Dois mil professores lotam o Iate Clube na abertura do XI Congresso do SINTESE

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Cerca de dois mil educadores de todo o Estado lotaram na manhã desta quarta-feira (23) o salão de eventos do Iate Clube de Aracaju na abertura do XI Congresso Estadual, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (SINTESE)…

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Cerca de dois mil educadores de todo o Estado lotaram na manhã desta quarta-feira (23) o salão de eventos do Iate Clube de Aracaju na abertura do XI Congresso Estadual, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (SINTESE). O pontapé inicial mostrou a força do sindicato junto ao magistério estadual e foi marcado pela comoção artística e política.

Representantes de diversos setores da sociedade interessados na transformação social marcaram presença na solenidade de abertura do XI Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação.

“É para fazer cada vez mais a resistência ao neoliberalismo e propor ações de luta contra para superarmos uma das facetas mais agressivas do capitalismo é que convocamos os bravos educadores de todos os municípios do Estado de Sergipe para este congresso”, disse em seu discurso de boas vindas o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

A mesa inaugural do Congresso contou com a participação do coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE) em Sergipe, Luís Moura, do presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Góis, do vereador professor Iran Barbosa, da deputada estadual professora Ana Lúcia, do ex-senador e ex-presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra, do atual prefeito da capital, Edvaldo Nogueira e do ex-prefeito de Aracaju e candidato ao governo do Estado Marcelo Déda.

O ex-senador José Eduardo Dutra lembrou de sua relação antiga com a entidade e afirmou sentir “uma ponta de orgulho” pelo crescimento que o SINTESE vem demonstrando nos últimos anos. “Apesar das tentativas de sucessivos governos, os trabalhadores da educação têm demonstrado garra, unidade e força, e este sindicato tem conseguido produzir propostas que dizem respeito não só à educação, mas a toda a vida política do nosso Estado”, disse Dutra.

O ex-prefeito Marcelo Déda seguiu a mesma direção e saudou a combatividade, a estrutura e a capacidade de mobilização do SINTESE: “Este é o sindicato mais aguerrido da história política recente de Sergipe”, disse o ex-prefeito, garantindo que, caso eleito, espera que o SINTESE mantenha esta postura. “A luta faz a lei. O avanço de Sergipe só ocorrerá com a mobilização e a luta”, afirmou Déda.

Diversidade cultural marca abertura do XI Congresso

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As apresentações culturais escolhidas para a abertura do XI Congresso refletem a preocupação do sindicato em fazer com que os participantes tenham acesso às diversas facetas culturais. A manhã foi aberta ao som da música erudita do conjunto de música antiga Renantique, que impressionou na execução de canções originais da idade média, renascença e barroco. Em seguida, os congressistas assistiram à apresentação do coral do SINTESE, composto de professores aposentados da rede pública, que mostrou versões para diversas canções populares e fizeram jus a uma das palavras de ordem do SINTESE: “Aposentados sim, inativos nunca”.

Mas o ponto alto da programação cultural reservada pelo SINTESE para a abertura do evento ficou por conta do grupo de percussão alternativa Tambores da Esperança e da Companhia Danç’Arte – ambos formados por alunos do Colégio Estadual Arabela Ribeiro, do município de Estância – que, numa performance conjunta, colocaram os professores presentes para cantar e dançar ao som de ritmos afro-brasileiros como o maracatu. Na segunda parte do evento foi a vez da Cia de Teatro Estanciana, que conta em sua formação com alunos do Colégio Estadual Gumercindo Bessa mostrarem seu talento encenando fragmentos da peça “Minha cidade: Vidas que são Monumentos”.

Os movimentos sociais precisam ter seus meios de comunicação

Para os movimentos sociais conseguirem vencer os desafios da atual conjuntura, eles precisam entender o papel da comunicação no processo de resistência. Esse foi o mote principal utilizado por José Arbex Jr., da revista Caros Amigos, Alípio Freire, do jornal Brasil de Fato e Nelson Breve, da agência Carta Maior. Os três jornalistas foram convidados pelo SINTESE para a conferência de abertura do Congresso.

Para combater o discurso neoliberal os movimentos sociais precisam se dar conta de que além de ter suas ações pautadas pelos veículos de comunicação já existentes, eles também devem criar também os seus veículos, pois são eles que vão realmente propagar suas lutas, suas intenções e seus planos para a sociedade.

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Alípio Freire, do jornal Brasil de Fato lembrou que o papel da mídia na escolha dos acontecimentos que são ou não importantes depende na maioria das vezes da visão de mundo dos donos dos veículos.

José Arbex Jr. da revista Caros Amigos disse que é preciso ter uma postura crítica com relação ao que é publicado nos meios de comunicação, pois na maioria das vezes o discurso apresentado reflete somente as idéias da elite dominante.

Nelson Breve frisou que a mobilização é um dos meios mais importantes que os movimentos sociais podem utilizar para resistir ao discurso neoliberal e que eles precisam conhecer e conceber políticas e estratégias de comunicação se quiseram ter suas pautas ouvidas pela sociedade.

Confira os endereços dos veículos que contribuem para a resistência contra o neoliberalismo.

www.cartamaior.com.br

www.brasildefato.com.br

www.carosamigos.com.br