Centrais sindicais querem mínimo de R$ 400

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Os sindicatos prometem não recuar da decisão de pressionar para que o salário-mínimo suba para R$ 400, o que será definido na votação este mês no Congresso Nacional do Orçamento da União de 2006.>>continua Organizado por Ernesto Germano

Os sindicatos prometem não recuar da decisão de pressionar para que o salário-mínimo suba para R$ 400, o que será definido na votação este mês no Congresso Nacional do Orçamento da União de 2006.

Nesta semana, as centrais têm nova reunião para levar as reivindicações ao governo federal no dia 11. Se-gundo o presidente nacional da CUT, João Felicio, nenhum sindicato vai dizer “sim” para os R$ 350. Ele explica ainda que outra reivindicação é que o governo tenha uma política para a recuperação do poder de compra do salário-mínimo. Apesar de muitos parlamentares continuarem de férias, desde o dia 16 de dezembro eles estão em regime de convocação extraordinária. Enquanto adiam a votação sobre o aumento de cerca de R$ 50 do mínimo, o pagamento do salário extra referente a esse período aos 594 parlamentares deve custar cerca de R$ 100 mi-lhões aos cofres públicos.

 Área remanescente de quilombo. O Incra entregou ontem o título de reconhecimento da comunidade quilombola de Conceição do Macacoari, no Amapá. Uma portaria assinada em Brasília confirmou o reconheci-mento da primeira comunidade cujo processo foi desenvolvido pela SR-21. São 60 famílias de pequenos produtores que, segundo os estudos antropológicos, habitam a gleba do Maca-coari há mais de 200 anos. Essas famílias são resultantes de escravos fugitivos da construção da Fortaleza São José. A comunidade ainda hoje subsiste da pecuária, pesca, agricultura e da criação de pequenos animais.

A comunidade de Conceição está localizada à margem esquerda do Rio Macacoari, limitando-se com a Vila do Carmo, distante aproximadamente 100 quilômetros de Macapá. Os comunitários acompanharam todo traba-lho das equipes do Incra, dando informações importantes sobre a história do quilombo, limites etc.

Outras nove comunidades estão em processo de reconhecimento. Antes de Conceição do Macacoari somente o Curiaú era conhecido como área de remanescente de quilombo, num trabalho realizado pela Fundação Palma-res.  Assassinato de líder seringueiro. O presidente da Associação de Seringueiros do Vale do Anari (Asva), João Batista, foi assassinado em 26 de dezembro.

Para a Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR), que reúne dez associações extrativistas do estado, o crime foi político. Segundo o presidente da Associação de Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto Jacun-dá (Asmorex), Antônio Teixeira, fazia tempo que Batista estava amedrontado. Ele disse ainda que vizinhos de Batista ouviram disparo de tiros por volta das 22 horas do dia 26 – e, no dia seguinte, encontraram o seringuei-ro morto em sua casa, só de cuecas.

Seringueiros estão ameaçados em Rondônia
Mais dois líderes seringueiros de Rondônia estão ame-açados de morte por invasores das reservas extrativistas (resex) estaduais: Antônio Teixeira, presidente da Associação de Moradores da Resex Rio Preto Jacundá (Asmorex), e Chico Leonel, presidente da ONG Bem-te-Vi, que atua na Resex Jaci Paraná.

Os dois – assim como João Batista – fizeram parte do grupo que foi a Brasília, em setembro de 2005, entre-gar à ministra Marina Silva um dossiê sobre os conflitos nas reservas extrativistas estaduais do Rondônia.

