Pela reestatização da Vale

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A Justiça Federal (TRF/1a Região) julgou positivamente o recurso de revisão da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A Justiça Federal (TRF/1a Região) julgou positivamente o recurso de revisão da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Os sindicatos e movimentos sociais que lutam pela reestatização da Vale estão organizando comitês em todo o país para dar prosseguimento às lutas.

No Rio, o lançamento do “Comitê pela Anulação da Privatização da Vale” será amanhã, dia 14, no Teatro João Caetano, às 18:30h. O ato é suprapartidário e coordenado pelos movimentos sociais que começarão tam-bém a recolher adesões para o abaixo-assinado que será encaminhado ao governo federal.

Uma das denúncias constantes no recurso de revisão é a disparidade existente entre o valor pago pela em-presa no leilão (R$3,4 bilhões) e o valor estimado do patrimônio líquido da CVRD, de aproximadamente R$40 bilhões. Outra irregularidade no processo de privatização foi a participação da corretora Merril Linch, dos EUA, que fez a avaliação da empresa estatal para o leilão e depois se tornou uma das acionistas da empresa privati-zada – o que é ilegal e imoral. Sem contar que se tratou também de uma atuação fraudulenta, já que favoreceu os novos donos e causou grandes prejuízos à União e ao povo brasileiro.

Poucos sabem que, até hoje, não se sabe quem são os verdadeiros proprietários da CVRD, pois o Bradesco assumiu a compra da empresa, fez o pagamento, mas existem indícios de que os donos sejam empresas esta-dunidenses, inclusive o Nation Bank.

Setor industrial teve mais PLR em 2005
Estudo divulgado pelo Dieese durante a semana mostrou que o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos trabalhadores, em 2005, ficou concentrado no setor industrial. Em especial para os metalúrgicos e nas regiões Sudeste e Sul. O levantamento foi feito con-siderando 123 acordos e convenções firmados no ano passado e acompanhados pelo organismo.

Segundo o Dieese, 73,2% dos entendimentos foram feitos na Indústria, 13,8% em Serviços e 13% no Co-mércio. Os acordos de PLR foram conquistados muitas vezes por meio de greves realizadas nas empresas e foram negociados pelos sindicatos, federações ou confederações diretamente com as empresas ou com as res-pectivas representações patronais. Os maiores percentuais foram encontrados entre metalúrgicos (36,6%) e químicos (13,8%), em terceiro lugar ficaram os comerciários (13,0%), seguidos pelos urbanitários (8,9%), trabalhadores do segmento de transportes (6,5%), alimentação (4,9%), vestuário (3,3%), bancários (2,4%), empregados de telecomunicações (2,4%), da construção civil (1,6%) e gráficos (1,6%).

Salários têm aumentos reais e não pressionam inflação
No primeiro semestre do ano, os salários reais pagos no país foram 4,4% superiores aos pagos no mesmo período do ano passado, segundo a pesquisa do IBGE. Este é o maior aumento real pago aos ocupados neste período do ano. Na indústria paulista, o ganho acima da inflação foi ainda maior e ficou em 6,1% no primeiro semestre – o maior aumento semestral desde 2001.

Mesmo com aumentos reais, os salários não estão fazendo pressão sobre a inflação e os preços continuam “comportados”. Para o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, a maior formalidade no mercado de trabalho, o reajuste de 16,6% do salário mínimo e a inflação baixa explicam a alta do rendimento dos trabalhadores.

CUT quer mudança em relações trabalhistas
O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, anun-ciou que a entidade vai encaminhar aos governos federal, estaduais e municipais e a representantes patronais um conjunto de reivindicações em favor de mudanças nas relações trabalhistas. O documento chamado de Campanha Unificada dos Trabalhadores contém seis pontos.

O principal ponto é que as negociações entre empregadores e trabalhadores ocorram por ramo de atividade e não mais isoladamente por grupos organizados de uma determinada profissão. Isto iria fortalecer a luta con-tra as desigualdades de renda e a meta é criar um piso salarial nacional para os profissionais em uma mesma função, seja qual for a empresa ou cidade de atuação. A proposta é de que a pauta seja fechada em conjunto pelas diversas categorias que compõem uma área de atividade. O documento defende também a ratificação pelo governo brasileiro da Convenção 158 da OIT (demissão só por justa causa).

Sindicatos exigem respeito à liberdade de imprensa
Os 23 sindicatos que editam a “Revista do Brasil” exigem que seja respeitada a liberdade de imprensa e anunciam que vão recorrer judicialmente contra a censura imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A revista é publcada pela CUT, regional São Paulo, e distribuída para cerca de 360 mil filiados.

