O “Mundo do Trabalho”

22

Um novo e preocupante documento foi divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a sua 95a Conferência Internacional. Um novo e preocupante documento foi divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a sua 95a Conferência Internacional. O informe é intitulado “Mudanças no Mundo do Trabalho” e descreve as alte-rações e as tendências do mercado de trabalho global. Já na sua introdução, o texto diz que “existe um senti-mento crescente de desvalorização da dignidade do trabalho. O pensamento econômico dominante o considera como um mero fator de produção, uma mercadoria, esquecendo-se do significado individual, familiar, comuni-tário e nacional do trabalho do ser humano. E as pessoas estão reagindo, em suas conversas em casa, no se-gredo das cabines eleitorais e, quando é necessário, expressando com vigor suas queixas nas ruas”.

Entre os principais pontos, diz que: a força de trabalho no mundo está aumentando com rapidez. Neste momento, há 3 bilhões de pessoas que trabalham ou estão procurando trabalho, aos quais se juntarão cerca de 430 milhões de pessoas até 2015, a maioria proveniente do mundo em desenvolvimento. Durante a próxima década, serão necessários milhões de novos empregos. Em média, as economias deveriam gerar mais de 43 milhões de postos de trabalho anuais para reduzir o desemprego mundial, que passou de afetar 157 milhões de pessoas em 1995 para 192 milhões de pessoas em 2005, no nível mais alto da história.

As mulheres constituem 40% da força de trabalho mundial. Entre 1991 e 2005, a força de trabalho feminina do mundo aumentou de menos de 1 bilhão para 1,22 bilhão. As taxas de desemprego juvenil aumentaram glo-balmente de 12,1% para 13,7%.

As principais tendências identificadas incluem também: mudanças no tipo de empregos, devido à transfor-mação dos sistemas de produção; escassez de mão-de-obra qualificada em diversos lugares; aumento das mi-grações; crescimento da economia informal; discriminação; e aumento das pressões por maior flexibilidade.

Greve parou três fábricas da Volks
A greve de 24 horas dos metalúrgicos da Volkswagen parou três fábricas da montadora: São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Taubaté, no interior de São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná. Ao todo, 21.600 trabalhadores cruzaram os braços. 2.500 carros deixaram de ser produzidos. A greve é uma resposta ao anúncio de demissões feito pela montadora.

A montadora alemã anunciou um plano mundial de demissões no dia 3 de maio. No Brasil, os cortes de des-pesas de pessoal são de 25%. A empresa alega que a alta do real em relação ao dólar prejudicou as exporta-ções.

Aumento para servidores
O governo federal publicou no início da semana a Medida Provisória nº 295 que reestrutura carreiras, cria gratificações e reajusta salários de 160 mil funcionários públicos federais. São esperadas ainda medidas provisórias para outras 30 categorias, como servidores da Seguridade Social, Classe Média do Funcionalismo (antigo PCC), Agricultura, Funai, Ministério da Indústria e do Comércio, Planejamento, Ibama, Incra, Fazenda, auditores fiscais, agências reguladoras, militares e civis nos quartéis.

Foram contemplados, na terça-feira, 8.263 servidores do Banco Central (entre ativos, aposentados e pensi-onistas), 98.703 professores de ensino superior e de primeiro e segundo graus, 40.198 servidores da área de Ciência e Tecnologia, 5.634 fiscais federais agropecuários, 6.941 cargos de apoio à fiscalização agropecuária e 750 servidores em exercício no Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde.

O Ministério do Planejamento não informou quais as próximas categorias a serem beneficiadas e os valores correspondentes.

O reajuste para os professores de primeiro e segundo graus será de 12 por cento no vencimento básico, com impacto neste ano de 204,7 milhões de reais e de 221,8 milhões de reais em 2007. O aumento para os professores do ensino superior terá impacto de 646,7 milhões de reais aos cofres públicos até o final do ano e de 770,3 milhões de reais em 2007.

Cargill age ilegalmente
(Fonte Agência Notícias do Planalto) O porto da multinacional Cargill, no mu-nicípio de Santarém, no Pará, é um dos alvos das manifestações da campanha contra o desmatamento na regi-ão Amazônica, realizada pela Greenpeace. O porto é considerado ilegal, pois não realizou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), documento exigido pela Constituição Brasileira para que continue operando.

