Mínimo de R$ 350, em 1º de abril

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O governo fechou o acordo que reajustará o salário mínimo para R$ 350 a partir de 1º abril deste ano e a tabela do imposto de renda (IR) em 8% a partir de fevereiro. O governo fechou o acordo que reajustará o salário mínimo para R$ 350 a partir de 1º abril deste ano e a tabela do imposto de renda (IR) em 8% a partir de fevereiro. Depois de mais de dois meses de debates, gover-no e centrais sindicais chegaram a um consenso. O reajuste do salário mínimo, de acordo com o Ministério do Trabalho, chega a 13%. Desde 2002, alcança 25% de reajuste real.

O Dieese calcula que quase 40 milhões de pessoas que têm como referência dos seus rendimentos o salá-rio mínimo poderão ser beneficiadas com o reajuste. Deste total, 16 milhões são aposentados e pensionistas da Previdência e 11,3 milhões, empregados domésticos.

O reajuste do IR vai isentar do imposto todos os trabalhadores que recebam até R$ 1.257. Até R$ 1.512, o imposto será de 15%. Apenas acima disso passa a vigorar a alíquota de 27,5%. O acordo foi um meio termo entre o que queriam as centrais – R$ 350 em março e 10% de correção do IR – e o que pretendia o governo, o mesmo valor a partir de abril com um reajuste de 7% do IR.

Os sindicalistas saíram do encontro comemorando o acordo. Desde maio de 1995 o mínimo não tinha um reajuste real tão alto. “Saímos muito satisfeitos. Claro que não é uma maravilha. O Lula não cumpriu a promes-sa de dobrar o valor, mas faz anos que não temos um ganho real como esse”, disse o presidente da Força Sin-dical.

Aposentados reivindicam reajuste igual ao do mínimo
Os aposentados fizeram manifestação, nesta semana, para reivindicar reajuste do benefício igual ao do salário-mínimo — que deve ser de 16%, passando dos atuais R$ 300 para R$ 350. Os aposentados estão lan-çando uma campanha salarial nacional inédita: eles querem ser reconhecidos como categoria. Trabalhador Sem Terra desaparece no Rio
O trabalhador rural Sem Terra Antônio Carlos Duarte Floriano desapareceu na manhã de quarta-feira nos arredores de sua casa, no acampamento do MST Oziel Alves, onde as polícias Federal e Militar de Campos inici-aram despejo das famílias na última terça-feira (24/01). Ele saiu de casa por volta das 5 horas para trabalhar.

Na véspera, próximo à rodoviária velha de Campos, Antônio foi seqüestrado por quatro homens em um ve-ículo azul metálico. Após quatro horas de tortura psicológica, física e ameaças de morte caso não saísse da área. Foi solto e retornou à sua casa. No dia de seu desaparecimento, iria fazer exame de corpo delito.

Lula é assunto no FSM
O PT está sendo muito cobrado no FSM diante da possibilidade de uma derrota na tentativa de reeleição de Lula. Integrantes do Fórum e de partidos de esquerda que participam do evento temem uma possível derrota de Lula para Serra, já que algumas pesquisas apontam um empate técnico entre os dois. Para muitos, uma derrota comprometeria o processo de mudança política na América Latina, que tem eleito governantes mais próximos aos princípios do Fórum.

Cindy no FSM
A pacifista estadunidense Cindy Sheehan, que perdeu um filho no Iraque, foi o destaque de um dos even-tos do FSM, em Caracas. No dia seguinte do protesto contra a guerra de Bush, Cindy e outros ativistas anuncia-ram que planejam protestos em pelo menos 700 locais nos EUA em março, quando o conflito completa três anos.

O encerramento da série de protestos será em Nova York, no dia 29 de abril, quando os pacifistas voltarão a pedir formalmente ao Bush que retire as tropas americanas do Iraque.

Homenagem a Schafick Handal
Os participantes do FSM, em particular os salvadorenhos, prestaram homenagem ao lutador Schafick Handal, de 75 anos, falecido no início da semana quando voltava ao seu país depois de assistir a posse de Evo Morales.

Schafick foi dirigente do Partido Comunista Salvadorenho e da Frente Farabundo Martí de Libertação Na-cional. Seu coração não resistiu e ele começou a passar mal logo depois de chegar ao aeroporto de El Salvador.