O juíz Carlos Alberto Menezes, do TSE, proibiu a distribuição da revista acatando um pedido do PSDB e do PFL que alegavam “atitude ilícita”, dizendo que a “Revista do Brasil” é uma panfletagem a favor de Lula e faz “propaganda negativa” de Geraldo Alckimin.

Trabalhadores da Petrobrás aprovam Carta
Reunidos em São Paulo, no II Seminário Internacional dos Trabalhadores da Petrobrás, aprovaram a Carta dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Petróleo. Par-ticiparam dos debates e assinam a carta representantes do Sindicato de Trabajadores de ENAP-Santiago, Chile, Sindicato de Trabajadores del Gás (Uruguay), Representante de la Planta de Gás de San Alberto, Sindicato de Trabajadores Petroleros de la Refineria Gualberto Villaroel, Cochabamba, Bolívia, ICEM e Federação Única dos Petroleiros – BR.

A Carta afirma que “Considerando que a energia é um patrimônio nacional estratégico a serviço do bem so-cial e que deve estar voltado para o desenvolvimento econômico e social dos povos, interferindo em todo o conjunto da sociedade, neste sentido, a presença das estatais petrolíferas e de gás natural torna-se peça chave para defender a sociedade do perigo que é a formação de monopólios privados e/ou cartéis no setor” e, entre outros pontos, defende “A construção de uma coordenação entre as empresas estatais do setor de petróleo e gás natural na América do Sul que possibilite reforçar e integrar as diversas iniciativas existentes, inclusive a conformação de uma empresa pública do setor de petróleo e gás natural na região”.

Senador do Pará acusado de trabalho escravo
O senador João Ribeiro (PL-TO) e o fazendeiro Vi-talmiro Bastos de Moura, um dos acusados de ser mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, são dois dos novos integrantes da lista de empregadores rurais que mantêm trabalho escravo. A nova lista foi di-vulgada nesta semana pelo Ministério do Trabalho. Dos 178 nomes da lista, 26 são novos. Por decisão judicial, 30 outros nomes não constam da lista. A relação completa está no site do ministério (www.mte.gov.br).

De acordo com os dados, o senador do PL é proprietário da Fazenda Ouro Verde, no Sul do Pará. Lá a fisca-lização encontrou 35 trabalhadores em situação degradante. As indenizações a que foi condenado somaram R$ 76 mil. O fazendeiro Vitalmiro é proprietário da Fazenda Rio Verde, na zona rural de Anapu.

A resistência do acampamento Chico Mendes
O acampamento Chico Mendes, no município de São Lourenço da Mata, em Pernambuco, passou por momentos de tensão durante a semana, mas resistiu e conti-nua de pé. Na quarta-feira (02), foi suspenso o despejo dos Sem Terra. As negociações entre o Incra e o Grupo Votorantin, donos da Usina Tiúma, permitiram a intervenção do governo federal que pediu a suspensão do des-pejo das 300 famílias.

O clima no acampamento foi de bastante tensão. Diversos parlamentares, advogados, representantes de entidades de direitos humanos e o promotor agrário do Ministério Público de Pernambuco estiveram no local para tentar suspender a ordem de despejo e evitar a violência da polícia contra os trabalhadores e as trabalha-doras Sem Terra. 300 famílias e 50 crianças se mantiveram dentro dos barracos durante todo o dia.

Sem Terra comemoram conquista de assentamento em Campos
Uma cerimônia e um ato público marcaram ontem a comemoração de um novo assentamento em Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro. Com a presença do presidente do Incra, militantes do MST de todos os acampamentos da região cele-braram a conquista da terra para 80 famílias.

Depois de seis anos acampados e quatro tentativas de despejo, as famílias do acampamento Oziel Alves que vivem na fazenda Nossa Senhora das Dores receberam os títulos sobre a terra e vão melhorar as condições de acesso ao crédito e à infra-estrutura. A área faz parte da falida usina açucareira Cambayba, que deve mais de 170 milhões de rais à União, e foi tomada como parte do pagamento da dívida.

México: 480 intelectuais pedem recontagem de votos
Um grupo de 480 representantes da comu-nidade artística e cultural do México tornou público um documento apoiando o movimento pela recontagem dos votos das eleições presidenciais. Diz o documento que “Durante os últimos dias, um grande número de cida-dãos das mais diferentes posições políticas exige que o processo eleitoral seja revisto até que esteja livre de qualquer dúvida.” O documento foi encaminhado ao público em geral e ao Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação.