Brasil teve o menor crescimento econômico da América Latina.
As economias mais importantes da América Latina crescerão num bom ritmo em 2006. De acordo com analistas, os países mais fortes do continen-te experimentaram um crescimento significativo em 2005, que ficou entre 3,5% e 7%, com exceção do Brasil, que registrou 2,40%. O PIB brasileiro foi o menor da América Latina, reduzido à metade dos 4,9% de 2004 e abaixo da previsão de 3,5% feita no início de 2005. Nesse ano, a Venezuela deve liderar a expansão das eco-nomias latino-americanas com um crescimento de 9%. Vale destacar que os institutos oficiais não registram a economia de Cuba, que cresceu 10,8%, maior cres-cimento econômico nos 47 anos de Revolução!

Desigualdade social foi mantida.
O Brasil começa o ano de 2006 mantendo o mesmo índice de desi-gualdade social dos anos anteriores, sem conseguir melhorar a distribuição de renda. A denúncia é da organiza-ção não-governamental (ONG) ActionAid.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), dos brasileiros que declararam sua ren-da em 2003, um terço vive com uma fonte familiar per capita de meio salário mínimo. Enquanto que do outro lado, apenas 1% da população, ou quase 2 milhões, concentra o equivalente à renda de quase 87 milhões de brasileiros. Estes números colocam o Brasil como o 2º país no mundo com a pior distribuição de renda, perden-do apenas de Serra Leoa. (Fonte Agência Notícias do Planalto)

Milho transgênico no RS traz preocupações
As confirmações da venda e do plantio de sementes de milho transgênico no Rio Grande do Sul, feitas essa semana pelo Ministério da Agricultura, deixaram a avicultu-ra e a suinocultura comercial de sobreaviso.

Com o receio de perder mercados importantes, como a Europa, 21 frigoríficos gaúchos farão testes de transgenia no milho que fornecem aos seus aviários integrados a partir desta safra, que começa a ser colhida na metade de janeiro. As empresas querem garantir o status de produto livre de organismos geneticamente modificados.

“Muitos países proíbem o uso do produto transgênico até mesmo para a alimentação animal. Isso pode pro-vocar um embargo comercial, da mesma maneira que ocorreu com a febre aftosa”, alerta Dario de Melo, médi-co veterinário do MST. O Brasil é o segundo maior exportador mundial da ave, perdendo somente para os Esta-dos Unidos. O Rio Grande o Sul, terceiro maior estado exportador, com vendas externas de 25,4% da sua pro-dução, emprega direta e indiretamente cerca de 2 milhões de pessoas.

A primeira denúncia confirmada no estado foi feita pela Via Campesina em novembro do ano passado. (Fon-te Agência Chasque)

General brasileiro é encontrado morto no Haiti
O general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacel-lar, comandante militar da Missão da ONU no Haiti, foi encontrado morto ontem em seu quarto de hotel em Porto Príncipe, capital do Haiti. Autoridades da ONU informaram que ele teria se suicidado no hotel Montana, segundo a agência de notícias Reuters. Já o tenente coronel Fernando da Cunha Matos, assessor de informa-ções públicas da força brasileira, informou à Agência Brasil que o general teria morrido em um “acidente com arma de fogo”.

Zapatistas começam nova jornada
Depois de surpreenderem o mundo, em 1994, os rebeldes zapa-tistas anunciam uma nova jornada de lutas. Iniciaram uma viagem de seis meses pelo país, percorrendo todas as regiões para conhecerem as muitas e variadas necessidades, e pretendem denunciar as conseqüências do neoliberalismo e do Acordo comercial com os EUA para a população mexicana. Diante de um mural do revolucionário Emiliano Zapata, ainda em Chiapas, os participantes da jornada disse-ram que “o inimigo tem muitos rostos, mas um único nome: capitalismo!”. O grupo planeja passar pelos 31 estados mexicanos, reunindo-se com movimentos de esquerda antes da eleição presidencial de julho.

O muro é uma ofensa!
Esta é a definição de Rigoberta Menchú, Premio Nobel da Paz, a respeito da mu-ralha de 1.100 quilômetros que a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou construir ao longo da fronteira com o México.

