Professores continuam na luta pela automaticidade de nível

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O SINTESE informou aos educadores que o projeto de lei enviado para Assembléia Legislativa sobre a progressão de nível só atinge os 970 professores que solicitaram a mudança no período de julho de 2004 a março de 2006. Na assembléia geral realizada no último dia 04 o SINTESE informou aos educadores que o projeto de lei enviado para Assembléia Legislativa sobre a progressão de nível só atinge os 970 professores que solicitaram a mudança no período de julho de 2004 a março de 2006. Joel Almeida, presidente da entidade, ressaltou que a concessão da mudança de nível a esses educadores só aconteceu devido a luta da categoria desde o início das negociações sobre a questão salarial. “Em nossa pauta de reivindicações está a volta da progressão automática de nível para todos aqueles que alcançaram nível superior, especialização, mestrado ou doutorado. Eles fizeram um investimento visando a melhoria da qualidade de ensino e merecem receber salários condizentes com sua nova situação intelectual”, afirmou Joel.

O presidente destacou a criação do Movimento pela Progressão Vertical e os dois atos realizados pelos educadores, o primeiro na Assembléia Legislativa (onde os professores lotaram as galerias trajando becas de formatura) e o segundo na porta do Palácio de Despachos, onde protocolaram centenas de cartas para o governador solicitando a resolução imediata do problema. Mas, segundo a diretoria do SINTESE, a luta pelo retorno da progressão automática continua, pois quem solicitou mudança de nível após o mês de março não foi contemplado pela atual lei. “O problema continua e só estará resolvido quando a lei que foi aprovada em junho de 2004 for revogada e os educadores voltem a ter os seu direitos de intelectual e formador dos futuros cidadãos respeitados”, disse Joel.