A Cargill também foi condenada por exploração e desmatamento da Amazônia no Tribunal dos Povos reali-zado em Viena, na Áustria, e organizado por entidades e movimentos sociais internacionais no mês de maio. As principais causas do desmatamento da Amazônia são a presença do latifúndio para a criação de gado e o gran-de aumento da produção de soja na região. Segundo estudos ambientais cerca de 1,5 milhão de hectare – o mesmo número em campos de futebol – já foi destruído para o cultivo do grão.

MST participa de encontro nacional de agroecologia
A consciência da necessidade da utilização de novas técnicas agrícolas que respeitem a dinâmica da natureza e produzam alimentos sem substâncias tóxicas para a população reúne agricultores, movimentos sociais, ONGs e redes regionais de agroecologia no II Encon-tro Nacional de Agroecologia, em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco, entre 2 e 6 de junho.

Mais de 200 agricultores do MST participam do encontro e levam consigo as experiências de agroecologia desenvolvidas nos assentamentos. “Trazemos experiências como a rede de pesquisa participativa, a rede de sementes agroecológicas, formas de enfrentamento aos transgênicos e à monocultura de eucaliptos”. A Via Campesina expõe a produção das sementes crioulas e hortaliças da Bionatur (cooperativa presente em quatro estados), a cachaça, geleia e leite da Copavi (cooperativa no noroeste do Paraná) e outros produtos agroecoló-gicos produzidos nos assentamentos do MST em todo o país.

Amazônia perde o equivalente a um campo de futebol a cada 8 segundos
(Fonte: Agência Notí-cias do Planalto) Cerca de 86% dos brasileiros admitem a existência de sérios problemas ambientais no país. O dado foi divulgado esta semana na pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Segundo a Greenpeace, somente nos últimos três anos, foram destruídos mais de 70 mil quilômetros qua-drados de floresta amazônica – o equivalente a um campo de futebol a cada oito segundos. O Mato Grosso, maior produtor de soja do país, lidera a estatística mundial de desmatamento. A produção do grão é financiada no estado e exportada por empresas transnacionais que atuam na Amazônia, como a Bunge e a Cargill, além do grupo brasileiro Maggi, do então governador do estado, Blairo Maggi (PPS), que se tornou um dos principais agentes do desmatamento da floresta.

O plantio de soja é feito depois de queimadas na mata. Em 2005, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou mais de 160 mil focos de calor na Amazônia. Segundo algumas estatísticas, além de ser um dos maiores exportadores de soja do mundo, o Brasil também está em quarto lugar na lista dos maiores polui-dores do planeta. Dados do próprio governo brasileiro apontam que 3/4 das emissões de gases estufa do país são resultado de desmatamento da Amazônia.

Trabalho infantil atinge 8,5 milhões na América Latina
Cerca de 8,5 milhões de meninos e meninas de 5 a 14 anos de idade trabalham na América Latina, informou uma ONG de defesa dos direitos da crian-ça. O relatório, elaborado pelo sociólogo peruano Walter Alarcón, foi apresentado pela ONG “Proyecto Solidari-o”, em Madri.

Segundo o estudo, 2,7 milhões de crianças exercem atividades que estão entre as piores formas de trabalho infantil. O relatório também informou que as médias regionais de crianças trabalhadoras diferem substancial-mente. No Panamá, dois em cada 100 pequeninos de 5 a 14 anos estão envolvidos com o trabalho infantil, enquanto no Peru essa média pula de 22 para cada 100. A ONU, através do Comitê para os Direitos da Criança, alertou as autoridades peruanas de que os meninos e meninos da Amazônia e das comunidades andinas mais isoladas são os mais atingidos.

Cúpula Alternativa dos Povos
São dois dias de encontros importantes em Santo Domingo, capital da República Dominicana. Amanhã e terça-feira (5 e 6 de junho) estará acontecendo a Cúpula Alternativa dos Po-vos reunindo organizações sociais, movimentos políticos e ativistas independentes da América Latina. Entre os principais painéis do encontro: a) crise do sistema representativo na região, b) migrações e direitos humanos, c) recursos naturais e soberania nacional, d) crise da Globalização Neoliberal e e) projeto de dominação militar estadunidense.