Além de aprovar a construção da “muralha”, que terá também sistemas eletrônicos de vigilância, os deputa-dos estadunidenses aprovaram uma lei “criminalizando” a imigração dos chamados “indocumentados”, os mi-lhares de latinos que, anualmente, tentam atravessar para os EUA em busca de um emprego.

Mexicano é assassinado por polícia estadunidense na fronteira
Mais um mexicano foi assassinado tentando atravessar a fronteira com os EUA. A diferença desse crime é que ele não foi cometido pelas milícias particulares, que habitualmente rondam a divisa dos países, contratadas por fazendeiros estadunidenses. Quem assassinou Guillermo Martínez Rodrigues (20 anos) em 30 de dezembro de 2005 foi a polícia dos Estados Uni-dos.

Desde junho de 2001 os governos do México e dos EUA firmaram um pacto que não permite a utilização de armas letais pelos policiais que atuam na área. Os policias têm autorização para o uso de armas apenas quando sua própria vida estiver em perigo, caso considerado raro na vigilância da fronteira. Para defensores dos direi-tos humanos, “a agressão em 30 de dezembro não é apenas uma violação dos direitos fundamentais, mas sim um risco de impunidade e tolerância a essas ações”.

Um “eixo do Bem”
“Washington e seus aliados, esse sim é o eixo do mal, nós estamos formando o eixo do bem”. A frase é do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quando soube da preocupação de Washington com a aproximação entre ele, Fidel Castro e Evo Morales.

Evo Morales chegou a Caracas na terça-feira e se encontrou com Chávez, declarando-se disposto a integrar a “luta antineoliberal e antiimperialista”. Morales e Chávez discutiram a cooperação entre os dois países nos setores econômico e energético. A Venezuela fará uma doação de 30 milhões de dólares para programas sociais na Bolívia, além de 150 mil barris mensais de diesel, que serão pagos com produtos agrícolas bolivianos.

O programa de Evo
Em seu encontro com Chávez, durante uma coletiva com a imprensa, Evo Morales já deu algumas “dicas” sobre o seu programa de governo: “as mudanças devem vir das regiões onde vivem os povos mais pobres e que foram marginalizados. Precisamos acabar com a discriminação e o caminho passa pela instalação de uma Assembléia Constituinte. Precisamos alcançar a plena soberania sobre nossas riquezas, em particular as florestais, os minérios e os hidrocarburos. Precisamos recuperar nosso território para os bolivia-nos.”

Evo falou sobre os danos causados ao país pelo projeto neoliberal, pelas privatizações dos serviços e pela al-ta concentração de terras.

Bolsas de estudo
Durante a visita de Evo Morales, Fidel Castro assegurou que serão dadas 5 mil bolsas de estudos para estudantes bolivianos poderem cursar o ensino superior em Cuba. Ao chegar na Venezulea, Evo ouviu uma brincadeira feita por Chávez: “Fidel deu 5 mil bolsas? Então o povo venezuelano cobre esta ofer-ta e estamos dando aos bolivianos 5 mil e uma bolsas!”. São 10.001 bolsas para estudantes bolivianos!

Centrais espanholas saúdam Evo Morales
Os secretários gerais das duas grandes centrais sindicais espanholas, Comisiones Obreras (CCOO) e União Geral do Trabalho (UGT), encontraram-se com Evo durante sua estadia na Espanha e saudaram o presidente eleito da Bolívia dizendo que os trabalhadores confiam nas mudanças previstas no programa do seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS).

Guatemala contra o TLC
Foi criada uma Comissão com participação de organizações sociais e um gru-po de especialistas que estudará o texto do Tratado e divulgará para a população. O conhecido jurista Alfonso Bauer Páiz declarou que “A batalha contra o TLC é uma tarefa difícil, uma dura luta que tem que ser travada por todos os guatemaltecos, em todos os terrenos.”

