Professores de Lagarto ocupam prédio da secretaria de Educação

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Os professores de Lagarto ocuparam nesta segunda-feira o prédio da secretaria de Educação. O motivo da ocupação é a falta de diálogo do prefeito e também em resposta às diversas represálias… Os professores de Lagarto ocuparam nesta segunda-feira o prédio da secretaria de Educação. O motivo da ocupação é a falta de diálogo do prefeito e também em resposta às diversas represálias que a categoria vem sofrendo desde que paralisou as atividades da rede municipal de ensino no dia 12 de junho. Os educadores pretendem ficar no prédio até que o prefeito Zezé Rocha e a secretária de Educação possam atendê-los e possibilitem a negociação da pauta de reivindicações.

O prefeito Zezé Rocha vem tentando acabar com o movimento grevista de várias formas, primeiro ameaçou cortar os salários dos educadores, através dos diretores das escolas ameaçou suspender o segundo turno de alguns professores e avisou que vai entrar na justiça com um pedido de ilegalidade da greve. Os professores denunciam também que o prefeito está utilizando os meios de comunicação, ele possui uma rádio, para amedrontar os educadores.

Os professores vêm realizando ao longo do movimento diversas atividades: aulas públicas na sede e nos povoados, para informar aos pais dos alunos os motivos e o andamento da greve que busca de melhores salários, revisão do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério, condições de trabalho e transparência nos gastos com os recursos da Educação. Semana passada uma caminhada com participação dos pais e dos alunos foi realizada pelas ruas do município.

Segundo Reginaldo Santos, representante do SINTESE, o prefeito já tinha começado a negociar com os professores alguns dos pontos da pauta de reivindicações. O pagamento da redução de carga horária e a gratificação por interiorização foram pagos no mês de julho, mas com relação ao reajuste salarial a administração está irredutível. Outro ponto em que a prefeitura não faz concessão é a disponibilização da folha de pagamento analítica para os professores. “Ele só envia a folha para o Ministério Público e ela não pode sair de lá, por isso só temos dois dias para analisar tudo”, reclama Reginaldo.

O SINTESE levantou também que a folha de pagamento está com um “inchaço” por isso “não há recursos” para reajuste salarial para os professores. O sindicato denuncia também que apesar de ter uma das maiores receitas do Fundef de Sergipe, o município de Lagarto tem gastado uma porcentagem menor do que estabelece a lei. “O prefeito diz que a Lei de Responsabilidade Fiscal o proíbe de dar aumento, mas o que dizer do descumprimento da Lei do Fundef? Isso deve ser averiguado”, questiona Nazon Barbosa, dirigente da sub-sede do SINTESE em Lagarto.