Um novo “enredo” vai desfilar

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Logo depois do carnaval, a vitória da escola de samba Unidos da Vila Isabel causou muita polêmica no Rio de Janeiro. Não porque seu desfile tenha sido ruim, mas porque choveram as críticas ao apoio que a escola recebeu do governo da Venezuela através da empresa estatal de petróleo (PDVSA).

Logo depois do carnaval, a vitória da escola de samba Unidos da Vila Isabel causou muita polêmica no Rio de Janeiro. Não porque seu desfile tenha sido ruim, mas porque choveram as críticas ao apoio que a escola recebeu do governo da Venezuela através da empresa estatal de petróleo (PDVSA). Críticos correram para de-nunciar que “Chávez está gastando o dinheiro do povo venezuelano para financiar o carnaval do Rio” e outras besteiras. Alguns chegaram a usar isto para justificar as privatizações ao dizer que “isto só acontece com uma estatal que coloca a política acima dos interesses da empresa”. A rede Globo tentou, durante toda a transmis-são do desfile e na apuração, desconhecer o enredo da Vila e não falou muito sobre a integração latino-americana que a escola defendia. O samba “Soy loco por ti, América” nem era citado nos comentários. Ao to-mar conhecimento do resultado, Hugo Chávez não conteve o grito: “Soy loco por ti, Venezuela!”

Agora o enredo vai mudar.
A indústria naval brasileira deve concluir, nesta segunda-feira, um acordo com a PDVSA para construir 36 navios de transporte de petróleo e derivados. As embarcações custarão cerca de US$ 3 bilhões e está alegrando os empresários do Sindicato Nacional da Indústria Naval e Offshore (Sinaval).

Cinco estaleiros devem participar da negociação, em encontro com o próprio Hugo Chávez. A PDVSA já contratou dois navios para transporte de asfalto com a Espanha e outras cinco embarcações para transporte de derivados com a Argentina. A atual negociação prevê que sejam construídos integralmente no Brasil 28 dos 36 navios. As outras oito embarcações seriam feitas no Brasil, mas concluídas na Venezuela por meio de acordo de transferência de tecnologia.
O Sinaval espera que sejam gerados dez mil empregos diretos com as duas encomendas, que também a-judarão a manter os 40 mil postos de trabalho atuais no setor. Há a estimativa de que as obras gerem até 16 mil empregos diretos no Brasil, o que daria um empurrão nas discussões sobre a revitalização do setor naval.

Sindicatos saíram ganhando.
Os trabalhadores tiveram as melhores negociações salariais dos últimos dez anos, em 2005, e conquistarem aumento real (acima da inflação) em 72% dos acordos realizados. Dos 640 casos analisados, 88% garantiram, pelo menos, a reposição do poder de compra. No setor industrial, o desem-penho foi ainda melhor: oito em cada dez negociações concederam ganhos reais ao trabalhador. As informa-ções constam de levantamento realizado pelo Dieese, divulgado nesta semana. O melhor resultado, até agora, tinha sido o de 2004, quando 81% das negociações superaram ou zeraram as perdas acumuladas pela inflação.

É claro que a queda no desemprego, mesmo que pequena, estimulou o trabalhador a participar mais das campanhas salariais. Em geral, nos momentos de alto desemprego os trabalhadores recuam e preferem abrir mão das reposições salariais mas manter o emprego.

Os aumentos reais foram mais freqüentes na indústria, onde 83,5% dos acordos resultaram em aumento salarial acima do INPC. No comércio, esse percentual atingiu 70,3% e nos serviços, 57,8%.

Renda da mulher cai.
A taxa de desemprego entre as mulheres diminuiu no ano passado, em São Paulo, chegando ao menor nível desde 1998, segundo pesquisa divulgada pelo Seade (Sistema Estadual de Análises de Dados). Entre as mulheres economicamente ativas, o desemprego passou de 21,5%, em 2004, para 19,7% em 2005. O desemprego entre os homens diminuiu com mais intensidade, de 16,3% para 14,4%. Mesmo assim, houve aumento da ocupação das mulheres, principalmente em setores como a indústria, no qual a taxa de ocupação foi 8,8% maior para elas.

