Governo divulga mentiras sobre ato do SINTESE

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Os professores de Sergipe lamentam as informações mentirosas divulgadas pelo Governo do Estado sobre o ato público do SINTESE, na quinta-feira, 29, no centro de Aracaju. Os professores de Sergipe lamentam as informações mentirosas divulgadas pelo Governo do Estado sobre o ato público do SINTESE, na quinta-feira, 29, no centro de Aracaju. Ao contrário do que foi divulgado, a manifestação do magistério estadual ocorreu com tranqüilidade cumprindo roteiro e horário programados. A população que prestigiou o ato é testemunha de que nenhum grupo de estudantes esteve no calçadão para defender o governador com apitos e vaias, como foi informado pela agência do governo.

O conteúdo mentiroso da matéria publicada na quinta-feira, no site da Agência Sergipe de Notícias, foi reproduzido por jornais sergipanos, na edição do dia 30 de dezembro, com repercussão em emissoras de rádio. “Cerca de 80 alunos da rede estadual de ensino saíram espontaneamente em defesa do governo e protestaram contra a manifestação do sindicato. Vaiados sonoramente pelos alunos, os manifestantes não tiveram outra saída: envergonhados, recuaram e deram por encerrada a manifestação, que era para durar o dia inteiro mas não passou de algumas horas da manhã”. Diversos veículos de comunicação fizeram reportagem sobre a manifestação dos professores, mas as imagens registradas não confirmam essa informação, nem mesmo as dos que publicaram as mentiras do governo.

João engana

“Nessa mesma matéria, a fala do secretário de Estado da Educação, Lindbergh de Lucena, denuncia que houve uma tentativa de mobilizar estudantes para tumultuar o ato do SINTESE, mas foi fracassada e espalharam a mentira”, analisa o professor Joel de Almeida, presidente do SINTESE. Joel acrescenta que essa é uma das formas de o Governo do Estado enganar Sergipe, como mostra o slogan da campanha do SINTESE contra a política de educação do governo: João é Quem Engana Sergipe.

Os professores realizaram uma manifestação cidadã, através da denúncia pública dos desmandos do governo João Alves na educação de Sergipe. “A campanha publicitária do governo esconde os prejuízos que ele tem causado aos sergipanos nas diversas áreas da administração. A população precisa ficar atenta, analisar os fatos e desvendar as mentiras”, declara Joel.

Durante o ato, os professores denunciaram as ‘maldades do governo João’, como a falta de segurança e de infra-estrutura nas escolas, o aumento de apenas 4% nos salários, a política de exclusão nos centros de excelência, a avaliação de desempenho discriminatória, os contratos milionários com empresas de consultoria, o fim do Funaserp e a desestruturação do Ipesaúde.