Professores de Salgado ocupam galerias da Assembléia Legislativa

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Os educadores de Salgado ocupam nesta segunda-feira as galerias da Assembléia Legislativa com o objetivo de mostrar aos parlamentares a situação da área educacional no município. Os educadores de Salgado ocupam nesta segunda-feira as galerias da Assembléia Legislativa com o objetivo de mostrar aos parlamentares a situação da área educacional no município. Devido a diversas irregularidades na folha de pagamento, salários baixos (o básico é de R$215) e falta de condições de trabalho, os professores do município, que fica a 54km de Aracaju, paralisaram as atividades desde o dia 12 deste mês.

Na programação desta terça-feira (26) os professores realizam em frente ao prédio da prefeitura um forró de protesto. Durante a paralisação, que já dura 14 dias, os professores participaram de cursos e palestras. Semana passada uma caminhada mostrou a comunidade do município a indignação dos educadores com os problemas que a Educação de Salgado tem enfrentado.

Os professores tentaram negociar com a prefeita Janete Alves Lima Barbosa a revisão do salário base e que os gastos do Fundef – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – com os salários dos professores fosse fixado em no mínimo de 65% da receita.

As duas reivindicações foram recusadas o que causou estranheza nos professores, pois estudos realizados pelo SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe – constataram que o município já tinha gastado percentual superior ao exigido pela categoria, chegando a 70% da receita no mês março. Com o percentual reivindicado de 65% da receita é possível aumentar o salário base de R$215 para R$260. Irregularidades também foram encontradas na folha de pagamento, professores da Educação Infantil estão recebendo pelo Fundef, o que é proibido por lei, mas a administração municipal já se prontificou em corrigi-las.

Estruturas precárias e falta de material são outros problemas que as escolas e os educadores de Salgado enfrentam no dia-a-dia. O Programa de Educação de Jovens e Adultos recebeu até o mês de maio aproximadamente R$95 mil, mas os alunos estão sem o kit escolar.

Outro grave problema da administração atual é a prática flagrante de nepotismo. O marido, os três filhos, a nora, uma irmã, uma cunhada e sobrinhos ocupam cargos nos primeiros escalões da prefeitura. “O que estamos vendo são parentes dos gestores municipais sendo beneficiados enquanto que a educação em nosso município está a cada dia pior”, declara Ginaldo Santos, representante do SINTESE em Salgado.