal. A categoria luta por: revisão salarial, redução da jornada de trabalho, pagamento das férias, avanço por tempo de serviço ou mudança de letra e titulação. Todos estes direitos estão garantidos no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Municipal, aprovado em 2002 e que o prefeito insiste em não cumpri-lo. ARBITRARIEDADE DO DELEGADO ARQUIMEDES O delegado de Porto da Folha, Sr. Arquimedes, cometeu abuso de poder contra os dirigentes do SINTESE, naquele município. Os Coordenadores da Sub-Sede do Alto Sertão estavam, junto com os professores do município, fazendo panfletagem no desfile da Independência. O ato foi deliberado em Assembléia Geral dos professores, na segunda-feira dia 06 de setembro. O delegado Arquimedes chegou para os dirigentes, sem se identificar, afirmando que eles estavam atrapalhando o desfile, porque aquele não era o momento para manifestação. O Coordenador, José Valmir de Sousa, disse que era dirigente do SINTESE, que aquele ato era pacífico e resultava da deliberação de uma assembléia. Desrespeitando a liberdade de expressão, garantida na Constituição Federal, o delegado da cidade tomou os panfletos e os documentos dos dois dirigentes e mandou os policiais levá-los para a delegacia. APOIO DA POPULAÇÃO Indignada com ação arbitrária do delegado, a população de Porto da Folha ficou vigilante até que os dirigentes do SINTESE fossem liberados. Após a liberação, os professores foram aplaudidos por todos que estavam assistindo ao desfile. No final do desfile cívico de 7 de Setembro, os professores percorreram todo o percurso do desfile, vestidos de preto, culminando com um ato público em frente do edifício da Prefeitura Municipal. O SINTESE FARÁ DENÚNCIA PÚBLICA Para o presidente do SINTESE, Joel Almeida, o sindicato não ficará parado diante de tanto desrespeito aos seus dirigentes. “Assim, este sindicato, juntamente com a deputada Ana Lúcia, cobrará das autoridades competentes ( Assembléia Legislativa, OAB Estadual e Nacional e Secretário de Segurança Pública Luiz Mendonça ), que tomem as providências cabíveis, pois não se pode admitir que os direitos civis e a liberdade sindical sejam negados por qualquer pessoas que se escondem atrás de um cargo”.