As Mães da Praça de Maio vão se aposentar?
O movimento conhecido como as Mães da Praça de Maio começou há 25 anos quando um grupo de mu-lheres se atreveu a enfrentar uma das ditaduras mais cruéis do continente. Agora pensam que já é hora de encerrar esta longa etapa de luta e unir-se ao projeto liderado pelo presidente Kirchner.

Neste quarto de século de história, realizaram 1.500 “Marchas da Resistência” (protesto que dura 24 ho-ras). Na quarta-feira passada realizaram a “última marcha”, que terminou na quinta-feira. “Estou feliz porque conseguimos muitas coisas, temos outro governo e muitas surpresas estão acontecendo na América Latina, coisas muito boas. Todas estamos de acordo com o presidente que temos e com o que estamos fazendo”, disse Hebe de Bonafini, a presidente do grupo.

O poder das minorias
No dia seguinte de sua posse, além de anunciar a redução do seu salário e dos seus assessores diretos, Evo Morales surpreendeu novamente: seus ministros são oriundos dos muitos movimentos sociais do país, a grande maioria é indígena e quatro são mulheres.

Ele disse a seus ministros que, na hora de prestar juramento, deviam ser coerentes com suas crenças. Re-sultado: alguns optaram pelo punho esquerdo erguido, outros colocaram a mão no coração, mas nenhum mi-nistro fez o sinal da cruz, gesto tradicional do protocolo repetido seus antecessores. Evo escolheu nomes que simbolizam a luta social de setores de enorme peso no país, entre eles os mineiros e movimentos da cidade de El Alto, a 15 quilômetros de La Paz.

O novo ministro da Mineração e Metalurgia, Walter Villarroel, integra a Cooperativa de Mineiros, um dos grupos sociais mais ativos. Os mineiros bolivianos impediram que o ex-presidente do Senado, Hormando Vaca Díez, desse um golpe para assumir a Presidência depois da renúncia de Carlos Mesa. Os mineiros foram para as ruas, na cidade de Sucre, onde estava reunido o Congresso, para repudiar a designação de Vaca Díez. Após dois dias de tensão, os mineiros comemoraram a vitória, pois coube ao então presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Eduardo Rodríguez, assumir a Presidência.

“Vamos cumprir os compromissos do Che”
Ao receber o poder dos indígenas, nas ruínas de Tihuanaco, Evo Morales disse que vai tentar cumprir os compromissos de Ernesto Che Guevara. E convocou os indígenas da América Latina para esta missão.

“A luta que o Che deixou incompleta, nós vamos terminar. Os movimentos indígenas de toda a América nos saúdam e nos acompanham. Os movimentos sociais da América, Europa e Ásia nos apoiam.” E completou dizendo que “Acabou-se o tempo de resistir apenas para resistir. Sabemos agora que combinando nossa cons-ciência social com a capacidade intelectual é possível vencer. Unidos mudaremos as políticas econômicas que não resolveram nossos problemas.”

Água não se privatiza!
Evo Morales deu um claro sinal de que não está brincando com este assunto e criou o Ministério da Água. Vale lembrar que vários levantes populares na Bolívia foram causados pelas tentativas dos governos anteriores para entregar os serviços de água e saneamento para empresas estrangeiras.

Segundo Evo, o grande desafio imediato é unificar os diferentes organismos e repartições que cuidam das questões da água. Uma parte está no Ministério de Saneamento e Obras Públicas, outra parte está no Ministério de Assuntos Camponeses, etc.

Evo e militares
O presidente boliviano está enfrentando alguma resistência entre os militares afastados por suspeita de suborno e/ou traição. Ao nomear seus novos comandantes militares, deixando de promover alguns oficiais, Evo precisou enfrentar os protestos.

Tudo começou porque o presidente havia condenado a atitude dos militares que enviaram para os EUA os mísseis que haviam sido comprados da China pelo governo boliviano, nos anos 1990. Os militares envolvidos estão sendo investigados. O governo estadunidense, preocupado com a possibilidade de vitória da oposição, determinou que os mísseis fossem enviados para serem destruídos nos EUA, e esses militares atenderam ao pedido!

