Lula: “Bolívia precisa de ajuda, não de arrogância”.

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Lula criticou os que defendem um endurecimento das relações com a Bolívia, após a nacionalização das re-servas de gás e petróleo naquele país. Lula criticou os que defendem um endurecimento das relações com a Bolívia, após a nacionalização das re-servas de gás e petróleo naquele país. Lembrou que a Bolívia é a nação mais pobre da América do Sul e precisa de apoio para a superação.<br><br>

“Eles precisam de ajuda, não de arrogância”, disse Lula. Ele fez as declarações ao participar da inauguração da hidrelétrica de Aimorés, em Minas Gerais. E lembrou que os investimentos em pesquisa sobre gás natural no Brasil foram baixos nos últimos governos. “Nós vamos trabalhar como nunca trabalhamos para ser auto-suficiente em outras matrizes energéticas.”<br><br>

Lula aproveitou a cerimônia para desmentir a versão divulgada pela imprensa, principalmente pela Globo, de que o governo tenha sido pego de surpresa. “Não é nenhuma novidade o que aconteceu na Bolívia. Não tinha ninguém inocente. Todo mundo sabia que tinha uma lei que exigia que houvesse a estatização”, ressaltou.<br><br>

Toda a direita contra a Bolívia
A verdade é que tivemos uma terrível semana de notícias “montadas” e manipuladas para jogar a opinião pública brasileira contra Evo Morales. A TV Globo, o jornal O Globo, a Folha de São Paulo, a Rede Bandeirantes, etc. não cansaram de repetir notícias “requentadas” para dizer que a Bolí-via estava “atacando a soberania brasileira” e “causando prejuízos a uma estatal”. Aliás, pela primeira vez vi-mos a direita defender uma empresa estatal e esquecer que já quiseram privatizar a Petrobrás.<br><br>

Nota da Federação Única dos Petroleiros: Solidariedade à Bolívia
“A FUP manifesta o seu apoio e solidariedade ao governo de Evo Morales que anunciou esta semana o decreto de nacionalização dos hidrocar-bonetos (petróleo e gás natural), através do qual o Estado boliviano recupera a propriedade, posse e controle destes recursos naturais. O movimento sindical petroleiro defende a soberania nacional e respeita, incondicio-nalmente, a autodeterminação dos povos. A FUP entende que o destino dos recursos naturais de um país deve ser decidido democraticamente pela população, como ocorreu na Bolívia, durante o referendo de 18 de julho de 2004, quando os bolivianos aprovaram a nacionalização dos recursos de hidrocarbonetos do país. Os petroleiros brasileiros defendem também a realização de um plebiscito no Brasil para que a população se manifeste sobre uma nova legislação para o setor petróleo, decidindo sobre o destino e controle das nossas reservas. A FUP e seus sindicatos filiados realizam uma campanha nacional pela suspensão dos leilões de petróleo e em defesa das reservas brasileiras como bens estratégicos que a nação possui para garantir direitos sociais e a integração da América Latina.”

Fábrica de enriquecimento de urânio foi inaugurada
Após vários adiamentos, a fábrica de enrique-cimento de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) foi inaugurada nesta semana. As novas instalações colocam o Brasil no seleto grupo de países que detêm a tecnologia para enriquecer urânio em escala comercial e usá-lo como combustível em usinas nucleares, com o objetivo de gerar energia elétrica. A fábrica, em Resen-de, no sul fluminense, foi alvo de longa disputa entre a AEIA e o Governo federal. A agência exigia acesso irres-trito às ultracentrífugas de enriquecimento, desenvolvidas no Brasil. Depois de negociações, ficou acertado que os fiscais teriam visibilidade maior do equipamento, que promete ser mais econômico e mais eficaz do que os tradicionais, sem comprometer segredos industriais. Quando a primeira etapa do projeto estiver concluída, será possível enriquecer 60% do urânio necessário para produzir o combustível que abastecerá as usinas de Angra – o que representará economia de US$ 12 milhões.

