Professores de seis municípios continuam a negociar

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O movimento dos educadores do interior por melhores condições de trabalho e salários justos continua. Professores de Lagarto estão a mais de duas semanas com as atividades paralisadas buscando sensibilizar os gestores municipais a dar mais atenção a área educacional. O movimento dos educadores do interior por melhores condições de trabalho e salários justos continua. Professores de Lagarto estão a mais de duas semanas com as atividades paralisadas buscando sensibilizar os gestores municipais a dar mais atenção a área educacional.

Em Salgado as negociações avançaram e os educadores terão nova audiência com a prefeita até o dia 30. Um dos problemas detectados pelos professores de Salgado está na folha de pagamento da Educação que está cheia de irregularidades, mas a administração municipal já se comprometeu em corrigir os erros.

Malhador
Em Malhador foi preciso que os educadores ocupassem o prédio da prefeitura para conseguir uma audiência com o prefeito. O encontro foi na última sexta-feira (23) no fórum da cidade de Riacheulo. Estiveram presentes os professores, o prefeito Elan Araújo e o promotor Flaviano Almeida Santos que exigiu que o prefeito regularize as planilhas de prestação de contas e apresente-as aos conselheiros do Fundef – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – até o dia 30.

Macambira
Em Macambira os professores realizam, nesta quarta (28), em frente a prefeitura mais um ato de protesto. Os educadores pretendem mostrar a comunidade qual a verdadeira situação da Educação no município. Os professores decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado ou até que as negociações avancem. Várias irregularidades foram constatadas na Educação de Macambira: a carga horária dos professores está incompleta e a secretaria de Educação ao invés de regularizá-la contrata desnecessariamente novos professores; funcionários recebem gratificações indevidamente enquanto os que têm direito a elas não são contemplados; implantação do curso de Ensino Médio sem atender às necessidades do Ensino Fundamental; a além disso os professores do Ensino Médio estão sendo pagos com recursos do Fundef, o que é expressamente proibido por lei, isso só para citar os mais graves.

Carira e Campo do Brito
Na última sexta-feira (23) os educadores de Campo do Brito suspenderam as aulas por tempo indeterminado ou até que os gestores municipais sentem com os professores para negociar. Os educadores reivindicam o cumprimento do Estatuto do Magistério e a aplicação do Plano de Carreira. Os professores do município de Carira fizeram paralisação de advertência segunda e terça-feira (26 e 27). A situação no município é caótica, os professores recebem salários baixíssimos, além disso, o Plano de Carreira e o Estatuto do Magistério não são cumpridos. Outro problema grave é que a maioria das escolas está com estrutura precária que põe em risco a vida dos alunos.