Professores de Macambira votam indicativo de greve

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Nesta segunda-feira (19) os educadores do município de Macambira realizam assembléia geral e votam indicativo de greve. Há três anos os educadores tentam negociar com o prefeito Fabiano Santos Alves melhores condições de trabalho Nesta segunda-feira (19) os educadores do município de Macambira realizam assembléia geral e votam indicativo de greve. Há três anos os educadores tentam negociar com o prefeito Fabiano Santos Alves melhores condições de trabalho e a reformulação do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério e até agora não obtiveram sucesso. Como conseqüência o salário-base dos educadores em Macambira não ultrapassa os R$213,12. A prefeitura concedeu um reajuste de apenas 4,63%, desconsiderando as perdas salariais dos últimos três anos.

Várias irregularidades foram constatadas na Educação de Macambira: a carga horária dos professores está incompleta e a secretaria de Educação ao invés de regularizá-la contrata desnecessariamente novos professores; funcionários recebem gratificações indevidamente enquanto os que têm direito não são contemplados; o Ensino Médio foi implantada na cidade sem antes atender às necessidades do Ensino Fundamental; além disso, os professores do Ensino Médio estão sendo pagos com recursos do Fundef, o que é expressamente proibido por lei, isso só para citar os mais graves.

Segundo Clésia Maria dos Santos Lapa, representante do SINTESE no município denuncia também que a administração está propondo aos professores mais antigos da rede que aceitem salários menores que os oferecidos no edital do concurso público realizado pela prefeitura. “Um professor que inicie hoje receberia um salário base de R$319, enquanto os professores que já estão na rede receberiam um salário base de R$222,87 já com o reajuste dado pela prefeitura. Como pode educadores do mesmo município com base salarial distinta?”, questiona a representante. Ela diz ainda que os professores avaliam que a Educação do município passa por um momento de profundo descaso e que as conseqüências não recaem somente nos educadores, mas em toda população macambirense.