Professores da rede estadual paralisam suas atividades por dois dias

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O magistério estadual vai às ruas para fortalecer a Campanha Salarial 2005 em busca de melhores condições de trabalho e educação de qualidade para os sergipanos. A paralisação de segunda e terça-feira, dias 9 e 10, deste mês, é uma demonstração de que os educadores não aceitam a política de enganação implantada pelo Governo do Estado. A pauta de reivindicações do SINTESE foi entregue ao governo no mês passado e a primeira audiência de negociação com a Secretaria de Estado da Educação – SEED – aconteceu terça-feira passada, 03. Na ocasião, o secretário de Estado da Educação, Lindberg Lucena, formou uma comissão para estudar a pauta do SINTESE e não apresentou contra-proposta. O resultado do estudo será entregue ao governador João Alves e apresentado à categoria na próxima semana. “Estamos aguardando este resultado e queremos conhecer os dados que estão sendo utilizados no estudo. Queremos também discutir com a SEED a quantidade de recursos para a educação e como estão sendo gastos”, declara Iran Barbosa, diretor do Departamento Jurídico do SINTESE. Durante a paralisação, os educadores farão uma manifestação no calçadão da João Pessoa, em frente à agência da Caixa Econômica, a partir das 8 horas, na segunda-feira, 09, e uma visita à Assembléia Legislativa, às 9 horas, na terça-feira, 10. “Precisamos mostrar que existe uma angústia entre a categoria porque a data-base dos professores já passou, a pauta de reivindicações foi entregue mês passado e não há contra-proposta do Governo do Estado. Estamos exigindo uma resposta, não podemos ficar calados diante do silêncio do governo”, afirma o professor Iran. Reivindicações do magistério Os professores estão reivindicando ao governo a reposição salarial de 35,2% e a regulamentação de direitos previstos no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério, a exemplo da gestão democrática nas escolas. O magistério estadual cobra também a devolução do valor que foi retirado de seus salários, através do redutor salarial, e a elaboração do Plano Estadual de Educação, com participação dos educadores. A proposta de 35,2% corresponde ao menor percentual de perda salarial do magistério, que foi o do professor de nível médio em início de carreira, ocorrida no período de abril de 1995 a maio de 2005. Atualmente, o piso do professor da rede estadual é de R$ 205,84, para 125 horas. Segundo o professor Joel de Almeida, presidente do SINTESE, o sindicato está reivindicando uma reposição salarial, e não, reajuste, mas pretende conquistar, aos poucos, a reposição total das perdas desse período.