SINTESE realiza assembléia unificada com servidores públicos do estado

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A administração do governador João Alves está desagradando não apenas os professores, mas também os demais servidores públicos de Sergipe. Por esse motivo, o SINTESE decidiu realizar uma assembléia para reunir outras categorias de trabalhadores do estado em defesa da oferta do serviço público de qualidade e pela valorização dos servidores. A assembléia unificada aconteceu no dia 19, às 10 horas, no Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju. Os professores da rede estadual se reuniram para discutir o Sistema de Avaliação Periódica de Desempenho – SAPED -, que está sendo imposta ao magistério pelo governo, e definir procedimentos relacionados à aplicação do questionário de avaliação. As próximas ações da Campanha Salarial 2005 do magistério também foram definidas durante a assembléia. Os servidores podem decidir por paralisação unificada das atividades no estado. “Os servidores públicos estão indignados com o desrespeito do Governo João Alves com o patrimônio público e com os próprios servidores, que tocam a máquina estadual. Ressaltem-se aí os professores, que ainda têm de conviver com um sistema de avaliação de desempenho do tempo da Inquisição”, declara Joel Almeida, presidente do SINTESE. Atenção às reivindicações Em assembléia realizada na sexta-feira, 13, os educadores aprovaram uma moção de repúdio ao Sistema de Avaliação Periódica de Desempenho, imposto pelo governo, e decidiram anular o questionário de avaliação, que seria aplicado na segunda-feira, 16. No fim-de-semana, a Secretaria de Estado da Educação – SEED – comunicou que a aplicação do questionário acontecerá nos dias 23 e 24 deste mês. Uma comissão do SINTESE reuniu-se, no dia 17, com o secretário de Estado da Educação, Lindberg Lucena, e sua equipe, para solicitar o adiamento da aplicação dos questionários da avaliação periódica. A intenção do sindicato é analisar e discutir com os professores essa decisão do Governo do Estado. O secretário não aceitou o pedido do SINTESE e manteve o período de avaliação do magistério. Com a avaliação periódica, o governo tenta desviar a atenção dos professores e da sociedade da pauta de reivindicações para a data-base do magistério, mas o SINTESE reafirma a luta por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A pauta do SINTESE foi entregue ao governo no mês passado, contendo reposição salarial de 35,2%, gestão democrática nas escolas, devolução do valor que foi tirado dos salários, através do redutor salarial, e a elaboração do Plano Estadual de Educação.