Magistério continua campanha pela progressão vertical

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Amanhã, 02, às 15h, os professores farão ato público em frente ao Palácio de Despachos. Amanhã, 02, às 15h, os professores farão ato público em frente ao Palácio de Despachos. No ato centenas de cartas assinadas por alunos da rede estadual da capital e interior, serão destinadas ao governador pedindo que ele agilize a automatização do progresso vertical dos professores.

A campanha pelo regresso da progressão vertical automática iniciou-se na quarta-feira, 31, quando professores da capital e interior ocuparam, trajando becas de formatura, as galerias da Assembléia Legislativa com objetivo de sensibilizar os deputados. “Vimos aqui mostrar aos parlamentares que nossa reivindicação é justa e precisa ser atendida com urgência, pois centenas de educadores estão sendo prejudicados”, disse o vice-presidente do SINTESE, Carlos Sérgio.

Em 2004 em um ato infeliz, o governo estadual, com apoio da bancada governista, estipulou que para ocorrer a mudança de nível seria necessário que houvessem vagas na rede e o professor passasse por uma avaliação fazendo com que um direito dos educadores conquistado há 30 anos fosse perdido. O SINTESE questiona este argumento, pois, como a progressão pode estar vinculada a existência de vagas se o educador já faz parte da rede. A conseqüência é que existem educadores que já têm o nível superior (e deveriam estar no nível II) há dois anos, mas continuam recebendo salários como se ainda tivessem o nível médio. Segundo dados apurados pelo SINTESE junto a Secretaria de Educação existem hoje 937 professores que solicitaram a mudança de nível e ainda não foram atendidos. A maioria trabalha nos programas Se Liga, Acelera e Alfa e Beto, considerados pelo governo os responsáveis pela melhoria da educação em Sergipe.

Para a diretoria do sindicato a atitude do governo em não ajustar o salário dos educadores a partir da sua progressão e acúmulo de conhecimento tem como conseqüência o desestímulo a qualificação dos professores da rede. “Qual professor vai querer investir em uma especialização, mestrado ou doutorado se não vai ter um incentivo do governo, ou seja, se seu salário não vai ser equivalente a sua qualificação. Quem sai perdendo é a população sergipana”, finaliza o vice-presidente.