Professores de Capela entrarão em greve na segunda-feira

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A tentativa de negociar o cumprimento do plano de carreira e estatuto do magistério de Capela chega ao décimo mês. A tentativa de negociar o cumprimento do plano de carreira e estatuto do magistério de Capela chega ao décimo mês. Diante do impasse para implementar essas leis, os professores do município entrarão em greve, na segunda-feira, dia 7, por tempo indeterminado. Nos dias 12, 22 e 23 de setembro, os educadores fizeram paralisações, pois nem o prefeito cassado, Manoel Messias Santos, o Sukita, nem o atual prefeito, Carlos Augusto dos Santos, demonstraram interesse em atender as reivindicações do magistério. Segundo a professora Edma Silva Alves, representante do SINTESE em Capela, durante todo o mês de outubro, a comissão de negociação do sindicato tentou pôr em prática o plano de carreira, abrindo negociação sobre a tabela salarial e a gratificação de difícil acesso. “No entanto, a administração municipal insiste em desrespeitar os professores e a Câmara de Vereadores, que aprovou, no ano passado, as Leis 01 e 02, do plano de carreira e estatuto do magistério”, declara Edma. Lei autoritária A professora acrescenta que o prefeito alega a invalidade dessas leis e quer mandar para a Câmara uma nova proposta de lei, que acaba com a carreira dos professores. Além disso, é uma proposta autoritária, na qual os educadores precisam da autorização do prefeito para receber direitos como gratificação por titulação, gratificação de difícil acesso, mudança de nível, remoção e implantação da gestão democrática. Os educadores de Capela estarão reunidos em assembléia na quinta-feira, 10, às 8 horas, em frente à sede da Lira Nossa Senhora da Purificação. Em seguida, farão um ato simbólico na praça Manoel Cardoso Souza Filho.