Doentes bolivianos vão para as ruas apoiar médicos cubanos
Centenas de doentes saíram às ruas em La Paz para apoiar a permanência da equipe de médicos cubanos que está trabalhando gratuitamente no país. “Mil agradecimentos, povo cubano” dizia uma faixa no início da passeata. Os doentes, muitos ainda se recuperando de cirurgias, manifestaram apoio ao presidente Evo Morales que renovou o acordo de assistência com Cuba. São cerca de 700 médicos cubanos que estão atendendo à população pobre na Bolívia.

Violações de direitos humanos no Paraguai
Uma missão internacional, composta por integrantes da FIAN (Food First Informacion and Action Network) e da Via Campesina Internacional esteve no Paraguai entre 26 de maio e 2 de junho, para verificar denúncias de violações aos direitos humanos de comunidades indígenas e camponesas. A missão, composta por representantes do Brasil, Bélgica, Nicarágua, Alemanha, Argentina e do Paraguai, denunciou especialmente a prática de despejos violentos de comunidades camponesas que ocuparam latifúndios improdutivos. Indígenas, mulheres, crianças, e idosos são os grupos mais vulneráveis, pois enfren-tam graves problemas de saúde, desnutrição e fome.

Candidato mexicano quer revisão do Nafta
O candidato da esquerda à Presidência do México, An-drés Lopez Obrador, disse que pedirá aos EUA e ao Canadá para renegociar os termos do Tratado de Livre Co-mércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), se for eleito no pleito de 2 de julho próximo.

Lopez Obrador, ex-prefeito da Cidade do México, está em empate técnico com o candidato apoiado pelo pre-sidente Vicente Fox, o ex-ministro Felipe Calderón. Segundo a pesquisa Consulta Mitofsky, Obrador manteve-se com 34% das intenções, após dois meses em declínio. Calderón, que vinha em tendência de alta, recuou um pouco e estacionou nos mesmo 34%. Membros do governo Bush fazem constantes viagens ao México e estão assessorando o candidato de Fox.
? Comissão internacional chega ao México. Começou nesta semana o trabalho da Comissão Civil In-ternacional de Observação dos Direitos Humanos no México, convocada com urgência após os acontecimentos em Atenco e Texcoco nos dias 03 e 04 de maio. A morte de Francisco Javier Cortes Santiago, aos 14 anos, a prisão de mais de 300 pessoas que foram submetidas a torturas, violações e até estupros, a expulsão de cinco estrangeiros e a morte de Alexis Benumea, estudante de Economia da Universidade Livre do México criaram muita preocupação entre a sociedade civil internacional.

A convocação da Comissão ocorreu após a reivindicação de mais de mil organizações civis, sindicatos, asso-ciações e personalidades de 29 países. A comissão ficará no México até 04 de junho e é integrada por 28 pes-soas da Áustria, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França e Itália. Entre elas estão advogados especialistas em direitos humanos, acadêmicos especializados em direitos das mulheres, médicos, inclusive psiquiatras, e representantes de sindicatos e partidos políticos. São 14 homens e 14 mulheres.

Vitória do candidato do Bush
Álvaro Uribe conseguiu um segundo mandato na Colômbia, obtendo 62% dos votos. O movimento de esquerda Pólo Democrático Alternativo (PDA), do candidato Carlos Gaviria, se consolidou como a segunda força política do país, com 22% dos votos. Nas últimas semanas, Gaviria aumentou consideravelmente sua percentagem de voto.

Com o resultado, está garantida a continuidade do Tratado de Livre Comércio, assinado em fevereiro, com os Estados Unidos. E também o acordo com os paramilitares de direita das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Kirchner enfrenta militares
“Que fique bem claro, que, como presidente da República, não tenho me-do!… Não tenho medo de vocês!”. Com estas palavras, pronunciadas pessoalmente diante de 5 mil oficiais e soldados, além de outros surpresos milhões de telespectadores argentinos que assistiram as cerimônias do Dia do Exército transmitidas ao vivo, o presidente Néstor Kirchner indicou que está determinado a realizar uma depuração na mentalidade das Forças Armadas da Argentina.

