Professores da rede estadual discutem reajuste salarial

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Neste Sábado, 04 de Março, os professores da rede estadual de ensino discutem o reajuste salarial da categoria para o ano de 2006. Essa discussão visa promover estudos das perdas salariais acumuladas vividas pelo magistério estadual. Neste Sábado, 04 de Março, os professores da rede estadual de ensino discutem o reajuste salarial da categoria para o ano de 2006. Essa discussão visa promover estudos das perdas salariais acumuladas vividas pelo magistério estadual. O DIEESE estará apresentando dados de receitas e despesas do Governo do Estado. Esses dados serão importantes para que os educadores possam propor o índice de reajuste salarial dentro das possibilidades financeiras do Estado. Assim, o SINTESE poderá negociar com o Governo um reajuste a partir de dados reais.

Assembléia dia 08 definirá o percentual de reajuste

Os estudos realizados deste Sábado, servirão para que o SINTESE leve uma proposta, discutida pelos educadores, para a Assembléia Geral no dia 08 de Março no Instituto Histórico. Nesta Assembléia os professores definirão a pauta para a campanha salarial de 2006. Na pauta, além do reajuste salarial, os professores apontarão problemas vividos pela rede estadual que precisão ser resolvidos, além da garantia de direitos que estão sendo negados pelo Governo do Estado.

Achatamento salarial

Nos sucessivos Governos que passaram e no atual, o vencimento dos professores sofreu um achatamento salarial sem precedentes. Isso tem reflexos diretos na qualidade do ensino. Para conseguir sobreviver muitos educadores passaram a ensinar, até nos três turnos. Além de não ter tempo para planejar aula, eles passam a não ter tempo para estudar, sem ter acesso à cultura.

“É preciso rever a política salarial que é atualmente adotado em Sergipe. Uma política que tenha os educadores como principais agentes de promoção da qualidade de ensino. Entretanto o que se percebe é uma política que valoriza projetos comprados a preço de ouro ( Se Liga, Acelera, Alfa e Beto, Centro de “Excelência” entre outros ). Esses projetos pensados sem a participação da comunidade escolar, estão fadados ao fracasso, como tantos outros que ocorreram no Estado de Sergipe”, afirma Joel Almeida, presidente do SINTESE.