SINTESE realiza ato público contra a falta de segurança

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Nesta quarta-feira, 12, o SINTESE realiza ato público em protesto pela falta de segurança nas escolas. A saída será às 15h30 em frente ao Colégio Atheneu Sergipense. Nesta quarta-feira, 12, o SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe realiza ato público em protesto pela falta de segurança nas escolas. A saída será às 15h30 em frente ao Colégio Atheneu Sergipense com destino à secretaria de Segurança Pública. Lá os educadores entregarão um ofício ao governador João Alves Filho e para o secretário de Segurança Flamarion D’Ávila. O SINTESE solicitará também um posicionamento da secretaria de Educação sobre o fato.

O ato é uma forma dos educadores exigirem mais segurança não só na área das escolas, mas também em todo o Estado. O protesto será realizado uma semana após o assassinato da professora de Biologia Tânia Maria Teles nas proximidades do Colégio Estadual João Alves Filho.

Há muito tempo o SINTESE vem cobrando do Governo do Estado que realize debates para buscar soluções alternativas de combate a violência interna e externa nos estabelecimentos de ensino. Os debates contariam com a participação da comunidade escolar, da secretaria de Educação e dos órgãos de segurança pública.

Em nota publicada no dia seguinte ao assassinato da professora o SINTESE lembrou que a violência que atinge os cidadãos é fruto de uma política sócio-econômica excludente que vem aprofundando a desigualdade social e que tem como conseqüência a crescente violência na sociedade. “A implementação da gestão democrática é uma das formas de se garantir o combate da violência nas escolas, pois a partir daí a escola terá autonomia para decidir, junto à comunidade, as melhores soluções para este problema”, ressaltou Joel Almeida, presidente do SINTESE.

Dados apurados pelo sindicato e noticiados pela imprensa dão conta de que no local já ocorreram vários assaltos tendo com vítimas estudantes e professores. “Essa situação deixa todos vulneráveis à criminalidade. Este é um exemplo de uma escola localizada em uma região de classe média em Aracaju. É fácil imaginar os riscos que correm os alunos e professores que freqüentam escolas localizadas na periferia”, explica a nota.