Fidel na passeata
Fidel Castro seguiu na frente da passeata pacífica de mais de um milhão de pessoas pela avenida beira-mar, em Havana, em repúdio às novas provocações da Repartição de Interesses dos EUA (SINA) e às preten-sões da Casa Branca de pôr em liberdade o terrorista Luis Posada Carriles.

O presidente cubano disse: “A conduta e ações de resposta de Cuba diante das provocações do império se-rão totalmente pacíficas, mas vamos enfrentá-las com toda a força moral e, inclusive, estaremos dispostos a responder com todas as armas para rejeitar qualquer agressão que venha do império revolto e brutal que nos ameaça”.

Manobra de Bush
O governo Bush está tentando uma manobra internacional: ele está procurando um país “amigo” que a-ceite receber Posada Carriles. A justiça estadunidense montaria então uma farsa de julgamento, acusando Car-riles de “imigração ilegal para os EUA” e ele seria, então, expulso do país, seguindo para este país que garanti-ria segurança.

ONU elogia médicas e enfermeiras cubanas no Paquistão
A presença de médicas e enfermeiras cubanas no acampamento de sobreviventes de Balakot, no norte do Paquistão, alivia a situação de muitas mulheres necessitadas de atenção médica, informou a ONU. O acampa-mento abriga cerca de 1.800 pessoas, a maioria do sexo feminino.

Em função da cultura local, as mulheres se recusam a ser tratadas por homens, mesmo que muito doen-tes. A maioria prefere sofrer em silêncio e não saem das tendas.

Cuba vai participar do mundial de beisebol
Os protestos dos jogadores de outros países da América Central e Caribe forçaram a Federação de Beisebol e os organizadores do Torneio Internacional a aceitarem a inscrição de Cuba no campeonato, apesar das amea-ças dos EUA de se retirar da competição. Um monumento para Cuba
O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer está fazendo o desenho e projeto de um monumento contra o blo-queio econômico a Cuba. Será construído em uma praça especialmente escolhida para isto, em Havana.

Os primeiros desenhos do monumento mostram um tigre com a boca aberta e um homem de pé, enfren-tando-o, com a bandeira cubana levantada. Será todo em aço e Niemeyer disse estar muito feliz por ter sido convidado para a homenagem.

Nova irritação nos EUA
Não deu para esconder a irritação da Casa Branca depois da reunião de Lula, Kirchner e Chávez. Mais um importante passo de unidade latino-americana foi dado: Brasil, Argentina e Venezuela decidiram criar o Banco do Sul, um organismo regional de financiamento de projetos sociais e econômicos, e reiteraram o compromisso de construir o Gasoduto do Sul, um projeto de US$ 20 bilhões que levará o gás das jazidas do Caribe venezue-lano para o Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Outro passo é a integração da indústria bélica dos três países e a composição de um Conselho de Defesa da América do Sul, para formular a estratégia defensiva do Continente.

O governo Bush sentiu o golpe, daí a decisão tomada por Washington de impedir a venda de 24 aeronaves da Embraer para a Venezuela. O ato prepotente dá uma pálida idéia do que Cuba vem sofrendo, desde o blo-queio imposto em 1961. Só uma América do Sul unida poderia enfrentar esse tipo de chantagem agora experi-mentada pelo Brasil.

Ridículo!
Os EUA gastam 500 bilhões de dólares por ano no seu orçamento militar e agora acusa a Venezuela de es-tar “gastando muito em armamentos”. O general McCormack, do Pentágono, fez esta declaração ao comentar que a Venezuela estava tentando comprar aviões militares do Brasil. O orçamento militar da Venezuela é de 1 bilhão de dólares.

Mais uma semana de protestos no Equador
O governo equatoriano está enfrentando uma nova onda de protestos dos estudantes e os trabalhadores em transportes ameaçam fazer uma greve nacional.

A Federação dos Estudantes Universitários divulgou nota dizendo que os estudantes não vão se atemorizar com a repressão. O movimento da semana passada conseguiu fazer o governo recuar na proposta de aumentar as passagens nos transportes urbanos.

