Professores de Salgado continuam paralisação

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Os educadores do município de Salgado decidiram em assembléia geral realizada último dia 12, continuar a paralisação que já dura mais de 30 dias. Os educadores do município de Salgado decidiram em assembléia geral realizada na última terça-feira, 12, continuar a paralisação que já dura mais de 30 dias. A decisão pela manutenção da greve foi porque a prefeita Janete Alves Lima Barbosa não apresentou nenhuma proposta de revisão salarial.

O piso salarial dos professores de Salgado (R$215) é o segundo mais baixo dos 66 municípios que o SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe atua. A justificativa da prefeitura para a falta de negociação é que não há recursos para conceder aumento salarial, mas em 2005 sobraram R$300 mil em recursos do Fundef – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério que foram distribuídos para os professores através de abono. “O recurso aumenta a cada ano e o número de professores é o mesmo, então porque não dá aumento?”, questiona Ginaldo Santos, representante do SINTESE no município.

Os professores denunciam que a administração municipal tem se utilizado dos meios de comunicação para desestabilizar o movimento dos educadores. Além da questão salarial os educadores lutam por melhores condições de trabalho. Algumas escolas em Salgado estão sem condições de oferecer um espaço adequado para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra normalmente. “Nós só estamos lutando por nossos direitos, queremos salário digno e condições de trabalho”, completou Ginaldo.