SINTESE denuncia abandono do serviço público durante paralisação

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No primeiro dia de paralisação, os professores da rede estadual e os trabalhadores da área de saúde do Estado foram ao calçadão da rua João Pessoa protestar contra o desrespeito do governo João Alves com os servidores e o abandono do serviço público. Os professores denunciaram a política de educação enganosa do Governo do Estado e os desmandos que estão acontecendo na administração. “O ato de hoje significa uma vitória na nossa luta, pois passados 10 anos conseguimos fazer uma manifestação conjunta entre duas categorias importantes do serviço público: educadores e servidores da saúde. Agora a tendência é fortalecer essa aliança e tentar ampliá-la para outras categorias de trabalhadores”, avalia Joel de Almeida, presidente do SINTESE. A paralisação prossegue até amanhã, dia 10, com uma visita de professores e servidores da saúde à Assembléia Legislativa, às 9 horas. Na Assembléia, os funcionários públicos irão apresentar aos parlamentares a situação precária em que estão sendo oferecidos os serviços de educação e saúde à população sergipana. Os servidores estaduais solicitarão aos deputados solidariedade ao movimento de protesto e intervenção junto ao governador para o cumprimento da pauta de reivindicações das duas categorias. “Queremos também que os deputados estaduais rejeitem o projeto nº 86/2005, do Governo do Estado, que cria uma gratificação apenas para os educadores que atuam nos centros de excelência e no pré-universitário da SEED”, acrescenta o professor Joel. Governo sem contra-proposta A pauta de reivindicações do SINTESE foi entregue ao governo no mês passado e a primeira audiência de negociação com a Secretaria de Estado da Educação – SEED – aconteceu terça-feira, dia 3. Na ocasião, o secretário de Educação, Lindberg Lucena, formou uma comissão para estudar a pauta do SINTESE e não apresentou contra-proposta. “O secretário diz que vai apresentar contra-proposta, mas não diz quando, o prazo é incerto”, declara Joel, ressaltando que até a decisão de paralisar as atividades do magistério estadual, a SEED não tinha analisado a pauta do SINTESE. Os professores estão reivindicando ao Governo do Estado a reposição salarial de 35,2% e a regulamentação de direitos previstos no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério, a exemplo da gestão democrática nas escolas. O magistério estadual cobra também a devolução do valor que foi retirado de seus salários, através do redutor salarial, e a elaboração do Plano Estadual de Educação, com participação dos educadores.