Panamá protesta contra aumento de tarifas
O Comitê Popular contra o Aumento das Tarifas de Energia Elétrica, no Panamá, qualificou de insuficiente a resposta do governo que adiou por 90 dias o aumento. Membros da organização estão convocando a popula-ção para engrossar os protestos e lembram que, no ano passado, o presidente Torrijos também adiou por 180 dias a implantação das reformas do Seguro Social e depois, quando o movimento esfriou, ele fez as mudanças pretendidas.

Feminicídio na Guatemala
No ano passado, 617 mulheres foram assassinadas no país, a maioria dos casos não foi resolvido e os cul-pados seguem impunes. Cerca de 2 mil mulheres foram assassinadas na Guatemala entre 2001 e 2005. E, embora o Ministério Público tenha designado quatro procuradorias para investigar esses crimes, a grande maio-ria não teve punição.

Esses números levaram o grupo de trabalho contra a violência dirigida às mulheres, do IV Fórum Social Mundial em Caracas, a incluir na agenda de debates um testemunho analítico sobre o feminicídio. Os países que apresentam índices de violência de gênero com mais gravidade são: México, Guatemala e Espanha. br>
Protestos na Guatemala
Camponeses e indígenas de todo o país ocupam a praça central da capital da Guatemala, por 24 horas, nesta quinta-feira. Organizados pelo Comitê de Unidade Camponesa (CUC), eles reivindicam a mudança na política de desenvolvimento rural e o fim da violência no campo.

O atual governo é acusado de reprimir duramente os movimentos sociais do campo. Segundo as organiza-ções populares, o presidente Oscar Berger e seus ministros têm adotado estratégias para concentrar a terra e a riqueza.

Barbas de molho!
Pela terceira vez, em menos de um ano, o chefe do Comando Sul do Exército dos EUA visita a Guatemala. Durante a semana, o general Craddock foi avaliar a necessidade de enviar “assessores militares” para ajudar no combate aos traficantes!

Presos são (finalmente) libertados
Após a greve de fome, os militantes presos nas manifestações contra a OMC em Hong Kong (China) foram libertados. Eles ficaram quase um mês na cadeia sem acusações ou provas concretas. Os atos ocorreram em 17 de dezembro de 2005, durante a VI Conferência Interministerial da OMC. Nesta data, cerca de 1.300 pessoas foram presas.

Desemprego global bate recorde
O número de desempregados no mundo cresceu para um patamar recorde de 191,8 milhões de pessoas, no final de 2005. Os dados estão no relatório anual da OIT, divulgados nesta terça-feira, e mostram que o cres-cimento do PIB mundial (4,5%) não foi capaz de impedir o aumento do desemprego global.

Este total representa um desemprego de 6,3%, para uma força de trabalho calculada em 2,8 bilhões de pessoas. Representa também um aumento de 2,2 milhões de desempregados no mundo. A maioria dos desem-pregados no mundo tem entre 15 e 24 anos de idade. O relatório mostra que essa população tem até três ve-zes mais risco de enfrentar o desemprego do que a população acima dessa idade.

Assim funciona o sistema: o importante é o lucro
O lucro líquido da Ford Motor Co., terceira maior fabricante de automóveis do mundo, cresceu 19% no úl-timo trimestre de 2005, chegando a US$ 2 bilhões no ano passado. Mas, durante a semana, a Ford confirmou que vai fechar 14 fábricas e extinguir 30 mil postos de trabalho nos próximos seis anos.

O lucro líquido da Ford foi de US$ 124 milhões no trimestre, contra US$ 104 milhões do mesmo período de 2004, disse a empresa em comunicado.

As operações da Ford na América do Sul foram o grande destaque do balanço mundial divulgado durante a semana. Os negócios da montadora na região geraram lucro bruto (antes dos impostos) de US$ 389 milhões no ano passado, resultado 178% maior que o lucro de US$ 140 milhões de 2004.

Demitir para lucrar
Esta onda pega… no sistema capitalista. No dia seguinte ao anúncio da Ford, de que vai demitir até 30 mil empregados de sua divisão automotiva, o principal executivo da DaimlerChrysler AG anunciou que pretende fechar seis mil postos de trabalho para gerar uma economia de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão) anuais. A Chrysler é a quinta maior montadora do mundo.

