Redes municipais estão em campanha salarial

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A campanha salarial dos professores não acontece apenas na rede estadual. Nos municípios filiados ao SINTESE, os educadores estão reivindicando aos prefeitos melhores condições de trabalho, aumento de salário, gratificações, aprovação do Plano de Carreira e Remuneração e Estatuto do Magistério. Diferente da rede estadual, as redes municipais contam com a vantagem de ter um número menor de professores, o que facilita as negociações. Os percentuais ou valores para o reajuste salarial são definidos a partir do estudo da folha de pagamento das Secretarias Municipais de Educação. Segundo a professora Maria Barroso, diretora do Departamento para Assuntos das Bases Municipais do SINTESE, as negociações se tornam mais fáceis nos municípios onde os professores têm acesso às informações da folha de pagamento. O estudo da folha deve ser feito a cada ano para que os professores saibam quanto a prefeitura gasta com pessoal, na área de educação, e quanto poderá gastar com o reajuste salarial, cumprindo o que determina a lei. Em alguns municípios, os prefeitos marcam e desmarcam audiências, não recebem os educadores e sequer elaboram uma contra-proposta para apresentarem ao SINTESE. “Apesar de a lei garantir a revisão salarial para os trabalhadores em educação em 1º de maio, na data-base, o reajuste ainda é parte de um processo de conquista da categoria”, avalia Joel de Almeida, presidente do SINTESE. O professor Joel ressalta que nas redes municipais existe maior transparência na entrega dos dados sobre financiamento da educação do que na rede estadual. Acompanhe as negociações nas redes municipais: Barra dos coqueiros O estudo da folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação está em andamento, com previsão para terminar na próxima semana. Campo do Brito A proposta dos professores é de aumentar os gastos com a folha de pagamento do Fundef para 64%, reajustando o piso salarial para R$ 300. Este reajuste é aplicado também ao salário dos professores da educação infantil. Há quatro anos, o SINTESE luta pela aprovação do plano de carreira e estatuto do magistério do município e continuam sendo negociados. Carmópolis A Câmara Municipal aprovou projeto de aumento de salário diferenciado para professores e demais servidores. O projeto será analisado pela assessoria jurídica do SINTESE para verificar se há inconstitucionalidade. Ilha das Flores A aprovação do plano de carreira e do estatuto do magistério já foi negociada, mas falta a tabela de custo mensal da folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação. Os professores propõem um piso salarial de R$ 300 para 125 horas, início de carreira, o que corresponde a 68% dos recursos do Fundef para gastos com a folha. A categoria aguarda resposta do prefeito. Nossa Senhora do Socorro O SINTESE não teve acesso à folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação, portanto, não foi possível fazer o estudo e definir uma proposta de reajuste salarial. O sindicato enviou ofício solicitando audiência com o prefeito para discutir assuntos relacionados à data-base dos professores, mas ainda não teve resposta. Poço Redondo e Canindé do São Francisco Os professores estão fazendo o estudo da folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação. Na audiência marcada para o dia 16 deste mês, a categoria vai apresentar ao prefeito a proposta de reajuste salarial. Riachuelo A proposta de piso salarial dos professores é de R$ 330 para 125 horas, início de carreira. O reajuste oferecido pela prefeitura é de 5% sobre o piso de R$ 240, ou seja, R$ 252. A categoria terá uma audiência hoje, 04, com o prefeito para negociar o reajuste e o estatuto do magistério municipal. Rosário do Catete A categoria reivindica novos plano de carreira e estatuto do magistério. Salgado e Japoatã Está agendada uma audiência com a prefeita de Salgado para tratar do reajuste salarial amanhã, 05. A audiência em Japoatã foi solicitada, mas ainda não tem data marcada. Santa Rosa de Lima Os professores reivindicam aprovação do plano de carreira, do estatuto do magistério e piso salarial de R$ 300 para 125 horas mensais, início de carreira, e de R$ 384 para 160 horas, com gratificação de regência de classe de 30% e triênio de 3%. A prefeitura apresentou uma contra-proposta de valores de salários diferenciados para professores de nível 1 e 2, com regência de classe de 25%, mas a categoria não aceitou e continua em negociação. Santo Amaro A proposta da categoria é de aumento do piso salarial para R$ 300. O prefeito marcou audiência, mas não recebeu os professores, justificando que ainda não tem uma contra-proposta. A categoria conseguiu marcar nova audiência para o dia 10 deste mês. São Cristóvão Os professores propõem reajuste do piso salarial para R$ 300, mas a prefeitura está dificultando a negociação e já adiou a audiência com o SINTESE por três vezes. A categoria cobra também a gratificação de titulação, férias de janeiro deste ano, incorporação da gratificação de função de direção de escola, gratificação de difícil acesso e ajuda de custo para transporte