SINTESE analisa cálculos da SEED para pagamento de direitos dos professores

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A comissão de negociação do SINTESE esteve reunida ontem, 5, com o secretário de Estado da Educação, Lindbergh de Lucena, para definir o cronograma de pagamento de direitos garantidos pelo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério e acordados para serem pagos nos meses de junho e julho do ano passado, como condição para o fim da greve ocorrida em abril e maio do mesmo ano. A Secretaria de Educação apresentou uma proposta de pagamento em um ano. No mês passado, a SEED propôs prazo de dois anos para o pagamento dos direitos. A direção do SINTESE não concordou com nenhuma das propostas. O custo apresentado pela Secretaria de Educação era de cerca de R$ 2 milhões, mas durante a análise, os representantes do SINTESE perceberam que os cálculos estavam imprecisos. “A SEED estava fazendo o cálculo do pagamento dos direitos a partir de uma situação hipotética, por isso resultou em valores superestimados. Então, solicitamos que seja feito o cálculo individualizado, calculando o valor referente aos direitos no mês e o pagamento do retroativo discutiremos o prazo com a categoria”, disse Joel de Almeida, presidente do SINTESE. O sindicato será informado ainda esta semana sobre o custo do pagamento dos direitos dos professores pela Secretaria de Educação, a partir da sugestão de cálculo feita pelo SINTESE. A proposta enviada pelo sindicato mês passado inclui direitos como gratificação por titulação, progressão vertical, férias dos pedagogos, vantagens de triênio e adicional de 1/3. O SINTESE propõe que os direitos dos professores sejam pagos mês a mês, a partir deste, com prazo máximo até março para pagamento da gratificação por progressão vertical, que apresenta maior despesa para a Secretaria de Educação.