Educadores de seis municípios fazem atos públicos contra o descaso com a educação

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Nos próximos dias os educadores de seis municípios estão em alerta máximo, a qualquer momento podem ser deflagradas mais paralisações por tempo indeterminado. Nos próximos dias os educadores de seis municípios estão em alerta máximo, a qualquer momento podem ser deflagradas mais paralisações por tempo indeterminado. Em comum as reivindicações por melhores salários, condições de trabalho, transparência em relação aos recursos destinados a Educação e a intransigência das prefeituras em ouvir os professores.

Essa última semana (17 a 21/7) houve muita movimentação dos professores na luta por uma educação de qualidade. Em Moita Bonita os professores fizeram paralisação de cinco dias tentando sensibilizar a prefeita Grazielle Costa a recebê-los. Em Santo Amaro, devido às argumentações do prefeito José Ivaldo de que não tem dinheiro para comprar material didático, os professores realizaram pedágio e fizeram panfletagem.

A distribuição de panfletos também aconteceu nas cidades de Propriá e Riachuelo. Os educadores mostraram para mostrar a população dos dois municípios os problemas da Educação. Em Nossa Senhora das Dores a paralisação está marcada para o próximo dia 25. Os educadores esperam que antes disso o prefeito Fernando Lima possa receber a categoria e discutir uma revisão salarial justa.

Em Canindé do São Francisco os professores fazem assembléia geral nesta segunda, 24, para definir qual o próximo passo da negociação com a prefeitura.

Greve continua em Lagarto e Salgado
Atualmente a situação mais grave em relação a negociação de direitos e condições de trabalho está ocorrendo em Salgado e Lagarto. Desde o dia 12 de junho que as aulas nos dois municípios foram suspensas.

No último dia 18 os professores de Lagarto conseguiram uma audiência com o prefeito Zezé Rocha e conseguiram diversos avanços. O prefeito entregou, ao promotor, a folha analítica, e também em montar uma comissão, com participação dos professores, para reformulação do Plano de Carreira de Remuneração do Magistério. A administração se prontificou a pagar no mês de julho a gratificação por difícil acesso e também o acordo sobre a redução da carga horária. Mas sobre a revisão salarial ele só admite conversar com a categoria em outubro. Segunda, dia 24, a categoria realiza assembléia para definir os rumos da mobilização.

Em Salgado a situação está mais difícil, a prefeita Janete Barbosa não sinaliza nenhuma possibilidade de negociação com os professores. Nos dias 19 e 20 eles realizaram reuniões nas escolas e comunidades que os alunos não sofrerão prejuízos com a paralisação que já dura mais de 40 dias.

Sintese reúne representantes sindicais durante três dias
Nos dias 21, 22 e 23, no auditório da Estação UFS em Aracaju, o SINTESE realizou o Conselho de Representantes do SINTESE – CERES com o objetivo de discutir os rumos do sindicato no segundo semestre deste ano. Na edição deste semestre contou com a participação ampliada de representantes de base, delegados sindicais, dirigentes das sub-sedes e da diretoria executiva do sindicato.

Na pauta: análise de conjuntura; balanço das ações do SINTESE e definição das prioridades de luta para o segundo semestre; plano de lutas; 30 anos do SINTESE, entre outros. “Esse Ceres é muito significativo, pois temos a participação de todos os 66 municípios nos quais atuamos. E é neste momento que solidificamos nossa luta e em continuar sendo uma referência para a sociedade sergipana”, ressaltou o presidente Joel, Almeida.