Professores de Lagarto realizam ato público contra represálias da prefeitura

22

Depois de quase 60 dias de greve, que se completarão dia 12 de agosto, os professores de Lagarto começam a enfrentar represálias vindas da administração municipal. Nesta terça-feira eles fazem uma caminhada pelas ruas… Depois de quase 60 dias de greve, que se completarão dia 12 de agosto, os professores de Lagarto começam a enfrentar represálias vindas da administração municipal. Nesta terça-feira eles fazem uma caminhada pelas ruas da cidade com apoio dos pais de alunos buscando um entendimento com a prefeitura. Durante o ato, os professores vão recolher assinaturas da população pedindo ao prefeito que sente com os educadores para resolver a situação.

Durante a última semana os educadores realizaram em várias escolas da sede e dos povoados, reuniões públicas com o objetivo de mostrar aos pais de alunos o andamento da greve em busca de melhores salários, condições de trabalho e transparência nos gastos com os recursos da Educação.

Para tentar desestabilizar o movimento grevista o prefeito, Zezé Rocha, ameaçou no final do mês passado cortar os salários dos educadores que estão em greve. Já avisou a categoria que vai entrar com um pedido de ilegalidade. Através dos diretores das escolas está pretendendo cortar o segundo turno de alguns professores, essa possibilidade existe porque o Plano de Carreira e Remuneração está defasado. Além disso, o prefeito está utilizando os meios de comunicação, ele possui uma rádio, para ameaçar os educadores.

Segundo Reginaldo Santos, representante do SINTESE no município, o prefeito já tinha começado a negociar com os professores alguns dos pontos da pauta de reivindicações. O pagamento da redução de carga horária, da gratificação por interiorização já foram pagos no mês de julho, mas com relação ao reajuste salarial a administração está irredutível. Outro ponto em que a prefeitura não faz concessão é a disponibilização da folha de pagamento analítica para os professores. “Ele só envia a folha para o Ministério Público e ela não pode sair de lá, por isso só temos dois dias para analisar tudo”, reclama Reginaldo.

O SINTESE levantou também que a folha de pagamento está com um “inchaço” por isso “não há recursos” para reajuste salarial para os professores. O sindicato denuncia também que apesar de ter uma das maiores receitas do Fundef de Sergipe, o município de Lagarto tem gastado uma porcentagem menor do que estabelece a lei. “O prefeito diz que a Lei de Responsabilidade Fiscal o proíbe de dar aumento, mas o que dizer do descumprimento da Lei do Fundef? Isso deve ser averiguado”, questiona Nazon Barbosa, dirigente da sub-sede do SINTESE em Lagarto.