Projeto impede mulher grávida de atuar em local insalubre
Está na Câmara o Projeto de Lei que proíbe o trabalho de mulheres gestantes e em período de amamentação em atividades ou locais insalubres. A proposta estabelece que, caso a trabalhadora exerça atividades em locais ou condições insalubres, deve ser afastada durante o período da gravidez e da amamentação, mas sem prejuízo de receber o adicional de insalu-bridade, garantido pela CLT. São exemplos de atividades insalubres o trabalho em minas, pedreiras, estações de tratamento de esgoto e ambientes sujeitos a radiação química, descargas elétricas, excesso de ruídos, umi-dade, mofo e gases químicos.

Reconhecimento das centrais sindicais virá por MP
O governo federal vai enviar ao Congresso Na-cional, no dia 8 de maio, medida provisória para instituir a reconhecimento das centrais sindicais no Brasil. A MP reconhecerá as centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores. Ainda não está definido se as demais propostas, como a criação do Conselho Nacional das Relações do Trabalho (CNRT) virão por MP.

Trabalho infantil teve redução no Brasil, diz OIT
O número de crianças entre 5 e 9 anos trabalhando no Brasil caiu 61% entre 1992 e 2004, uma das reduções mais expressivas registradas pelo relatório da OIT sobre o trabalho infantil no mundo. Em 1992, um total de 636,2 mil crianças nessa faixa etária trabalhavam no Brasil, em comparação com 248,6 mil, em 2004. De acordo com o documento, entre 10 e 17 anos, o total de crianças ocupadas também caiu, no mesmo período, de 7,5 milhões para 4,8 milhões, redução de 36%.

É a primeira vez que a OIT registra redução do trabalho infantil no mundo. Entre as crianças de 5 a 14 anos, a queda foi mais significativa: 33%. O envolvimento em atividades perigosas diminuiu 26% na faixa etária de 5 a 17 anos. No ano 2000, a estimativa era de que 179 milhões de crianças e jovens estavam em trabalhos peri-gosos ou insalubres, diante de 126 milhões em 2004. O diretor-geral da OIT destacou as ações brasileiras de combate ao trabalho infantil, como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), ligado ao Bolsa-Família.

Volks vai demitir 5 mil e 700 trabalhadores
O programa de enxugamento na Volkswagen vai cortar 5,7 mil postos de trabalho nas três fábricas da montadora no Brasil, até 2008. Em São Bernardo as demissões (3.672 metalúrgicos) começam em novembro. Até lá os trabalhadores contam com a estabilidade conquistada no Acordo de 2001. Em Taubaté (681 demissões) e São José dos Pinhais (1.420) os cortes podem ocorrer a qualquer momento. No Paraná, os empregados da Volks entraram em férias coletivas pela terceira vez no ano. Os cortes equivalem a 27% da força de trabalho da companhia.

Em 2003 a Volks afastou 4 mil trabalhadores por meio de programas de estímulo à demissão voluntária. Desde então, a empresa também reduziu o ritmo dos investimentos de 7% para 2% da receita.

Memória do Trabalho: a história do trabalhador brasileiro
Começou em Brasília a exposição itine-rante “Trabalho e Trabalhadores no Brasil”. Reúne 150 imagens distribuídas em 40 painéis. A exposição faz parte do programa Memória do Trabalho.

Concurso – Está sendo lançado um concurso de projetos para estimular iniciativas de preservação de arqui-vos, com inscrições até 30 de junho. Os formulários de inscrição poderão ser obtidos nos sites do MTE e do CPDOC, da FGV, e em formato impresso nas DRTs. O edital do concurso está disponível no endereço eletrônico: www.cpdoc.fgv.br/projetos/memoriadotrabalho/htm/Minuta_de_Edital.pdf

O MTE quer preservar arquivos em risco, registros de história oral, publicações de pesquisas ou mesmo a montagem de sites.

Fotos sobre o mundo do trabalho, no endereço: http://clipp-insight.homeip.net/clipping/cpdoc/

Sem Terra defende doutorado
Juvelino Strozake, 38 anos, advogado do MST, está prestes a se tornar o primeiro doutor da história do Movimento. Nei, como é mais conhecido, defende a tese de doutorado “O aces-so à terra e a Lei de Ação Civil Pública”, na PUC São Paulo, segunda-feira.

