Professores de Lagarto suspendem greve por ordem judicial

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Os professores de Lagarto retornaram as aulas nesta terça-feira, 29, depois de 76 dias de greve. A volta às aulas é devido a decisão do juiz Paulo César Cavalcante Macedo da 1ª Vara Cível de Lagarto… Os professores de Lagarto retornaram as aulas nesta terça-feira, 29, depois de 76 dias de greve. A volta às aulas é devido a decisão do juiz Paulo César Cavalcante Macedo da 1ª Vara Cível de Lagarto que concedeu a prefeitura o pedido de ilegalidade da greve dos educadores.

Os educadores começaram o movimento grevista após tentar negociar com o prefeito Zezé Rocha, reajuste salarial, cumprimento do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério, além de reformas nas escolas da rede municipal que, em alguns casos estão em ruínas, e transparência nos gastos com a Educação. O município de Lagarto tem uma das maiores receitas do Fundef em Sergipe, mas concedeu apenas 4,63% de reajuste salarial aos professores.

O SINTESE levantou também que a folha de pagamento está com um “inchaço” por isso “não há recursos” para reajuste salarial para os professores. O sindicato denuncia também que o município de Lagarto tem gastado uma porcentagem menor do que estabelece a lei (60%). “Esse índice não foi discutido com a categoria o prefeito enviou o projeto a Câmara e como ele tem maioria o projeto foi aprovado sem discussão. O prefeito diz que a Lei de Responsabilidade Fiscal o proíbe de dar aumento, mas o que dizer do descumprimento da Lei do Fundef? Isso deve ser averiguado”, denuncia Nazon Barbosa, dirigente da sub-sede do SINTESE em Lagarto.

Desde o início do movimento que a prefeitura têm respondido com represálias e não com negociação. O prefeito, utilizando veículos de comunicação de sua propriedade, ameaçou os professores de corte de ponto e redução da jornada de trabalho. Numa tentativa de reestabelecer a negociação os educadores ocuparam por uma semana o prédio da secretaria de Educação tentando uma audiência com o prefeito e a secretária de Educação, mas não foram atendidos.

Durante o período que permaneceram em greve os professores não ficaram de braços cruzados, atos públicos foram realizados na sede do município e também nos povoados visando esclarecer a comunidade dos motivos da greve, a partir destas reuniões os professores angariaram apoio dos pais dos alunos e da população que participaram de várias passeatas e também do abaixo assinado solicitando que o prefeito negociasse com os professores.

“Estamos voltando às aulas porque somos cumpridores da lei, se a Justiça determinou que temos que voltar a lecionar, lecionaremos, mas a luta por melhores salários e condições de trabalho para os educadores lagartenses permanece”, disse Reginaldo Santos, delegado sindical do SINTESE em Lagarto. Para esclarecer a população o motivo do retorno às atividades os educadores estão veiculando uma nota pública.