Professores conquistam direitos, mas continuam a negociar

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O processo de negociação avançou tanto na rede estadual quanto nos municípios, mas ainda há muito que conquistar A campanha salarial 2006 dos professores das redes estadual e municipais tem demonstrado o que a luta dos professores é capaz. Depois de muita mobilização e pressão através de assembléias, protestos e caminhadas os professores da rede estadual receberam 15% de revisão e abriram possibilidade de negociação para os outros pontos de pauta e de chegar ao aumento salarial proposto de 31%. Outro ponto a ressaltar é que o SINTESE sempre esteve aberto para o diálogo com o governador e os prefeitos.

Conquistas
Nos municípios os educadores estão em busca também de melhores condições de trabalho e salários. Em algumas cidades já ocorreram avanços e vitórias. Em Riachão do Dantas os educadores receberam 17% de revisão salarial retroativo ao mês de maio. Em São Cristóvão, após mobilização e greve da categoria o reajuste foi de 10,95%. Em Neópolis o Plano de Carreira foi aprovado e professores (nível superior) chegaram a ter um ganho salarial de 80%. Outros municípios ainda estão em fase de negociação. Já em outras regiões as atitudes dos prefeitos têm prejudicado a categoria.

Lagarto
Apesar dos educadores estarem em negociação com a administração municipal o prefeito Zezé Rocha em atitude arbitrária conseguiu aprovar projeto de lei que concede somente 4,63% de reajuste e não recebe mais a categoria para negociar o restante das reivindicações. Outro ponto de pauta dos educadores é pela falta de material e condições de trabalho, diversas escolas estão fechadas e os alunos tendo aula em locais inadequados.

Itaporanga
A categoria rejeitou a proposta de 9% oferecida pela prefeita Maria das Graças Garcez. A recusa foi baseada em estudos feitos pelo SINTESE de que o município gasta 35% dos recursos do Fundef no pagamento dos salários, o mínimo previsto em lei é de 60%, ou seja, há recursos para que seja apresentada uma proposta melhor aos educadores.