Porém, mesmo com a maior participação no mercado de trabalho, os ganhos entre os dois sexos ainda es-tão distantes. Segundo o Seade, o rendimento por hora trabalhada recebido pela mulher é de R$ 4,87, valor 2,1% menor que no ano anterior. A média dos homens é de R$ 6,44.

Sindicalista perseguida.
Na semana em que se comemorou o Dia da Mulher, a companheira Lenilda Nascimento Araújo, militante e dirigente no Sindicato de Químicos, Farmacêuticos e Similares de Niterói e São Gonçalo, não tem muito o que comemorar. Seu trabalho denunciando a empresa HB Farma RJ incomodou os patrões e resultou na sua demissão. Mas a gravidade da ação não está na repressão direta da empresa mas, sim, na atitude da diretoria do seu próprio sindicato que compactuou com os patrões e facilitou o processo de afastamento da companheira.

Aposentadoria para donas de casa.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou du-rante a semana o projeto de lei que prevê a criação de uma aposentadoria para donas de casa e trabalhadores de baixa renda. A idade mínima para as donas de casa se aposentarem será de 60 anos, desde que tenham 11 anos e meio de contribuição. Para entrar em vigor, o projeto ainda tem de ser votado na Câmara dos Deputa-dos e depois sancionado pelo presidente.

Outro atentado.
Quinta-feira, 9 de março de 2006, às 19h30. Paulo Sérgio, da Direção Estadual do MST de Minas Gerais sofreu um atentado quando retornava ao Acampamento Nova Vida, no município de Novo Cruzeiro. Dez tiros foram disparados por dois homens contra ele. Dois tiros acertaram o capacete e um tiro acertou o retrovisor da moto que ele dirigia. Ele conseguiu escapar, mas não é a primeira vez que sofre um atentado deste tipo.

Marcha Mundial das Mulheres se solidariza com camponesas.
“Nós, da Marcha Mundial das Mu-lheres, que organizamos manifestações em todo Brasil, reafirmamos: o 8 de março, Dia Internacional da Mu-lher, é dia de luta. E toda forma de luta dos movimentos sociais vale a pena. Nossas companheiras da Via Campesina têm todo nosso apoio e compromisso nas ações contra o agronegócio da morte.

A expansão do eucalipto e da acácia transforma o território brasileiro em um deserto verde. Estas empre-sas vendem a ilusão do progresso e de que qualquer pesquisa é favorável à humanidade. No entanto, o que recebemos é o Brasil subordinado à tirania do mercado internacional. E o agronegócio de exportação, baseado no uso intensivo de recursos naturais e na superexploração do trabalho. (…)
Toda solidariedade às mulheres camponesas. / Transformar o mundo para transformar a vida das mulhe-res.”

Ato dos aposentados, em Brasília.
Cerca de 5 mil pessoas participaram da manifestação em Brasília pelo aumento dos vencimentos dos aposentados, na quarta-feira. O ato foi considerado uma preparação para o encontro entre centrais sindicais e ministros programado para os próximos dias 15 e 16.

Depois de pedirem um aumento de cerca de 16,6%, igual ao concedido ao salário mínimo, as centrais op-taram por buscar apenas um percentual de aumento acima da inflação medida pelo INPC. Os sindicalistas ainda reivindicam a regulamentação do transporte para idosos, a isenção de tributos para uma cesta de medicamen-tos e o pagamento parcelado do 13º salário.

Formação Sindical.
Os rumos da formação sindical no Rio de Janeiro” é o seminário que estará sendo promovido pela Secretaria de Formação da CUT-RJ, nos dias 7 e 8 de abril. O tema programado para a abertu-ra, às 18 horas do dia 7 é “A Formação na Atual Conjuntura”. O 12º Congresso Estadual da CUT-RJ acontecerá entre os dias 12 e 14 de maio, no Colégio Pedro II, em São Cristóvão.

