Assembléia dos professores da rede estadual definirá a Campanha Salarial para 2006

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Os professores da rede estadual de ensino estarão reunidos na próxima quarta-feira, dia 08 de Março, para Assembléia Geral Ordinária. Os professores da rede estadual de ensino estarão reunidos na próxima quarta-feira, dia 08 de Março, para Assembléia Geral Ordinária.

A assembléia ocorrerá no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a partir das 15:00h. Para o Presidente do SINTESE Joel Almeida, “essa será a primeira assembléia dos professores da rede estadual em 2006 e tem como objetivo definir a pauta de reivindicação para a campanha salarial de 2006. Joel afirma também que historicamente o SINTESE tem discutido com os professores os problemas mais urgentes da rede estadual, que precisam ser resolvidos, bem como o índice de reajuste salarial.

Achatamento salarial
Nos sucessivos Governos que passaram e no atual, os professores vivem um processo de achatamento salarial sem precedentes. As perdas no Governo Albano Franco foram muitas, e elas se acentuaram no Governo João Alves. No atual governo a perda apurada pelo DIEESE é de 15%.

“ Neste ano de 2006 vamos intensificar nosso poder de mobilização em todo Estado para termos sucesso nessa batalha por dignidade. Os trabalhadores, ao longo da história, só conseguiram ser respeitados com muita luta e unidade. Esperamos também contar com unidade dos servidores públicos estaduais, pois assim estaremos mais fortes para o enfrentamento a essa política de arrocho salarial do Governo João”, afirma o Diretor de Comunicação Roberto Silva dos Santos.

Reunião dos Dirigentes do SINTESE define estratégias de luta
No último sábado, dia 04, os dirigentes do SINTESE de todo Estado estiveram reunidos para discutir, junto com o DIEESE, a situação financeira da rede estadual. É notória a folga financeira que hoje vive o Governo de Sergipe. Há possibilidade de conceder um reajuste que repõe parte significativa das perdas salariais vivida pelos servidores estaduais. O Governo gasta, hoje, apenas 37% na folha de pagamentos, mas pela lei de responsabilidade fiscal pode chegar a 49%. É o menor índice do Nordeste.

Para o Presidente do SINTESE, “Com essa imensa sobra de recursos em caixa o governo tem possibilidade de repor as perdas salariais dos últimos 5 anos, só falta vontade política e compromisso com o serviço público”.