Dois milhões e meio contra a fraude eleitoral
Uma multidão, estimada pela polícia em mais de dois milhões e meio de pessoas, marchou no último domingo até a capital do México para denunciar a possibilidade de fraude nas eleições presidenciais. A gigantesca demonstração popular foi convocada pela frente de esquer-da. O candidato López Obrador participou de uma parte da passeata e foi aclamado pela população que gritava para ele sustentar a luta porque tinha o apoio de todos.

A oposição mexicana exige que o governo aceite a recontagem, voto a voto, e que sejam esclarecidas as mais de 300 denúncias registradas sobre fraudes em atas eleitorais e urnas.

Feminicídio na Guatemala
Na Guatemala, a violência contra as mulheres é um problema que vem se agravando nos últimos anos e já atinge proporções alarmantes. De acordo com o informe da Comissão de Estu-dos do Feminicídio, os crimes contra as mulheres estão se caracterizando pela extrema violência.

A entidade registra o assassinato de 289 mulheres entre janeiro e junho de 2006, a maioria com armas de fogo. O Informe registra os departamentos de Escuintla, Huehuetenango, Santa Rosa e Quetzaltenango como os com maiores índices de mulheres assassinadas, particularmente donas de casa e estudantes.

Cuba: estamos prontos para a defesa
Os operários cubanos da “Empresas Militares Industriais” de-ram uma demonstração de que estão prontos para defender a Ilha no caso de uma agressão de Bush. Um ato foi organizado pelos trabalhadores que colocaram no pátio da fábrica tanques de guerra e outras armas fabri-cadas no país.

Depois do anúncio da doença de Fidel Castro, Bush e Condoleezza Rice começaram a fazer declarações so-bre “transição política” em Cuba. Os trabalhadores cubanos asseguram que estão firmes e saberão resistir a uma tentativa de invasão estadunidense.

Governo cubano fortalece organização
Dezenas de atos e encontros foram realizados em Cuba du-rante a semana, depois do anúncio da doença de Fidel Castro. Fidel encaminhou carta à Assembléia Popular de Cuba pedindo licença de seu cargo, para tratamento de saúde e uma cirurgia, e solicitando a transferência do poder ao vice-presidente, seu irmão Raul. As entidades cubanas realizaram encontros para garantir a estabili-dade diante das declarações de Bush e dos exilados cubanos que vivem em Miami.

No início do ano, Bush havia anunciado uma verba “extra” do Congresso, de 80 milhões de dólares, para fi-nanciar a “oposição cubana” e forçar uma mudança na política do país. Agora, diante da doença de Fidel, espe-ra-se que o governo dos EUA tente novas jogadas para derrubar o regime cubano.

Grupo treina para invadir Cuba
Jornais e revistas nos EUA já mostram fotografias de grupos de “exi-lados cubanos” que treinam nos pântanos, em Miami, para uma possível invasão coordenada pela CIA e pelo governo Bush. Supostos líderes do grupo paramilitar conhecido como Alpha 66 concedem entrevistas aberta-mente em canais de rádio e TV, falando da possibilidade de “derrubar o regime socialista em Cuba”. O grupo Alpha 66 é o mesmo que já dirigiu e assumiu publicamente vários atos terroristas contra a Ilha.

Um dos mercenários que comandam o grupo anunciou que “a nossa missão, agora, é incentivar o povo cu-bano a criar um clima de desobediência civil generalizada”. Com isto, desejam criar um clima que favoreça a intervenção em Cuba sob a desculpa de uma “força de paz” da ONU ou da OEA. A mesma tática já utilizada em outras intervenções estadunidenses contra governos populares.

Argentina e Venezuela lideram a recuperação salarial na região
Um estudo da CEPAL, divulgado pelo jornal argentino “Diario Gremial”, revela que os índices de emprego subiram 3% na América Latina, em 2005. A taxa média de desemprego caiu para 9,1%, a mais baixa desde meados da década de 90. O estudo confirma também uma maior participação da mulheres no mercado de trabalho. Os novos postos de trabalho foram criados principalmente na indústria manufatureira e no setor de serviços (ambos com 19%).

A reativação do mercado de trabalho, no entanto, não se traduziu em uma melhora nos salários reais de mesma proporção. Em média, os salários cresceram apenas cerca de 0,5%. Segundo o Informe da CEPAL, Ar-gentina e Venezuela tiveram os maiores ganhos reais, com recuperação de 3,2%.

Evo morales tem 75% de apoio popular
Uma nova pesquisa realizada na Bolívia confirmou a popu-laridade de Evo Morales que alcançou 75% de aprovação entre os cidadãos. A mesma pesquisa mostrou que 61% considera que o país está no “bom caminho” e 65% diz que a corrupção está diminuindo no país.