Também no Panamá
Uma multidão de manifestantes se reuniu durante a semana, na província de Chi-riquí, para demonstrar o repúdio ao Tratado de Livre Comércio que está sendo assinado com os EUA. Agriculto-res panamenhos que sabem dos prejuízos causados pelo TLC levaram tratores e bloquearam as estradas.

Novos sinais de crise
A Ford Motor confirmou na terça-feira que está preparando um plano de reestru-turação a ser apresentado no final do mês. O objetivo do plano é restaurar a lucratividade de suas operações nos EUA e a previsão dos analistas não é animadora: a empresa deverá anunciar cortes de postos de trabalho e fechamento de fábricas já que tanto a Ford quanto a General Motors reclamam de “altos custos trabalhistas” e da concorrência de rivais japonesas. Um jornal americano, o Detroit News, publicou que a Ford estaria planejando cortar entre 25 mil e 30 mil empregos na América do Norte, nos próximos cinco anos e fechar, pelo menos, 10 fábricas. Em novembro, a GM anunciou planos de eliminar 30 mil vagas e fechar uma dezena de fábricas nos EUA.

“Arrastão” na França
A “normalidade” não foi tão “normal” quanto a polícia francesa anunciou. No dia 1 de janeiro, o diretor-geral da polícia francesa anunciou estar satisfeito por não terem sido registrados episó-dios graves de violência na passagem de ano. Mas na terça-feira a verdade surgiu: 600 passageiros num trem de Nice para Lyon foram roubados e agredidos por um grupo de 20 a cem jovens bêbados, que tomaram o trem como num filme do Velho Oeste! A polícia francesa havia achado “normal” o incêndio de mais de 100 carros no Natal. E agora?

“Donas” do planeta 1
Mais alguns dados sobre as chamadas 14 corporações que dominam o mundo e que foram condenadas por vários organismos internacionais por desrespeitarem os direitos dos trabalhadores e do povo.

A maior empresa do mundo continua sendo Wal-Mart, cujo volume de vendas é maior do que o produto in-terno bruto da Arábia Saudita e Áustria. A Wal-Mart é a vigésima economia do planeta, superando quase todos os países.

“Donas” do planeta 2
Segundo o relatório do Grupo ETC, Oligopoly Inc 2005 ( www.etcgroup.org ), que monitora as atividades das corporações globais, fundamentalmente na agricultura, alimentação e farma-cêutica, as 10 maiores indústrias de sementes saltaram do controle de um terço do comércio global (em 2003) para a metade de todo o setor. Com a compra da empresa mexicana Seminis, a Monsanto passou a ser a maior empresa global de venda de sementes (não só transgênicas, das quais controla 90 por cento, como também de todas as sementes vendidas comercialmente no globo), seguida pela Dupont, Syngenta, Groupe Limagrain, KWS Ag, Land O’Lakes, Sakata, Bayer Crop Sciences, Taikii, DLF Trifolium e Delta and Pine Land.

“Donas” do planeta 3
Em agrotóxicos, as 10 principais recebem 84% das vendas globais. São: Bayer, Syngenta, BASF, Dow, Monsanto, Dupont, Koor, Sumitomo, Nufarm e Arista. E várias dessas empresas estão também entre as 10 maiores farmacêuticas e de produtos veterinários. As 10 maiores farmacêuticas controlam 59% do mercado: Pfizer, Glaxo SmithKline, Sanofi-Aventis, Jonson & Jonson, Merck, AstraZeneca, Hoffman-La Roche, Novartis, Bristol Meyers Squibb e Wyeth. As dez maiores em produtos veterinários têm 55% do merca-do.  “Donas” do planeta 4. Em processamento de alimentos e bebidas, a Nestlé mantém o seu poderio, du-plicando ou triplicando o volume de vendas dos seus competidores mais próximos: Archer Daniel Midlands, Altria, PepsiCo, Unilever, Tyson Foods, Cargill, Coca-Cola, Mars e Danone. Juntas controlam 24% do mercado global e recebem 36% dos lucros das 100 maiores.