Nei era um dos acampados à beira de estrada no município de Guaraniaçu, no oeste do Paraná, e em 1985 participou de ocupações na região. Logo depois, aproveitou a oportunidade para estudar em um seminário de padres. Em 1989, veio para São Paulo e, três anos depois, começou a estudar direito na Unifieo (Fundação e Instituto de Ensino de Osasco). O advogado Sem Terra assumiu em 1995 a coordenação do setor de direitos humanos do MST, que trabalha na defesa jurídica dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra perseguidos pela Justiça. Em 2001, defendeu a dissertação de mestrado sobre a função social da terra sob a ótica dos direi-tos difusos e coletivos.

Dados de educação no MST: 40 convênios de entidades da Reforma Agrária com 13 universidades públicas; 24 cursos superiores em andamento nos estados de MT, SE, PA, PR, PB, BA, MS, ES, MG, CE, RN, RO, PE e SP; 4 cursos de Educação de Jovens e Adulto (ensino fundamental), envolvendo 156 turmas, nos estados de Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Minas Gerais; 53 cursos de ensino médio e técnico; 5 cursos de especialização em funcionamento (PR, SC, MG e ES) e 1 curso de especialização em educação e saúde do campo em negociação no RS; 3 cursos de extensão com universidades federais no RJ, PB e SC; 50 escolas de nível médio nas áreas de assentamento.

Protestos na Alemanha
Dois indígenas brasileiros e cerca de 20 ativistas da ONG alemã Robin Wood bloquearam na manhã de quarta-feira a entrada da fábrica da multinacional Procter&Gamble, na cidade de Neuss, Alemanha. A multinacional compra celulose da Aracruz, empresa que invadiu as terras dos povos Tupi-nikim e Guarani, no Brasil, e com a matéria-prima produz lenços de papel da marca Tempo, uma das mais co-nhecidas na Europa.

“Nosso nariz está cheio”, diz a faixa colocada na entrada da fábrica da Procter& Gamble. A expressão, na Europa, significa algo como “Estamos cansados, irritados”. Os dois indígenas estão na Alemanha para reivindi-car que a fábrica pressione Aracruz Celulose a devolver os 11.009 hectares de terra indígena ocupados no esta-do do Espírito Santo.

Regime escravo desafia a OIT
A Organização Internacional do Trabalho estima que no mundo haja 12,3 milhões de vítimas do trabalho forçado. Na América Latina, segundo documento divulgado pela entidade, o número de trabalhadores submetidos a essa prática é de cerca de 1,3 milhão, o que corresponde a 10,7% do total mundial.

OIT debate desemprego na América Latina e Caribe
A América Latina tem cerca de 19 milhões de desempregados. Este número eqüivale a 10% dos desempregados no mundo. Estes números foram debatidos no Fórum da OIT que terminou na sexta-feira, em Brasília. Participaram do encontro representantes de 35 paí-ses. O destaque ficou por conta do relatório que demonstra que a economia mundial está crescendo a uma taxa de 4% ou 5% ao ano, muito baixa para gerar empregos suficientes.

1° de Maio dos Imigrantes
Milhões de imigrantes que vivem nos EUA, em especial os de origem latina, comemoraram a grande vitória. Houve mobilizações, protestos, vigílias e marchas em cidades como Los Ange-les, Chicago, Denver, Nova York e Washington. Quase 1.500 pessoas marcharam na cidade rural de Homeste-ad, onde vive uma das maiores populações de imigrantes mexicanos nos Estados Unidos e onde há grandes plantações de frutas, verduras e flores de viveiro.

Em todo o país, os manifestantes gritavam frases em espanhol, como “Bush escuta, estamos na luta”. Em frente à Estátua da Liberdade, se reuniram cerca de 500 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças de quase todos os países latino-americanos, com bandeiras dos EUA e, em muitos casos, bandeiras mexicanas. Cerca de 50 mil pessoas, a maioria vestidas de branco, se concentraram no Parque do Centro Cívico de Denver para escutar uma longa lista de oradores em defesa de uma reforma imigratória.

