Educadores de Canindé continuam em greve

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Em assembléia geral realizada nesta segunda-feira (12), os educadores decidiram continuar o movimento grevista que se iniciou na última quinta-feira (08). Em assembléia geral realizada nesta segunda-feira (12), os educadores decidiram continuar o movimento grevista que se iniciou na última quinta-feira (08). Os professores reivindicam o reajuste salarial de 20%, o cumprimento da data-base no mês de maio e que o percentual de gastos do Fundef – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – chegue ao patamar de 75%. A prefeitura apresentou contra proposta de 5% de aumento salarial.

A prefeitura tem respondido aos educadores com represálias e ações truculentas. Para desestabilizar a mobilização a prefeitura convocou assessores (da secretária de Obras?), familiares da secretária de Educação e pessoas estranhas à prefeitura para ministrar aulas. Os professores então foram aos seus locais de trabalho explicar aos seus alunos que aquelas pessoas não poderiam exercer a função e o conteúdo ministrado não seria aproveitado. Para evitar que os alunos saíssem das salas a secretária de Educação, Acácia Aguiar Andrade, acionou a polícia e ainda registrou queixa contra os professores.

A última ação da secretaria de Educação foi antecipar as férias escolares, que estavam previstas para o dia 22, para esta terça-feira (13). “Isso é inadmissível. A administração não pode ao seu bel prazer modificar o calendário escolar com o único intuito de desmoralizar os professores e desarticular um direito legítimo, que é o direito a greve”, afirmou a diretora para Assuntos Municipais do SINTESE, Maria Barroso Vieira.

Outra prova da intransigência da prefeitura com os professores é que desde o início da paralisação surgiram mensagens nos meios de comunicação do município com o objetivo de amedrontar os educadores e desarticular o movimento. “Estamos tentando negociar com o gestor municipal e só estamos recebendo ações que ferem o direito de greve do trabalhador. Chegamos a ponto de paralisar as atividades porque a prefeitura não quer negociar conosco”, explicou o professor José Dias, representando do SINTESE no município.

Nesta terça-feira (13) os professores farão vigília nas dependências da Câmara de Vereadores para pressionar os parlamentares a não votarem a favor o projeto de lei, enviado pela prefeitura, que concede apenas 5% de reajuste salarial a categoria. No dia 14 os educadores participam de seminários sobre “Financiamento na área de Educação” e “Carreira no Magistério”. “Não será com o rádio e a polícia que a administração municipal vai fazer calar as reivindicações justas dos educadores”, disse a professora Palmira, representante do SINTESE no município.