Venezuela retira embaixador de Israel
O presidente Hugo Chávez ordenou a retirada de seu embai-xador em Israel, protestando contra as agressões contra o Líbano e a Faixa de Gaza. “Determinei a retirada do nosso embaixador porque causa indignação ver como o Estado de Israel segue massacrando inocentes”, disse.

Medo de guerra civil no Iraque
O chefe do comando central dos EUA no Iraque, general John Abi-zaid, disse que o crescimento da resistência poderá levar a uma guerra civil. A mesma previsão foi feita por um diplomata britânico num relatório confidencial, cujo teor vazou. “A resistência e a violência estão pior do que nunca, principalmente em Bagdá”, disse Abizaid ao Senado americano. “Se isso não parar, é possível que o Iraque mergulhe numa guerra civil”.

Em um memorando secreto enviado a Tony Blair, o diplomata William Patey, que na semana passada dei-xou o posto de embaixador no Iraque, previu tempos difíceis. O teor da mensagem foi revelado pela rede de notícias BBC. “A perspectiva de uma guerra civil e uma divisão de fato do Iraque é mais provável neste mo-mento do que uma transição bem sucedida e substancial para uma democracia estável”, escreveu ele.

Conselho de Segurança da ONU manipulado
Por pressão do governo Bush, o Conselho de Seguran-ça da ONU negou-se, no último domingo, a emitir uma declaração condenando o bombardeio de Israel sobre o campo de refugiados libaneses em Qana. Depois de seis horas de reunião, o Conselho limitou-se a emitir uma nota “lamentando” o ocorrido e “pedindo o fim das hostilidades”.

Diplomatas presentes na reunião asseguram que o embaixador estadunidense, John Bolton, deixou claro desde o início do encontro que seu país não aceitaria qualquer resultado que condenasse Israel pelos ataques.

Massacre de Qana: 55 civis, 27 eram crianças
No domingo, enquanto alguns liam o nosso Informa-tivo, Israel cometia o pior massacre desta guerra. As vítimas foram civis que se refugiavam em um prédio da ONU. Aviões israelenses bombardearam o prédio matando 55 civis entre os quais 27 eram crianças.

A matéria completa e as fotografias do massacre podem ser vista em www.fromisraeltolebanon.info e tam-bém em http://www.rebelion.org/noticia.php?id=35502.

Condenado por recusar-se a combater
Um reservista israelense foi condenado a 28 dias de prisão por negar-se a prestar serviços no sul do Líbano. Amir Fester é militante da organização pacifista Yesh Gvul (Há um Limite) que divulgou nota dizendo que outros soldados estão se recusando a ir combater.

Depois dos acontecimentos em Qana, onde morreram 57 civis, foram organizadas várias manifestações pú-blicas em Israel condenando o massacre e exigindo o final da guerra. Uma das maiores manifestações foi feita diante do Ministério de Defesa, em Tel Aviv.

Ataque de Israel provoca derrame de petróleo
Ataques aéreos israelenses contra uma central elé-trica do Líbano provocaram derrame de petróleo que se espalhou pela costa sul do país. Mais de 15.000 barris de petróleo escorreram para a costa libanesa depois que os tanques de armazenamento foram atingidos pelas bombas. Os ventos fizeram a mancha de óleo se espalhar e atingir praias e portos da região.

Matéria completa em http://www.ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=38201.

Movimentos sociais e comunidade árabe exigem cessar-fogo imediato
Quase dois milhões de li-baneses vivem hoje em São Paulo (SP). Em todo o país, são cerca de seis milhões. Calcula-se que a população libanesa no Brasil seja maior do que no próprio Líbano, que não realiza um censo desde 1932.

Hoje (06/08) as comunidades libanesa e palestina, junto com o MST, a UNE, a CUT, partidos políticos de esquerda e diversas organizações e movimentos sociais farão uma mobilização em solidariedade aos povos árabes e pelo cessar-fogo imediato.

O ato começa às 10 horas na Praça Oswaldo Cruz, região da Av. Paulista, e fará parte das Jornadas pela Paz. Entre as reivindicações dos manifestantes estão a retirada imediata do embaixador do Brasil em Israel e a não assinatura do tratado de livre-comércio entre Mercosul e Israel. Além disso, o ato também vai pedir ao governo brasileiro que se oponha publicamente ao massacre dos povos libanês e palestino.

Solidariedade com o Líbano e a Palestina
Um manifesto de solidariedade aos povos do Líbano e da Palestina pode ser lido e assinado pela internet. O documento assinado por intelectuais como Tariq Ali, Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Howard Zinn, Ken Loach, John Berger, Arundhati Roy, Atilio A. Boron e outros po-de ser lido na página do MST e pode ser assinado enviando uma mensagem para noalalca@fibertel.com.ar