Professores enfrentam desmandos na administração

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A administração municipal de Japaratuba continua desrespeitando a lei do plano de carreira do magistério. Os professores da educação infantil e do ensino fundamental de 1ª à 4ª série estão trabalhando 200 horas mensais e recebendo por 125 horas. Além de negar direitos conquistados pelos educadores, o prefeito Gerard Olivier demitiu uma professora, este mês, de forma irregular. O SINTESE reúne os professores de Japaratuba em assembléia, amanhã, 29, às 16 horas, na Escola Municipal Emiliano Nunes de Moura, para tomar uma decisão diante dos desmandos da administração municipal. A demissão da professora Aglaê Mendonça Pereira Rodrigues, grávida de seis meses, deixou os educadores revoltados no município. “Agora as lideranças sindicais estão sendo ameaçados por não se calarem e cobrarem os direitos que o prefeito está negando aos educadores”, revela a professora Lílian Cristiane Aragão, representante do SINTESE em Japaratuba, ressaltando que as denúncias do sindicato estão incomodando o prefeito. A professora Aglaê já entrou com ação na Justiça pedindo sua readmissão. Os educadores, junto ao SINTESE, pretendem resolver o problema da correção salarial o mais rápido possível e a administração municipal de Japaratuba deve cumprir o que determina a lei do plano de carreira do magistério. Segundo essa lei, o professor da educação infantil e do ensino fundamental de 1ª à 4ª série deve ter jornada de 200 horas mensais, sendo 50% em sala de aula. Decisões dos educadores No mês passado, o prefeito de Japaratuba fez a proposta de aumentar a carga horária de 125 para 160 horas, no entanto, os professores não aceitaram porque essa quantidade de horas não é suficiente para exercer as atividades determinadas pelo plano de carreira. “Os educadores pedem que seja enviado para a Câmara Municipal o projeto de lei alterando todo o plano de carreira e não apenas a carga horária”, declara o professor Roberto Silva, diretor do Departamento de Comunicação Sindical do SINTESE. Roberto acrescenta que a prefeitura já recebeu uma proposta de plano elaborada pela categoria. Atualmente, os professores da educação infantil e do ensino fundamental de 1ª à 4ª série estão cumprindo o horário correspondente ao salário que recebem, ou seja, trabalham em sala de aula por 10 horas semanais, em vez de 20, mas permanecem na escola no tempo restante fazendo atividades pedagógicas. Esta foi uma decisão tomada na assembléia do dia 3 de fevereiro, com base nas determinações do plano de carreira, que exige 10 horas semanais em sala de aula para o docente com carga horária de 125 horas mensais. O SINTESE encaminhou ao prefeito de Japaratuba um ofício informando as decisões dos educadores em assembléia e solicitando urgência para o fim do impasse, no entanto, não teve resposta.