Professores de Santo Amaro realizam paralisação

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Nesta quinta-feira, 20, os professores de Santo Amaro paralisam novamente as atividades. Eles estão insatisfeitos com o descaso da prefeitura com a Educação. Nesta quinta-feira, 20, os professores de Santo Amaro paralisam novamente as atividades. Eles estão insatisfeitos com o descaso da prefeitura com a Educação do município. Durante todo o dia os educadores realizarão atos públicos no município. O sistema municipal de ensino passa por diversos problemas. Há meses, os educadores tentam negociar com o prefeito José Ivaldo Costa reajuste salarial e condições dignas de trabalho e não obteve sucesso. Ele alega que falta dinheiro para atender às reivindicações dos professores.

Esta é a segunda vez que os educadores interrompem as atividades. A primeira paralisação ocorreu no dia 07 de junho e até agora não houve avanço no processo de negociação. Os educadores reivindicam reajuste salarial de 16,07%, mas o prefeito alega que não pode conceder reajuste porque não tem recursos para isso. Estudos feitos pelo SINTESE comprovam que o município tem condições de dar aumento salarial. Ano passado houve sobra de dinheiro e ele deveria ser repassado para os professores na forma de abono, mas os professores da Educação Infantil não viram um centavo deste dinheiro.

Só que estudos realizados pelo SINTESE tem mostrado que a prefeitura tem condições sim de dar aumento. Com o reajuste o gasto da receita do Fundef ficaria em 66,7%, bem próximo do mínimo previsto em lei que é de 60%. Ano passado houve sobra de dinheiro e ele deveria ser repassado para os professores na forma de abono, porém os professores do Ensino Infantil não viram um centavo deste dinheiro.

A condição de trabalho nas escolas é precária. Falta giz, papel, apagadores e até papel higiênico. Em algumas escolas a merenda também está em falta. A conseqüência é que os futuros cidadãos de Santo Amaro não têm uma educação de qualidade. Além disso, o transporte para as escolas dos povoados é ineficiente ficando o professor obrigado a pagar do próprio bolso para poder trabalhar.