Professores de Tomar do Geru realizam forró “Devolva meu Plano”

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Continuando a mobilização em nome de uma valorização do magistério e de uma educação de qualidade, os professores de Tomar do Geru realizam nesta quarta-feira (14) em frente a prefeitura o forró do “Devolva meu Plano”. Continuando a mobilização em nome de uma valorização do magistério e de uma educação de qualidade, os professores de Tomar do Geru realizam nesta quarta-feira (14) em frente a prefeitura o forró do “Devolva meu Plano”.

Há seis meses os educadores de Tomar do Geru esperam que a prefeita Iara Soares Costa cumpra a promessa e envie o Plano de Carreira e o Estatuto do Magistério para a Câmara de Vereadores. Com a falta do plano eles tiveram seus direitos conquistados transformados em “abonos”. O salário-base está em R$240, muito abaixo do mínimo nacional.

Para demonstrar sua indignação os professores paralisaram as atividades dia 25 e ocuparam a Câmara de Vereadores no dia 31. “A prefeita Iara não está demonstrando preocupação com os professores do município e isso é muito alarmante”, destaca Efigênia Lima Santos, delegada do SINTESE no município.

Os atos públicos contra o descaso da prefeitura pelos professores continuam. No sábado (10), os educadores estiveram na feira do município mostrando a comunidade que sem condições de trabalho dignas para os professores o prejuízo recai sobre toda população. Dia 14, aproveitando o clima junino acontece em frente a prefeitura o Forró “Devolva meu Plano”.

Desde 2003 que os professores lutam por:

•Reajuste salarial sempre na data-base 1º de maio;
•Assinatura do aviso de férias no período das mesmas;
•Que os professores eleitos para o Conselho do Fundef sejam eleitos pela entidade que os representam;
•Prestação de Contas do Fundef;
•Progressão de nível a nível;
•Redução progressiva na carga horária de 1/4 e 1/5 para 15 e 20 anos de serviço;
•1/3 dos vencimentos ao completar 25 anos de serviço;
•Titulação;
•Gestão democrática nas escolas.

No perfil das escolas públicas feito pelo SINTESE foi percebido que escolas estão sem equipamentos básicos de apoio aos educadores (birôs, cadeiras), a justificativa do secretário de Educação é que não há transporte para levá-los. Em algumas escolas a merenda escolar está armazenada junto com o material didático e produtos de limpeza, em armários inadequados e até no chão.

Desde que assumiu, a prefeita não apresentou a prestação de contas dos recursos recebidos do Fundef. Os educadores e a população não sabem como foram gastos os R$ 5 milhões recebidos desde o ano passado. O dinheiro do Fundef deve ser gasto exclusivamente com a Educação e no mínimo 60% destes recursos devem ser destinados para o pagamento de salários dos professores. O conselho criado para fiscalizar não funciona e como conseqüência a população não sabe como a prefeitura gasta o dinheiro. Segundo o SINTESE só é possível saber os valores repassados porque a informação está disponível na Internet.