Magistério de Lagarto paralisa por três dias

30

Os professores da rede municipal de ensino de Lagarto vão paralisar as atividades por três dias a partir de amanhã (8/6). O motivo da paralisação é que sem negociar com a categoria o prefeito Zezé Rocha conseguiu aprovar um reajuste salarial de 4,63% e não abre diálogo sobre a pauta de reivindicação da categoria. Os professores da rede municipal de ensino de Lagarto vão paralisar as atividades por três dias a partir de amanhã (8/6). O motivo da paralisação é que sem negociar com a categoria o prefeito Zezé Rocha conseguiu aprovar um reajuste salarial de 4,63% e não abre diálogo sobre a pauta de reivindicação da categoria. Em assembléia geral os professores rejeitaram a proposta e resolveram paralisar as atividades nos dias 08, 09 e 12. “A atitude do prefeito nos surpreendeu estávamos em negociação e ele atropelou o processo desrespeitando a categoria”, afirma Nazon Barbosa, representante do SINTESE em Lagarto.

Amanhã os professores acampam em frente a prefeitura e realizam um forró de protesto. Dia 09, eles participam de uma plenária, assistem a filmes e discutem sobre a situação educacional do município. Dia 12, segunda-feira, fazem panfletagem na feira e realizam assembléia geral para discutir o movimento. “Os professores estão mobilizados, no último ato tivemos uma participação expressiva dos educadores e esperamos que mais uma vez a categoria esteja unida para mostrar a comunidade lagartense como estamos sendo tratados”, disse Nazon.

Desde o ano passado que os professores tentam negociar uma extensa pauta de reivindicações. Segundo a coordenação do SINTESE alguns avanços foram conseguidos em pontos como: mudança de nível e a efetivação dos professores concursados, mas ainda faltam muitos outros. Os professores lutam por: reformulação do Plano de Carreira, gratificação de difícil acesso, redução da jornada de trabalho, pagamento de 15 dias de férias relativas ao mês de julho e a paridade entre os salários dos professores ativos e aposentados.

Um dos pontos que geram mais divergência entre o SINTESE e a prefeitura de Lagarto é com relação ao acesso a folha de pagamento. O sindicato já solicitou várias vezes cópia da folha de pagamento e a prefeitura nega. Para ter acesso ao documento foi necessária ajuda do Ministério Público. Sem a folha os educadores ficam sem instrumentos para fazer o estudo financeiro e apresentar uma contraproposta.

Os professores não entendem por que o município tem uma das maiores receitas do Fundef de Sergipe e paga um dos menores salários do estado. O professor Reginaldo Santos informou que a prefeitura possui uma reserva de mais de R$ 1 milhão de recursos do Fundef. “Isso significa que a administração pode nos dar um aumento de salário maior. Queremos uma política salarial e não abono no fim do ano”, declara Reginaldo.