SINTESE em defesa do Ipesaúde

32

Os professores da rede estadual de ensino estarão hoje em frente ao prédio do Ipes, a partir das 7:30, para um ato contra a desestruturação do Ipesaúde. Os professores da rede estadual de ensino estarão hoje em frente ao prédio do Ipes, a partir das 7:30, para um ato contra a desestruturação do Ipesaúde. Esse plano de assistência médica atravessa uma profunda crise de funcionamento, privando os usuários do acesso aos serviços de saúde com qualidade. A real situação do Ipes ainda é desconhecida pelos usuários e pela sociedade. O Governo do Estado alega que existe um déficit e o plano precisa de mudanças significativas para continuar atendendo as necessidades dos contribuintes. O grande impasse do Ipesaúde é o atendimento médico e ambulatorial, deixando de disponibilizar várias especialidades médicas. Acúmulo de problemas Os credenciamentos dos hospitais e das maternidades estão praticamente cortados e não existe medicamento suficiente para os usuários. A diretoria do plano argumenta que as despesas superam a arrecadação, mas não explica exatamente esse descompasso, que não é da administração atual. Trata-se de uma situação antiga, que acumula problemas. O governo vem adotando procedimentos autoritários para solucionar a crise no Ipesaúde. Ele desconsidera a participação dos usuários, que contribuem com 4% de seus salários e sustentam 50% da estrutura do plano. Portanto, os contribuintes do Ipesaúde têm o direito de sugerir e discutir propostas de solução para melhorar o atendimento do plano. “O Governo do Estado está tomando medidas sem discutir com os contribuintes, que são sempre pegos de surpresa. Ele decide o que vai fazer com o plano e os usuários não têm acesso às determinações”, afirma o professor Joel de Almeida, presidente do SINTESE.