Professores de Umbaúba paralisam atividades na segunda

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Diante do atraso na negociação do piso salarial do magistério com a prefeitura, os educadores decidiram fazer paralisação de um dia. Na segunda feira, 15, os professores não irão para as salas de aula, mas para as ruas de Umbaúba em direção à prefeitura. Diante do atraso na negociação do piso salarial do magistério com a prefeitura, os educadores decidiram fazer paralisação de um dia. Na segunda feira, 15, os professores não irão para as salas de aula, mas para as ruas de Umbaúba em direção à prefeitura. A intenção é manifestar insatisfação com a proposta de aumento de 4% e solicitar que o prefeito receba os professores para negociar um maior reajuste salarial. O estudo da folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação de Umbaúba, realizado pelo SINTESE, mostra que a prefeitura pode pagar um piso de R$ 300, seguindo as determinações da lei do FUNDEF – 9.424/1996. Esta é a reivindicação do magistério. O prefeito José Silveira Guimarães propõe um reajuste que passa o piso salarial de R$ 240 para R$ 249. “A prefeitura pode pagar o piso que estamos reivindicando porque os recursos do FUNDEF, que são repassados para o município, vêm aumentando a cada mês”, afirma a professora Ginalva da Cruz, da coordenação da sub-sede regional sul do SINTESE. Reajuste em agosto Além do pequeno reajuste, o prefeito está protelando a negociação com os representantes do SINTESE. Segundo a Lei do Plano de Carreira e Remuneração do Magistério de Umbaúba, aprovada em julho de 2003, os professores devem receber reajuste salarial em 1º de maio de cada ano, mas não receberam ano passado. Existem outros direitos no plano de carreira que não estão sendo respeitados, como o pagamento da gratificação por titulação e de um sexto de férias para professores da educação infantil, nomeados em 2003. No dia 18 de julho deste ano, o presidente do SINTESE, Joel de Almeida, enviou ofício ao prefeito de Umbaúba solicitando uma reunião para apresentar a contraproposta do magistério, com base no estudo da folha de pagamento. O prefeito respondeu o ofício no dia 9 deste mês, marcando audiência de negociação para o dia 25, assim o aumento só sairá no salário de setembro. “Queremos uma audiência com o prefeito até o dia 16 de agosto para negociarmos um salário mais justo e recebemos ainda este mês”, reivindica Ginalva. A professora acrescenta que a administração municipal de Umbaúba não faz referência ao pagamento de reajuste retroativo a maio. No dia 10, o professor Joel enviou outro ofício ao prefeito solicitando a antecipação da reunião do dia 25.