Parabéns
A Universidade de Michigan, nos EUA, acaba de proibir a venda de qualquer produto da Coca-Cola no Campus Universitário. E não é a única, porque a Universidade de Nova Iorque também já estabeleceu esta proibição desde a semana passada. A primeira tem 40.000 estudantes e a segunda tem 50.000, fato que já levou a direção da Coca-Cola a protestar.

Mais importante ainda, as duas universidades tomaram esta medida denunciando que a Coca-Cola não res-peita práticas e legislações trabalhistas na Colômbia e agride o meio ambiente na Índia! Está na hora de al-guém aplaudir as duas entidades estadunidenses e, quem sabe, o exemplo começar a ser seguido.

A matéria está no jornal El Universal: www.eluniversal.com/2006/01/01/eco_art_01A649607.shtml

Impactos econômicos em 2005
O que mais preocupou o mundo capitalista em 2005? Vejamos alguns problemas apontados como muito graves: a) a Alca naufragou – a Área do Livre Comércio das Américas, tão desejada por Bush e pelas grandes empresas estadunidenses, parece ter sido enterrada de vez durante a IV Cúpula das Américas, na Argentina. Brasil, Venezuela, Argentina e Uruguai deixaram claro, no encontro, que não querem discutir o assunto; b) China torna-se uma potência – o desenvolvimento da China e o crescimento de sua economia estabelece uma nova relação com os EUA; c) petróleo nas nuvens – o preço do petróleo conti-nuou subindo e alguns especialistas acham que ficará acima dos 60 dólares por barril; d) custos da guerra – a administração Bush perdeu o controle dos seus gastos para manter a guerra no Iraque. Depois de 33 meses de ocupação, com 180.000 soldados ao custo de 5 bilhões de dólares diários, os EUA não garantem ainda um go-verno estável nem o controle do país; e) problemas do dólar – o dólar continuou se desvalorizando ao longo do ano; f) nada na OMC – a VI Conferência da OMC, em Hong Kong, não chegou a qualquer resultado sobre os subsídios agrícolas e emperrou em todos os outros temas… não andou; g) gripe do frango – este é o problema mais grave, porque cientistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertaram que esta pode ser a primei-ra grande pandemia do século XXI.

Repressão na União Européia
É difícil de acreditar, mas o cidadão da União Européia não desfruta de mais democracia do que o cidadão dos EUA! Depois do 11 de setembro, Bush impôs várias legislações contra o terrorismo em seu paí, como a Patriot Act, e exportou essas leis para os seus “alidados” europeus. Agora essas normas, que autorizam prisão sem julgamentos, escutas telefônicas, extradição pela simples suspeita de terro-rismo, etc. já estão sendo estendidas aos demais países europeus.

Na Bélgica, organizado pelo jornalista Michel Collon, acaba de acontecer um seminário com o título “O man-dato de prisão europeu legaliza o pior da Europa”. Os debates e entrevistas podem ser lidos, em francês, na página de Collon: http://www.michelcollon.info/debat_europe.php e uma interessante entrevista, em espanhol, pode ser lida em www.argenpress.info/nota.asp?num=026979

Governo espionou cidadãos pela internet
Novo escândalo de espionagem envolve a Casa Branca. O técnico em informática Daniel Brandt, através da página digital Googlewatch está denunciando que a Agência Nacional de Segurança, órgão de segurança interna do governo Bush, utilizou os programas com os chamados “cookies” para espionagem doméstica. Brand descobriu que na página on line da Agência havia “cookies” que não expiravam até 2.035, período que excede em muito a vida útil de qualquer computador em uso atualmente no mundo. E, depois da denúncia, os programinhas foram retirados da página e a Agência publicou uma nota de desculpas, mas não esclareceu o que faziam lá!

