Mais um enterro simbólico do Governo João

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População de Itabaiana apóia manifestação dos professores e acompanha caminhada pela cidade Os professores da rede estadual de ensino atraíram cerca de quatrocentas pessoas para um ato de protesto ao Governo João Alves, seguido de um cortejo pelas ruas de Itabaiana, no sábado, 07. A intenção foi mostrar à população as ‘maldades’ praticadas pelo governo na educação e em outras áreas da administração pública. Além dos professores, estavam presentes no ato cidadãos itabaianenses, representantes do Movimento Sem Terra, da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas e Central Única dos Trabalhadores.

 

A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe – SINTESE, ocupou as ruas da cidade e recebeu o apoio da população. “Esse protesto é uma iniciativa importante do sindicato, é uma arma para melhorar a educação. Afinal, educação de qualidade no estado é utopia”, afirma Edilson de Assis, estudante itabaianense. Para Luís Carlos de Oliveira, auditor da Secretaria de Estado da Fazenda, o Governo João é um vendedor de ilusões. “E ele não paga bem aos professores porque não quer, pois dinheiro tem. A arrecadação do estado aumentou 33% em 2005. E por que os professores e auditores só receberam 4% de aumento salarial”,questiona Luís.

Perseguição do governo

As pessoas que participaram do ato do SINTESE, na praça João Pessoa, demonstraram insatisfação com o Governo do Estado. “O interior foi esquecido. Não temos segurança, saúde, educação, nem incentivo para o comércio. Tomara que o povo de Sergipe acorde e enxergue as ‘maldades’ desse governo”, alerta José Wilson dos Santos, comerciante. A dona-de-casa, Roseane Nunes, e a lavradora, Rosana Santos, reclamaram dos serviços de saúde. “Não tem médicos nos povoados e o hospital de Itabaiana quase não funciona. Na educação, se os professores vêem que está ruim, tem que mostrar à população mesmo”, ressalta Rosane.

O Governo do Estado tenta desqualificar as manifestações dos professores através de informações mentirosas divulgadas para a imprensa sergipana. Apesar da perseguição do governo, o SINTESE continuará nas ruas mostrando a verdade à população do estado. “Os educadores estão exercendo a cidadania e denunciando publicamente os desmandos do governo na administração pública. Ele não prioriza a educação e tenta enganar o povo com propaganda na televisão, que esconde os prejuízos causados aos sergipanos”, declara o professor Joel de Almeida, presidente do SINTESE.

SINTESE mostra as maldades do governo

Durante o ato do SINTESE, em Itabaiana, os professores fizeram um enterro simbólico da política de educação discriminatória do Governo do Estado. Os painéis montados na praça expuseram as ‘maldades’ do governo, que também foram interpretadas por personagens, como a bruxa, o pai da ponte e a vidente.

Entre as ‘maldades’ do Governo João, estão a falta de segurança e de infra-estrutura nas escolas, o aumento de apenas 4% nos salários, a política de exclusão nos centros de excelência, a avaliação de desempenho discriminatória, o fim do Funaserp e a desestruturação do Ipesaúde. “Na nossa manifestação, as ‘maldades’ são simbólicas, mas no dia-a-dia do professor, elas são concretas, reais e maltrata, sacrifica o magistério e a educação no estado”, ressalta o professor Iran Barbosa, diretor do Departamento Jurídico do SINTESE.