Prostitutas terão emissora de rádio.
A Associação das Prostitutas de Bahia saiu às ruas do centro histórico de Salvador para comemorar, no Dia Internacional da Mulher, uma conquista: até o próximo semestre a entidade vai pôr no ar uma emissora de rádio FM com programação voltada à promoção da cidadania das profissionais. A concessão foi obtida no fim de 2005, por meio de um convênio com o Ministério da Cultura, que deve repassar ainda este mês R$ 180 mil para contratação de pessoal, compra de equipamentos técnicos e outros materiais necessários ao funcionamento da emissora.

Constituinte na Bolívia.
Evo Morales promulgou a lei convocando as eleições de uma Assembléia Constituinte para o dia 2 de julho. Esta será a segunda Constituinte em toda a história da Bolívia e é uma anti-ga reivindicação dos movimentos sociais do país, que desde o início da década de 90 vêm exigem reformas.

Além de convocar as eleições para a Constituinte, Evo assinou também a lei já votada pelo Congresso que autoriza departamentos (estados) bolivianos a convocarem referendos populares para deliberar sobre a auto-nomia. E esta é uma questão grave para o governo popular recentemente eleito pois sabe-se que os setores mais ricos da população desejam dividir o país. A província de Santa Cruz, a mais rica do país e centro industri-al e bancário, é o principal foco dos que defendem a autonomia.

O governo anunciou também que vai acelerar seu processo de nacionalização. O ministro de Planejamento, Carlos Villegas, disse que o Estado pretende recuperar a participação majoritária nas dez empresas que foram privatizadas nos últimos anos, entre elas Yacimientos Petrolíferos Bolivianos (YPFB), Empresa Nacional de Tele-comunicações e Lloyd Aéreo Boliviano.

Manifesto dos jovens colombianos.
Hoje, 12 de março, temos eleições parlamentares na Colômbia. O país passa por uma situação de muita repressão aos movimentos sociais e a organização Filhas e Filhos pela Memória e Contra a Impunidade, composta por jovens cujos pais e mães foram vítimas da violência estatal no país, elaboraram um documento com o objetivo de mostrar quem são os candidatos envolvidos em corrupção e crimes contra a humanidade. Na quinta-feira, durante manifestações contra o governo Uribe na Universidade Nacional, o estudante Oscar Salas foi atingido por um tiro na cabeça e morreu. Para ler a íntegra do documento dos jovens: http://colombia.indymedia.org

Greve Geral no Equador.
O governo do Equador foi obrigado a decretar o fechamento das escolas pú-blicas, na terça-feira. A central sindical “Frente Unitária dos Trabalhadores” convocou a Greve Geral para pro-testar contra a assinatura do TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA.

Segundo os sindicatos de trabalhadores equatorianos, em particular os camponeses, o TLC trará muitos prejuízos ao povo e fechará muitos postos de trabalho.

Petroleira ocupa base militar.
A Chevron Texaco utiliza, com autorização dos próprios militares, uma base militar no Equador para impor “mais respeito” aos indígenas. E paga 3 mil dólares para militares que, nas horas de folga, ameacem os povos locais para forçar que se retirem das terras.

As denúncias estão sendo feitas pela “Frente de Defesa da Amazônia” e a matéria completa está no jornal mexicano La Jornada. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos está apresentando uma ação cautelar para que defender as vítimas da Texaco.

Contaminação por transgênicos em 39 países.
O relatório global sobre contaminação do meio am-biente por organismos geneticamente modificados, divulgado por Greenpeace e GeneWatch, revelou dados preocupantes: o uso de sementes transgênicas é proibido em muitos países, mas o documento revela que fo-ram registradas contaminações em 39 países, o dobro daqueles que permitem oficialmente seu cultivo.

