Professores exigem pagamento da dívida com o Ipes

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Os professores da rede estadual estiveram em frente à sede do Instituto de Previdência do Estado de Sergipe – Ipes, em Aracaju, dia 23, para manifestar insatisfação com o atendimento médico e ambulatorial do instituto. Para surpresa de todos, no dia do ato, promovido pelo SINTESE, os serviços de saúde foram regularizados, mostrando aos contribuintes que existem condições para o bom funcionamento do Ipes. O que falta é interesse do Governo do Estado em pagar sua dívida com o instituto e regularizar os serviços. Quem precisou do Ipes no dia da manifestação dos professores teve acesso a atendimento diferenciado dos outros dias. O órgão começou a funcionar em horário regular, às 6 horas, o número de atendentes aumentou e os usuários conseguiram marcar consultas e exames desejados há muito tempo. Contrapartida do governo Os usuários do Ipes contribuem com 4% de seus salários e sustentam 50% da estrutura do órgão. A outra metade fica por conta do Governo do Estado. “A situação do Ipes se agravou nos últimos dois anos. O governo deixou de dar sua parte para sustentar o instituto e a dívida cresceu. Esta é uma prática que tem o objetivo de acabar com o Ipes”, afirma o professor Joel de Almeida, presidente do SINTESE. Joel acrescenta que o governo tem a intenção de desestruturar o instituto para o funcionário público parar de contribuir e extinguir o Ipes. Em reunião com representantes do SINTESE, dia 16, o presidente do Ipes, Massashi Morita, informou que a dívida do Ipes com seus credores é de R$ 12 milhões. “Segundo o presidente, se o governo pagasse sua dívida com o Ipes, o instituto funcionaria normalmente com a contribuição dos usuários e a contrapartida do governo”, declara o professor Roberto Silva, diretor do Departamento de Comunicação Sindical do SINTESE.