Forbes continua campanha contra Fidel
Mais uma vez, a revista Forbes inclui o nome de Fidel Castro na lista do que chamam de “reis, rainhas e ditadores” mais ricos do mundo. Estranho este título, não é? Mas o mais estranho é que a Forbes, mais uma vez, mente descaradamente.
A Forbes inclui entre o que chama de “fortuna” de Fidel o Palácio das Convenções de Havana (um centro de convenções estatal onde são realizados grandes encontros internacionais), a Cimex (um grupo de lojas varejis-tas do Estado) e Medicuba (o laboratório estatal que faz e vende as muitas vacinas e outros remédios desen-volvidos em Cuba). Mas a própria Forbes, em uma nota que ninguém percebe, informa que esses bens são “controlados” por Fidel. No ano passado dizia que eram “propriedades” de Fidel!

Bolívia participa do Gasoduto do Sul
Na reunião entre os presidentes da Argentina, Brasil e Venezuela foi formalizada a entrada da Bolívia no projeto de um gasoduto que vai cortar a América do Sul. O anúncio foi feito por Néstor Kirchner. O projeto terá seu traçado definitivo divulgado em meados do ano e sairá das reser-vas de gás venezuelanas e seguirá até a Argentina. No caminho, deve cruzar Brasil e Bolívia.

Blair diz que “tem nojo de Chávez”!
A visita de Hugo Chávez à Londres, no próximo dia 14, “enoja” o primeiro-ministro, Tony Blair, escreveu nesta semana o jornal “Financial Times”. Chávez vai à Londres em visita qualificada por fontes diplomáticas venezuelanas como “de trabalho”. Ele visitará, no dia 15, o prefeito de Lon-dres, da esquerda trabalhista, e se reunirá com dirigentes sindicais e um grupo de deputados trabalhistas.

Chávez decidiu visitar o Reino Unido depois que, em fevereiro, Blair pediu que ele respeite as regras da co-munidade internacional se quer ser respeitado no mundo. Em resposta, ele disse a Blair para não interferir nos assuntos da Venezuela e afirmou que o político britânico carecia de “moral para pedir que as regras da comuni-dade internacional sejam respeitadas”, porque era um de seus violadores, atropelando povos no Iraque e em outras partes do mundo.

Índios chilenos: 56 dias de greve de fome
Presos desde agosto de 2004 pela participação em um protesto contra a empresa Florestal Mininco (um dos maiores grupos econômicos do país que ocupa mais de um milhão de hectares com plantações de eucalipto e pinus para a produção de papel e celulose) quatro líderes do povo Mapuche, maior grupo indígena do pais, iniciaram uma greve de fome pela revisão da pena, que com-pleta hoje, dia 7, 56 dias.

Fórum Social Europeu
Começou na quinta-feira, em Atenas (Grécia), a quarta edição do Fórum Social Europeu. O programa consta de 210 seminários e mesas de debates, resultado da sistematização de mais de 900 propostas que foram encaminhadas na fase de organização do evento.

Segundo os organizadores do Fórum, a atual edição é a que conta com o maior número de inscrição de de-legados dos países do leste europeu. A delegação turca tem quase mil inscritos!

Metalúrgicos da Espanha preparam greve geral
Na sexta-feira, pelo terceiro dia seguido de mobili-zações, os metalúrgicos espanhóis bloquearam as estradas que levam à fábrica da Citroën, em Vigo. A mobili-zação faz parte dos preparativos para a greve geral convocada para o dia 11 de maio, em protesto contra as reformas trabalhistas. Os metalúrgicos denunciam que as reformas retiram vários direitos antigos dos trabalha-dores e fazem parte das exigências neoliberais impostas pela União Européia.