A pesquisa das Ongs começou há dez anos e constatou 113 ocorrências de transgênicos, sendo 88 casos decorrentes de contaminação. O Brasil registrou quatro casos desde 1998. O relatório foi publicado às vésperas do início de duas reuniões da ONU em Curitiba (PR), quando 187 países devem buscar acordos sobre biodiver-sidade até o fim do mês. Está na página do Greenpeace, na internet.

Água: direito público ou bem comercial?
Segundo os informes da ONU, 1 bilhão e 100 milhões de pessoas vivem sem acesso adequado à água potável no planeta. O mesmo relatório diz que 2 bilhões e 600 milhões de pessoas carecem de instalações sanitárias básicas.

Mas o maior perigo deste relatório é que, depois de apresentar estes alarmantes números, diz que o pro-blema é gerado pela “gestão ineficiente, corrupção dos governos, falta de instituições adequadas, burocracia e falta de novos investimentos”. Em outras palavras, usa quase que o mesmo discurso que serviu para privatizar as empresas estatais nos vários setores da indústria (siderurgia, petroquímica, etc.). Na verdade, a interpreta-ção do relatório que é também defendido pelo Banco Mundial – Bird – tenta mostrar que a água deveria ser considerada um “bem comercial” e entregue às empresas privadas, mais preparadas para gerir o seu consumo.

Esta é a polêmica que está acontecendo no México onde ocorre um Fórum oficial (Fórum Mundial das Á-guas), promovido pela ONU e patrocinado por empresas privadas do setor, e também um Fórum paralelo, or-ganizado por sindicatos, entidades indígenas e populares. O grande debate é: a água é um bem público ou um bem comercial?

“A água não pode ser gratuita!”
Esta conclusão é do diretor da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), José Angel Gurría, que discursou no Fórum dizendo que “enquanto a água for considerada um bem público, quase gratuito, vai se acelerando o mau uso, a má aplicação e o abuso”. Mas ele reconhece, no final do discurso, que este é um tema “politicamente explosivo”.

Latino-americanas na Alemanha.
Oficialmente não existem estatísticas sobre as mulheres latino-americanas que vivem na Alemanha em situação ilegal. Segundo um artigo divulgado durante a semana na página da Deutsche Welle (DW-Workd), na internet, a grande maioria está sendo usada em prostituição (força-da) e em trabalhos de limpeza doméstica. Por isto a dificuldade de fazer um levantamento confiável.

Protestos na França.
Quase meio milhão de trabalhadores e jovens marcharam nesta quarta-feira em 160 cidades da França para protestar contra a nova lei que permite às empresas contratem pessoas com me-nos de 26 anos por um período de dois anos de experiência, antes de contratá-las definitivamente. 20 universi-dades paralisaram as atividades e muitas categorias fizeram greve. Além disso, os franceses protestam contra a fusão defendida pelo governo da estatal Gaz de France (GDF) e do grupo privado Suez. Eles temem que a aliança levará a fechamento de mais postos de trabalho e force o governo a ceder o controle da estatal.

A taxa de desemprego para jovens entre 18 e 26 anos, na França, é de 20%, o dobro da média nacional que está em 9,6%.

Mais perseguição aos imigrantes.
A Grã-Bretanha deverá adotar um novo sistema de imigração que favorecerá trabalhadores qualificados. Um sistema de pontos em cinco etapas dará prioridade a jovens com qualificações altamente necessárias em áreas como medicina e ciência.

Na primeira etapa, a mais conveniente, os trabalhadores mais qualificados receberão pontos por juventu-de, realizações acadêmicas e capacidade de obter renda. Depois os critérios vão ficando mais difíceis. Na quar-ta, haverá controle mais estrito sobre estudantes estrangeiros, e na quinta, sobre turistas a trabalho e outros trabalhadores temporários como músicos.

