SINTESE vai entrar na justiça para cobrar reajuste salarial

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Sem resposta do Governo do Estado sobre a proposta de reajuste salarial e outras reivindicações, os professores da rede estadual voltam a cobrar uma posição de João Alves e do Poder Judiciário. Na próxima quinta-feira, dia 09, a partir das 8 horas, o SINTESE convoca a categoria para uma manifestação no calçadão da rua João Pessoa, em frente ao Bingo Palace. Os educadores vão convidar a população aracajuana a participar, no calçadão, de uma enquete para a avaliação de desempenho do Governo João. No final da manhã, o SINTESE vai encaminhar um processo ao Tribunal de Justiça solicitando a revisão salarial dos professores, que tem como data-base o mês de maio. A pauta de reivindicações do magistério estadual foi entregue em abril, mas o governo não quis negociar o percentual de reposição salarial de 35,2% com o SINTESE e não apresentou contra-proposta. “O objetivo da manifestação é fazer com que o governo negocie o reajuste dos salários dos professores, além de mostrar ao Judiciário que o governo está cometendo uma ilegalidade ao descumprir o plano de carreira do magistério estadual”, afirma Carlos Sérgio Lobão, vice-presidente do SINTESE. O professor Carlos acrescenta que o Poder Judiciário precisa tomar uma atitude em relação ao desrespeito do Governo do Estado para com os direitos dos educadores. Gastos com servidores Esta semana, o Secretário de Estado da Fazenda, Gilmar Mendes, informou na Assembléia Legislativa que as finanças do estado estão perfeitamente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. Segundo dados da secretaria, apresentados aos parlamentares, entre maio de 2004 e abril deste ano, o Governo de Sergipe usou apenas 39,56% da receita do estado para o pagamento dos servidores, podendo usar até 49%, de acordo com a LRF. Este percentual foi reduzido em relação ao utilizado entre maio de 2003 e abril de 2004, que foi de 46,10%. Já o Poder Legislativo e o Ministério Público Estadual, que recebem recursos do estado para suas despesas com servidores, ultrapassaram o limite máximo determinado pela LRF, entre maio de 2004 e abril deste ano.