Fora do setor automobilístico, a Sony — segunda maior empresa do segmento de produtos eletrônicos — e a fabricante de impressoras Lexmark também avisaram durante a semana que vão demitir 700 e 825 empre-gados, respectivamente.

Economia mundial vai se retrair
A análise foi feita pelo The Economist Intelligence Unit, da Inglaterra, e diz que a economia mundial deve-rá se retrair no período 2006/2007. De acordo com o estudo, o PIB total do planeta subiu 4%, em 2004, depois caiu 4,4% no ano passado e está prevista uma nova queda de 4% para este ano. Para 2007 a queda deverá ser de 3,9%.

China é o quarto PIB do mundo
A economia da China só perde para os EUA, Japão e Alemanha. O PIB (o conjunto de todas as riquezas produzidas no país) chinês cresceu 9,9% em 2005, atingindo um volume de 18,2 trilhões de yuans (US$ 2,3 trilhões), o quarto maior do mundo. A China ultrapassou, de uma só vez, as economias da França e do Reino Unido.

O combustível para a locomotiva chinesa foi o comércio exterior. O superávit chinês foi de US$ 101,9 bi-lhões ano passado, US$ 69,9 bilhões acima do de 2004. As importações da China em 2005, especialmente de matérias-primas, atingiram US$ 660,1 bilhões, uma alta de 17,6%. Mas as exportações deram um salto: 28,4%, atingindo o volume recorde de US$ 762 bilhões e gerando protestos de indústrias em vários países, inclusive no Brasil.

Pobreza nos EUA
A pobreza aumentou nos EUA entre 2000 e 2004 e, apesar do discurso otimista de Bush sobre a economia, a maioria dos americanos acredita que haverá mais miséria. O índice de pobreza no país cresceu de 11,3% da população em 2000 para 12,7% em 2004. Dados do Departamento de Trabalho americano indicam que, em 2005, pelo segundo ano consecutivo, os salários reais caíram 0,5%.

Terceirização está na moda
Os EUA “terceirizaram” a tortura ao transferir presos para países onde eles seriam interrogados, e os go-vernos europeus provavelmente sabiam disso, afirmou em Estrasburgo o senador suíço Dick Marty, investiga-dor da União Européia para a área de direitos humanos.

Em seu relatório preliminar para o Conselho Europeu, Marty disse não ter encontrado provas irrefutáveis que confirmassem as denúncias de que a CIA mantinha prisões clandestinas na Europa, mas afirmou que exis-tem indícios de que centros para interrogatórios funcionaram no continente.

Em novembro do ano passado, o jornal “Washington Post” informou que a CIA teria interrogado suspeitos de pertencerem à al-Qaeda em antigos centros da era soviética na Europa Ocidental. Jornais europeus também relataram que vôos da CIA com presos passaram pelos aeroportos de seus países.

É um alerta?
Al Gore, antigo vice-presidente dos EUA, fez um importante discurso no dia 16, no Constitution Hall, em Washington. Foi uma dura crítica ao governo Bush e ao próprio sistema político estadunidense. O “grito” de Al Gore está sendo citado como uma grande divisão na classe dominante dos EUA.

Uma grande parcela da imprensa estadunidense cuidou de “esconder” o discurso onde ele acusa Bush de ter feito escutas telefônicas, manipulado o Congresso e reduzido a liberdade e a privacidade dos cidadãos. A íntegra do discurso, em português (Portugal) está em www.resistir.info

Mais ações militares
Segundo o jornal Washington Post, o Pentágono já liberou a verba para reforçar suas “unidades de elites” e preparar soldados para operações em qualquer parte do mundo. Serão alguns milhares de soldados, treina-dos para combater “ações de insurgência” o que, em linguagem estadunidense, significa dizer “combater revol-tas populares”.

Prisioneiros estão agonizando
Dois prisioneiros que fazem greve de fome no cárcere militar estadunidense de Guantánamo estão agoni-zando. Mesmo sendo alimentados por tubos e recebendo soro, a situação deles é muito grave.

Segundo um grupo que defende os prisioneiros, Abu Bakah al-Shamrani está pesando apenas 32 quilos. Os militares estadunidenses assumem que 22 prisioneiros estão em greve de fome e 17 estão sendo alimentados por tubos.