Europa e Ásia no 1° de Maio
As comemorações do 1° de Maio na Europa levaram mais de um milhão de trabalhadores para as ruas para protestar contra a precariedade trabalhista e a perda de direitos adquiridos. Na Ásia, apesar das muitas proibições, os trabalhadores protestaram contra a falta de direitos trabalhistas.

Na Alemanha, trabalhadores que faziam um ato denunciando a perda de direitos e o crescimento do desem-prego (11,5%) foram atacados por jovens neonazistas. O tumulto acabou com centenas de presos.

50.000 euros para o homem mais rico do mundo!
Parece piada, mas não é. Bill Gates, o dono da Mi-crosoft e homem mais rico do mundo, vai receber o Prêmio Príncipe de Asturias – 50.000 euros – por suas ações “filantrópicas”. Bill Gates tem uma fortuna avaliada em 50 bilhões de dólares e figura, pelo décimo segundo ano consecutivo, como o primeiro da lista das maiores fortunas do planeta, da revista Forbes (e não é dono de ne-nhuma estatal!). A fortuna do Bill Gates é igual ao PIB de Honduras, Nicarágua e Panamá, somados. Ou a soma dos PIBs de Cabo Verde, Gambia, Guiné Equatorial, Guiné Bissau, Libéria, Senegal e Serra Leoa!

Avós pela Paz
São 18 mulheres que estão sendo julgadas em Nova Iorque por haver provocado tumulto durante protestos contra a guerra no Iraque. As mulheres, com idade entre 50 e 91 anos, se declaram inocen-tes e disseram que não reconhecerão qualquer sentença que as considere culpadas. Marie Runyon, de 91 anos, levantou-se no tribunal para declarar: “Vir a esta maldita corte não é nada, comparado com o que se passa com as pessoas no Iraque”.

As mulheres fazem parte do grupo “Brigada de Avós pela Paz” e foram presas em outubro quando protesta-vam diante do centro de recrutamento do exército, em Times Square, Nova Iorque. “Nós deveríamos estar ho-menageando estas avós, não as julgando”, disse o advogado de defesa.

Nenhuma das acusadas tem neto servindo no Iraque, mas, segundo elas, isto não importa. Joan Wile, de 74 anos, diz: “Estamos aqui por um propósito maior. Dói em nossos corações ver todos esses jovens, estaduni-denses e iraquianos, morrendo na guerra. Se é para morrer, então que nos alistem.”

Protesto contra ampliação de base dos EUA
Mais de 200 pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira, em Seul, no confronto entre milhares de policiais sul-coreanos e centenas de manifestantes, que protestavam contra a ampliação de uma base militar estadunidense na cidade de Pyeongtaek. Quase 4 mil policiais, militares e guardas de segurança enviados pelo governo, avançaram com porretes e escudos contra cerca de mil traba-lhadores rurais, estudantes e ativistas contrários à presença militar dos EUA no país. Durante o enfrentamento, mais de 500 pessoas foram detidas.

Participaram também sacerdotes católicos de uma pequena comunidade existente em Pyeongtaek. Apesar da inferioridade numérica e do uso de canhões de água pela polícia, os manifestantes responderam com pedra-das, lanças de bambu improvisadas e golpes com tacos de beisebol, paus, canos de ferro e qualquer outro ob-jeto contundente que estivesse à mão. O governo já havia avisado várias vezes que usaria a força para acabar com o protesto e começar a ampliação da base. Os habitantes de Pyeongtaek são contrários à obra. De acordo com os planos do governo, o terreno deve abrigar as instalações militares que permitirão triplicar o atual espa-ço ocupado pela base de Camp Humphreys. Em 2008, quando a expansão ficar pronta, esta será a maior base dos Estados Unidos na Coréia do Sul. O Pentágono mantém 32 mil soldados mobilizados no país como parte de sua política de dissuasão para a Coréia do Norte.

Resistência iraquiana
As baixas estadunidenses na guerra já chegam a 2.409 (até quarta-feira) e a re-sistência no Iraque continua atacando as tropas de ocupação. Em 2006 (até quarta-feira) já morreram 229 soldados dos EUA, segundo números oficiais do Pentágono.