Plano de carreira reduz salário do magistério de Lagarto

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Município tem uma das maiores receitas do Fundef em Sergipe e paga um dos menores salários do estado O novo plano de carreira do magistério, aprovado em dezembro do ano passado, incluiu nos contracheques o chamado ‘fator de composição’, que reduz os salários dos educadores. Esse plano foi elaborado sem a participação dos professores e exclui suas principais reivindicações: isonomia salarial para aposentados, redução da jornada após 20 anos de serviço, ampliação da jornada do professor polivalente para 140 horas e gratificação de difícil acesso, que foi aprovada há dois anos, mas não é paga.

“Os professores de Lagarto não entendem como o município tem uma das maiores receitas do Fundef em Sergipe e paga um dos menores salários do estado”, declara o professor Nazon Barbosa, da coordenação da sub-sede do SINTESE no Centro-Sul. O piso é de R$ 302, para 125 horas, em início de carreira e, com a aprovação do plano, a regência de classe diminuiu de 40% para 20%, a menor do estado.

Sem conselho
Como se não bastasse, não existe o Conselho do Fundef no município deste abril deste ano. Além disso, professores e alunos enfrentam as condições de abandono de algumas escolas. São carteiras quebradas, falta de birô, telhado destruído, banheiros fechados, outros sem condição de uso e, o pior, até agora não tem diário de classe para o registro do trabalho docente.

Outra irregularidade está na contratação dos professores aprovados no concurso de 2003. Eles foram convocados, não houve nomeação, nem posse, no entanto, estão trabalhando. “Sabe-se que eles estão trabalhando sob contrato de trabalho temporário, porém não assinaram nenhum documento, o que descumpre a legislação”, informa o professor Nazon, acrescentando que o SINTESE já fez essa denúncia no Ministério Público.