Ele anunciou que os militares terão que freqüentar aulas sobre direitos humanos e sustentou que os insatis-feitos e os indisciplinados terão que abandonar os quartéis. Criticou os oficiais que, vestindo o uniforme do E-xército, participaram na semana passada de uma manifestação a favor das ações praticadas pela ditadura mili-tar (1976-83).

Ex-militares processados
A Justiça argentina processou e ditou prisão preventiva contra três ex-militares e cinco ex-agentes do serviço penitenciário por supostas violações aos direitos humanos durante a ditadura militar. Os condenados são: o general reformado Héctor Gamen, o coronel aposentado Hugo Pascarelli e Pablo Durán Sáenz, que durante o regime comandou um centro clandestino de detenção que operava sob as ordens do Primeiro Batalhão do Exército.

Venezuela vai pagar operação para pernambucanos.
Patrocinados pelo governo da Venezuela, 99 moradores do município pernambucano de Abreu e Lima embarcaram para Caracas, em um avião fretado. Se-tenta e nove deles têm catarata em estágio avançado e vão se submeter a cirurgias. Outros 16 viajaram como acompanhantes, além de uma equipe de quatro pessoas da prefeitura.

Cidadão de Abreu e Lima desde dezembro do ano passado, quando também inaugurou os bustos de Simón Bolívar e do General Abreu e Lima na cidade, Hugo Chávez já levou 40 crianças de duas escolas da cidade – uma estadual e outra particular – para conhecer Caracas. O tratamento faz parte do programa humanitário Misión Milagro Internacional, que faz cirurgias gratuitas de catarata em pacientes pobres de países latino-americanos. A meta do programa – uma cooperação entre Venezuela e Cuba – é fazer cirurgias de catarata e epterismo em 600 mil latino-americanos carentes em um ano e chegar a seis milhões em 10 anos.

Equador participará de empresa de petróleo
O governo do Equador aceitou o convite de Hugo Chá-vez e vai participar da criação da empresa de petróleo latino-americana. O esboço do documento estabelece que a Venezuela vai refinar em suas plantas 40 mil barris diários de petróleo para o Equador e esta quantidade chegará a 100 mil barris diários, posteriormente. Os dois países desenvolverão, em conjunto, projetos nos se-tores de petróleo, gás, eletricidade e petroquímica.

Pressão sobre o Chile
O governo Bush fez advertências ao Chile dizendo que “as relações entre os dois países sofrerão graves danos” se o governo chileno votar a favor da Venezuela como novo membro do Conselho de Segurança da ONU. A ameaça foi feita pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, ao chanceler chileno, Alejandro Foxley, em Washington. A notícia foi divulgada pelo jornal La Tercera.

Em outubro próximo serão eleitos os cinco novos integrantes do Conselho de Segurança e uma das vagas pertence à América Latina, substituindo a Argentina que está com o mandato vencendo. A Venezuela está pos-tulando a vaga, mas o governo Bush já disse que vota contra.

Estudantes protestam no Chile
O Chile vem passando pelas maiores manifestações desde a volta da democracia, em 1990: estudantes secundaristas que começaram com pedidos simples, como passe livre em ônibus e isenção de taxa de vestibular, acabaram dando início a uma bola de neve que agora exige reforma geral do sistema de educação e reúne também pais e professores. Cerca de 600 mil estão em greve nos últimos dias, depois que as manifestações iniciais foram dispersadas pela polícia com o uso de violência excessiva.

UE precisa do gás natural
A União Européia calcula que, até 2020, a demanda por combustível nos países do bloco aumentará o equivalente a 200 mil toneladas métricas de gás, enquanto o principal fornecedor do continente, a Rússia, elevará sua oferta em apenas 50 mil toneladas. Somando-se a esta notícia o aumento na demanda mundial de energia em países como a China, espera-se uma nova crise para breve.

Monopólio da distribuição de energia
A reunião semestral União Européia – Rússia terminou sem a-cordo na questão energética. As partes assinaram apenas um documento dizendo que é preciso evitar futuros “desentendimentos” na matéria. A Rússia fornece 26% do gás natural consumido na UE e é o segundo principal fornecedor de petróleo. A UE insiste na necessidade de liberalização da rede de gasodutos russos e no acesso de empresas européias ao setor (privatizações). A Rússia exige a possibilidade de adquirir participações em empresas da UE ligadas ao setor energético. Briga boa!

