Professores recebem 15% e continuam a negociação da pauta

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SINTESE vê avanço no processo de negociação, mas a proposta do governo só atende parcialmente a pauta de reivindicações do magistério Os professores aprovaram parcialmente, em assembléia, a proposta do governo em relação à pauta da campanha salarial, apresentada pelo Governo do Estado, na segunda-feira, 08. A negociação entre SINTESE e Secretaria de Estado da Educação – SEED – continua. Apesar da proposta de 15,01%, o governo ainda não atendeu toda a pauta de reivindicações do magistério.

A regulamentação das gratificações começou a ser discutida por uma comissão composta de representantes do SINTESE e da SEED, e depois parou. “O percentual de 15, 01% significa o início da recuperação das perdas salariais do magistério. A categoria vai propor ao governo um escalonamento mensal para que sejam atingidos os 31% de reajuste. Ainda temos muito a conquistar”, declara o professor Joel Almeida, presidente do SINTESE, ressaltando que o magistério está em estado de assembléia permanente.

Os professores rejeitaram a proposta do governo de devolver, em 12 parcelas, o valor descontado através do redutor salarial, referente a apenas quatro meses de sua administração. O valor foi descontado dos salários dos educadores por 16 meses. Sobre o pagamento de 15 dias de férias aos pedagogos, a comissão de negociação reivindica que esse direito inclua também os professores readaptados. Para a automaticidade da progressão funcional, o governo quer conceder a uma parte do magistério, mas o SINTESE só aceita definir os critérios com a SEED se for liberada, este ano, para os 928 professores que estão à espera desse direito.

A campanha salarial do magistério, este ano, tem sido marcada pela prática periódica da negociação. A comissão do SINTESE esteve várias vezes em reunião com o secretário de Estado da Educação, Lindbergh de Lucena, e seus assessores, além de duas audiências com o governador João Alves. “Essas audiências facilitaram o processo de negociação e representam um avanço, o que não aconteceu em outros anos”, afirma Joel.