Professores podem decidir por paralisação na rede estadual

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A diretoria do SINTESE convoca os professores da rede estadual para uma assembléia geral, que será realizada na próxima quarta-feira, 04, às 15 horas, no Cotinguiba Esporte Clube. A assembléia faz parte das atividades da Campanha Salarial 2005 e pode decidir por uma paralisação a depender do resultado da audiência entre SINTESE e Secretaria de Estado da Educação – SEED -, marcada para amanhã, 03, às 10 horas. No mês passado, uma equipe de professores entregou ao Governo do Estado a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2005, durante o ato de lançamento da campanha, em frente ao palácio de despachos. Só esta semana, o SINTESE teve retorno da SEED para realizar a primeira audiência de negociação da pauta. “Esperamos ter respostas do governo na audiência para os pontos da nossa pauta de reivindicação. Depois apresentaremos aos professores em assembléia para tomarmos as decisões necessárias, inclusive sobre paralisação ou greve”, informa Joel de Almeida, presidente do SINTESE. Cobrança de 35,2% Os professores estão reivindicando ao governo a reposição salarial de 35,2% e a regulamentação de direitos previstos no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério, a exemplo da gestão democrática nas escolas. O magistério estadual cobra também a devolução do valor que foi retirado de seus salários, através do redutor salarial, e a elaboração do Plano Estadual de Educação, com participação dos educadores. A proposta de 35,2% corresponde ao menor percentual de perda salarial do magistério, que foi o do professor de nível médio em início de carreira, ocorrida no período de abril de 1995 a maio de 2005. Atualmente, o piso do professor da rede estadual é de R$ 205,84, para 125 horas, e de R$ 329,35 para 200 horas mensais. Segundo o professor Joel, o sindicato está reivindicando uma reposição salarial, e não, reajuste, mas pretende conquistar, aos poucos, a reposição total das perdas desse período.