Gripe está se espalhando na Europa.
As autoridades polonesas confirmaram os dois primeiros casos de gripe aviária causada pelo vírus H5 em dois cisnes mortos. Outros testes serão feitos para confirmar se é do tipo H5N1, mortal também para humanos. A polícia polonesa isolou áreas do rio Vístula onde as aves foram achadas. Na China, o governo anunciou a nona morte entre humanos no país por causa da gripe. O homem de 32 anos morava na Província de Guangdong, que faz fronteira com Hong Kong, e morreu na quinta. A França confirmou que o vírus H5N1 foi encontrado num cisne morto perto de Marselha. Os primeiros casos em aves na França estavam antes confinados a uma região bem ao norte.

Bush sob pressão.
Ao voltar de sua “visita” ao sul da Ásia, Bush encontrou novos problemas no seu país. As pesquisas de opinião mostram que sua aceitação está nos níveis mais baixos desde que foi eleito e, para piorar, o Congresso ameaça vetar parte dos acordos que ele assinou com a Índia.

Analistas políticos asseguram que a popularidade de Bush está mais baixa do que a de Nixon antes de sua renúncia (escândalo Watergate). Além disto, muitos dos principais auxiliares diretos da presidência estão res-pondendo a inquéritos ou estão sob graves suspeitas que podem levar a novos inquéritos.

Déficit bate novo recorde.
O déficit comercial dos EUA aumentou para um novo recorde em janeiro, de US$ 68,5 bilhões. Os principais fatores para o aumento são: gastos com a importação de petróleo e de pro-dutos chineses. No balanço mensal, os EUA aumentaram suas exportações em US$ 2,8 bilhões, para US$ 144,4 bilhões, mas importaram US$ 182,9 bilhões, alta de US$ 6,2 bilhões.

Uma melhora da balança comercial americana é improvável, segundo economistas. Eles previam que o dé-ficit de janeiro ficaria em US$ 66,5 bilhões frente aos US$ 65,7 bilhões de dezembro passado.

Prisão e tortura.
A Anistia Internacional divulgou durante a semana seu documento “Além de Abu G-hraib: detenção e tortura no Iraque” onde assegura que “milhares de pessoas detidas pelas tropas da coalizão liderada pelos EUA no Iraque estão presas num sistema arbitrário, sem acusação formal e sofrendo tortura”.

A Anistia destaca que mais de 14 mil pessoas estavam detidas em novembro de 2005, em várias prisões, incluindo Abu Ghraib. Desde a invasão, milhares de pessoas foram presas por longos períodos, sem direito de apelar à Justiça, diz a organização.

“Ela” quer invadir o Irã.
A secretária de Estado de Bush, Condoleezza Rice, disse na quinta-feira que “Teerã é o maior desafio aos EUA”. Defendendo uma invasão, “para levar democracia à região”, ela disse que “Não podemos enfrentar um desafio maior de um único país do que o Irã, cujas políticas são direcionadas para a criação de um Oriente Médio que seria 180 graus diferente do Oriente Médio que gostaríamos de ver”.

Cindy novamente presa.
Cindy Sheehan, a mãe de um soldado estadunidense morto no Iraque que tem liderado as manifestações contra a guerra, nos EUA, foi novamente presa nesta semana. Na segunda-feira, a polícia de Nova Iorque reprimiu com violência a manifestação contra a guerra e impedindo que protestassem diante do prédio da ONU. Cindy queria entregar ao embaixador estadunidense na ONU, John Bolton, um mani-festo com 60.000 assinaturas pedindo o final da guerra. Mas não foi recebida e acabou presa.

Mais de 8.000 desertores.
Mais de 8.000 soldados estadunidenses já desertaram desde que começou a guerra do Iraque. Só das forças terrestres (exército), são 4.387 desertores oficialmente reconhecidos.
Os números dos que abandonaram as armas, nas 3 forças, foram divulgados durante a semana pelo jornal USA Today, conhecido por ser um jornal ligado aos problemas militares e ao Pentágono. Os advogados que defendem os desertores declaram que “a guerra do Iraque, onde já morreram mais de 2.300 soldados dos EUA, está provocando em muitos militares dúvidas sobre a validade dos seus serviços.”