Os cookies (biscoitos) são sinais que entram no seu computador todas as vezes que você acessa alguma pá-gina da internet. E, geralmente, ficam por lá.

Nem no beisebol?
O governo Bush tentou bloquear a participação da seleção cubana no Clássico Mundial de Beisebol que acontecerá no Panamá, em março. Mas está encontrando resistências e protestos dos de-mais participantes.

A seleção cubana de beisebol é reconhecida como uma das melhores do mundo (é o esporte mais popular da Ilha) e acaba de vencer dois torneios internacionais. O governo dos EUA tentou barrar a participação dos joga-dores cubanos no encontro de março, mas jogadores de outras seleções da América Central anunciaram que se Cuba for retirada dos jogos também não disputarão o torneio. Em Porto Rico, durante uma partida do campeo-nato local, ouviu-se o estádio lotado gritando: “Se Cuba não vai… não vai ninguém!”.

Mais uma vez…
Mais uma vez, ficou comprovada a farsa de Bush. Novas evidências de “erros” cometi-dos por agências de espionagem dos EUA, tanto no Iraque quanto no Irã, vieram à tona com o lançamento de um livro de James Risen, repórter do “New York Times”. É o mesmo jornalista que já havia revelado que Bush dera ordens secretas para a realização de escutas telefônicas e captação de mensagens via e-mail, sem a ob-tenção de ordens judiciais específicas — como prevê a lei.

No livro “State of war: the secret history of the CIA and the Bush administration” (“Estado de guerra: a his-tória secreta da CIA e do governo Bush”), Risen conta que a CIA — que não tinha agentes no Iraque — usou 30 familiares de cientistas nucleares iraquianos que vivem nos EUA para obter informações sobre armas de destru-ição em massa. As pessoas foram enviadas pela agência ao Iraque, em 2002. E todas voltaram de lá dizendo basicamente a mesma coisa: que os programas de armas tinham sido abandonados em 1991. Apesar disso, a CIA emitiu um informe afirmando que o programa nuclear iraquiano tinha sido reiniciado.

Deve ser piada de Ano Novo!
Muito já se disse e já se escreveu sobre o assassinato de Kennedy, em 1963. Hollywood explorou exaustivamente o tema e vários filmes ganharam destaque para fazer propaganda do governo estadunidense. Mas agora parece que estão dispostos a ir mais longe e apelar para o absurdo ou para a galhofa. Um cineasta alemão, financiado não se sabe por quem, está lançando seu documentário “En-contro com a Morte” onde consegue provar que Lee Oswald matou Kennedy a mando da… polícia secreta de Cuba! E os cubanos teriam pago 6.500 dólares pelo serviço. Kennedy valia tão pouco?

Pensando bem…
Pensando melhor, podemos ver que esta notícia não é uma piada! Trata-se de mais uma artimanha de Bush para desviar as atenções das questões centrais de seu governo.

O autor do tal “documentário” recebeu financiamento, sabemos agora, da televisão estatal alemã (ARD). Em sua interpretação dos fatos, Kennedy teria sido assassinado a mando do serviço secreto cubano, mas uma das comissões especiais montadas nos EUA para apurar os fatos concluiu que o crime foi planejado pela CIA e pela Máfia. Vale lembrar que Cuba era, antes da revolução, o paraíso dos cassinos e dos traficantes estadunidenses. Qual a jogada de Bush com este “documentário”? Veja a matéria a seguir…

EUA já pensam em libertar o terrorista
O governo estadunidense estuda a possibilidade de conceder liberdade condicional ao terrorista Luis Posada Carriles, tendo negado sua extradição para a Venezuela, noticiou um jornal de Miami.

Segundo a edição em espanhol do jornal The Miami Herald, o status de Posada, detido num local do serviço de imigração no Texas, será revisto em 24 de janeiro próximo, apesar dos protestos de personalidades que consideram inadmissível dar residência a um terrorista, sob os princípios proclamados pelo próprio presidente Bush.