Vítimas do Katrina
O jornal Washington Post trouxe nesta semana uma assustadora informação: 55 mil famílias, vítimas do furacão Katrina, deixarão de receber a ajuda oficial do governo a partir de 30 de junho. Estas são as famílias que perderam tudo e foram levadas para outros estados, em particular para o Texas.

Um outro escândalo está sendo abafado: a Agência Federal para Controle de Emergências, que estava aten-dendo aos atingidos, gastou cerca de 900 milhões de dólares comprando 25 mil casas pré-fabricadas que de-pois foram vetadas por serem inseguras para a região.

Problemas no Império
Levantamentos feitos por vários institutos de pesquisas estão mostrando uma crise de credibilidade nas instituições, nos EUA. Um dos índices mais marcantes das pesquisas foi apresentado pelo conhecido Zogby International ao divulgar que 42% dos estadunidenses duvidam da versão oficial sobre os atentados de 11 de setembro.

Eis alguns outros índices, de várias fontes: a) 30% dos estadunidenses tem opinião negativa sobre a Su-prema Corte do país (Fox News/Opinion Dynamics); b) 56% consideram Bush “desonesto” (USA Today/ Gal-lup); c) 76% consideram que o Congresso não merece confiança (Lichtman/Zogby) e d) 58% dos cidadãos já não confia nos veículos de comunicação (Lichtman/Zogby).

EUA ameaçam iranianos
Bush disse que se o regime iraniano não parar suas atividades de enriqueci-mento de urânio, “o mundo atuará de forma uníssona”. Em discurso transmitido pela rede CNN, também a se-cretária de Estado, Condoleezza Rice, fez ameaças e disse que “se o governo de Teerã continuar desenvolvendo armas nucleares, os Estados Unidos responderão depressa”.

Ingleses estão desertando
Mais de mil soldados das forças armadas britânicas desertaram desde março de 2003, data da invasão do Iraque. A revelação foi feita em reportagem levada ao ar na noite de do-mingo (28) pela emissora britânica de televisão BBC.

No início da semana, o deputado trabalhista britânico John McDonnell disse perante a Câmara dos Comuns que o nível de deserção triplicou desde 2003, quando começou a guerra. Oficialmente, o Ministério da Defesa da Grã-Bretanha admitiu que “apenas um punhado” de deserções ocorreram.

Protestos em enterros não pode
Bush assinou, na segunda-feira, uma lei proibindo as manifestações e protestos durante a realização de funerais de militares estadunidenses. A lei proíbe que haja protestos a me-nos de 90 metros da entrada do cemitério onde ocorra a cerimônia, assim como a menos de 45 metros da es-trada que conduz ao local. A proibição começa uma hora antes e se estende até a hora seguinte, respectiva-mente, ao início e à conclusão do ato. Aqueles que violarem a lei podem ser condenados a um ano de prisão e multas de até US$ 100 mil.

Greve de fome no Guantánamo
Aumentou de 75 para 89 o número de detentos em greve de fome na prisão da base naval de Guantánamo, informou o Exército dos EUA. Seis dos 89 participantes da greve de fome estão recebendo alimentação forçada, disse o comandante Robert Durand.

Cerca de 460 suspeitos de “terrorismo” são mantidos há mais de quatro anos na prisão, a maior parte sem acusações e sem perspectivas de libertação. O Exército não divulgou a identidade dos participantes e os advo-gados disseram que não terão como saber se seus clientes estão envolvidos enquanto não visitarem a base.

Denuncia de massacre no Iraque
O deputado democrata John Murtha denunciou as tentativas do Pentágono de ocultar um massacre contra civis iraquianos, cometido por militares estadunidenses. Em declara-ções à ABC, o veterano de guerra e agora parlamentar disse que os militares tentam abafar o caso onde solda-dos são suspeitos do assassinato de 24 civis.

Até março, quando o jornal inglês The Times revelou o caso, ninguém sabia de nada. No último sábado, a emissora de TV CNN ocupou muito tempo com as denúncias de uma garota iraquiana que conta como os solda-dos massacraram sua família.